Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Manoel Mota

20ª Sessão Ordinária - 06/04/2004

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, gostaria de responder alguns questionamentos que o Deputado Joares Ponticelli colocou no seu primeiro pronunciamento, sobre o Governo do Estado ter sido omisso na questão do furacão, ou como quer que chame, se é furacão, se é ciclone, não interessa. Interessa que a população foi atacada de uma forma brutal, à noite, sem luz, um desespero total na população.

O Deputado Joares Ponticelli colocou que o Governo foi omisso, não ajudou, que o Governo não contribuiu, não participou.

O Deputado Joares Ponticelli deveria ter ido domingo à noite, porque esse vendaval, esse furacão foi no Sábado, às 3h, e às 19h de domingo o Governador já estava lá na região. O Deputado deveria ter ido lá para ajudar, para contribuir, porque com certeza ele não iria fazer esse tipo de pronunciamento. Ele iria ver com os seus próprios olhos quando há um Governo que tem compromisso com a sociedade.

Este Governo de Luiz Henrique tem compromisso com o povo, com a sociedade, por isso, às 19h já estava na região. E reuniu todos os Parlamentares, toda a região, evidentemente, para discutir algumas questões graves.

Falta muita coisa? Claro, não tem nem uma semana que tudo aquilo foi destruído, que tudo aquilo foi carregado. Casas caíram, indústrias tiveram a cumeeira e o telhado estragados, temos casas descobertas, o salão paroquial caiu. Então, a situação foi muito grave, e não temos como de uma hora para outra resolver tudo.

Conseqüentemente, hoje na região não se encontra um pedreiro. As pessoas estão tentando arrumar as suas próprias casas.

Na Barranca, um bairro que sofreu mais por ser um bairro carente, um senhor chamado Adão caiu da casa e quebrou um braço. Lá em Sombrio, o presidente do PMDB foi arrumar a sua casa, porque não encontrava pedreiro, carpinteiro, pois estão nas suas casas. Ele caiu e quebrou os dois braços, Deputada Simone Schramm.

Não é possível, então, vir aqui fazer discurso em cima da desgraça dos outros. A região sofreu muito, para nós ficarmos recebendo discurso. Nós queremos é solidariedade e não discurso de agressão, de depoimentos pesados, de críticas. Nós precisamos de solidariedade. E foi isso que o Governo de Santa Catarina fez no primeiro momento - um trabalho extraordinário da Defesa Civil.

A Defesa Civil foi liberada pelo Governador do Estado de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, para divulgar a questão do furacão ou ciclone. Resultado, se não fosse divulgado, se a sociedade não tivesse preparada, milhares de pessoas teriam morrido.

Se a Marinha, se a Aeronáutica não ajudassem para que esses barcos, esses navios se deslocassem para a região, quantas mortes teríamos? Mas ainda temos oito pessoas desaparecidas, porque dois ou três barcos não acataram aquela decisão, acharam que não era nada. E está aí o resultado. Os barcos afundaram, salvaram duas pessoas, mas oito ainda estão desaparecidas no mar. Com certeza, mortas, porque como é que... Onde estão essas pessoas?

Então, são essas questões que temos que ver quando se tem um Governo que tem compromisso com a região, com Santa Catarina, por toda Santa Catarina.

Mas lá estava, a mando do Governo, a Defesa Civil, atuando direto na região. Para o Corpo de Bombeiros nota 10, pois fizeram um trabalho brilhante. A Segurança Pública no geral ajudou em todos os momentos. A Secretaria da Saúde, da Agricultura, enfim, todos colaboraram. O Secretário Regional trabalhou dia e noite e continua trabalhando para ajudar a região. O Exército foi para a região ajudar.

Nós precisamos é de solidariedade, não de críticas. Nós precisamos de alguém que ajude como fez o Governo do Paraná.

Quanto à Celesc, eu duvidada que em uma semana colocasse luz na região. Mas colocou luz em Arroio do Silva, em Araranguá, em Sombrio em apenas um dia, porque mandou Santa Catarina inteira ir para lá trabalhar e ajudar.

Foi um trabalho fantástico, que deve ser reconhecido. E nós, que somos da região, precisamos de muita solidariedade, eis que este é um momento muito triste para a região, é um momento em que todo mundo perdeu, em que todo mundo olha um para outro e dá graças a Deus por ter tido apenas três vítimas fatais. Era para acontecer dezenas de vítimas fatais, mas graças a Deus isso não aconteceu.

Agora, o trabalho e a ação do Governo está sendo de uma forma que não temos palavras para agradecer; a região não tem palavras para agradecer o Governo.

Foram 120 mil, 140 mil telhas que chegaram. O Governo do Paraná mandou 80 mil telhas. Ainda não dá para cobrir tudo, porque foi uma devassa que levou telhados inteiros, cumeeiras inteiras.

Por isso, precisamos de madeiras, precisamos de solidariedade da sociedade catarinense inteira.

Quando Blumenau e Jaraguá do Sul sofreram, a nossa região sofreu, a nossa região parou, e nós fomos solidários.

Agora, estamos aguardando a solidariedade para ajudar a minha região, que foi destruída por esse furacão ou por esse ciclone, seja lá qual o nome. Acontece que a região realmente sofreu, perdeu muito. Mas com o apoio do Governo do Estado e do Governo Federal, que também vai ajudar, com certeza, nós vamos recuperar, se Deus quiser, a nossa região, vamos fazer a nossa região voltar a contribuir no seu patamar de imposto, etc.

O Governo do Estado está criando um crédito de emergência para ajudar o comércio e a indústria a se recuperarem, para que Santa Catarina volte à normalidade na nossa região.

Hoje o Deputado Ronaldo Benedet assumiu a Secretaria da Segurança Pública. Era o nosso Líder. E às 14h nós tivemos um almoço, onde tive a honra de receber todos os votos da Bancada como Líder.

Sou muito grato à Deputada Simone Schramm, ao Deputado Romildo Titon e a todos os Parlamentares que confiaram na minha pessoa. Evidentemente que quero ajudar o meu Governo a conduzir esse processo em Santa Catarina. Quero ajudar essa descentralização, pois se não fosse a Secretaria Regional, como é que ficaria a nossa região? A Secretaria atuou desde o primeiro momento. Então, evidentemente, tudo isso aconteceu, por isso quero agradecer, de uma forma muito carinhosa à minha Bancada, que me elegeu como Líder para este ano.

O Sr. Deputado Wilson Vieira - V.Exa. me permite um aparte?

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Pois não! Ouço V.Exa., com muita honra, que com certeza com o seu espírito público, com o seu espírito de solidariedade, de homem sofrido, de homem da luta, vem contribuir com aquilo que eu venho falando, que é a questão da nossa região, que foi tomada pelo vendaval, pelo furacão, pelo ciclone. A nossa região foi totalmente tomada.

O Sr. Deputado Wilson Vieira - Deputado Manoel Mota, quero falar que está faltando uma coisa nesse processo. Está faltando conseguirmos sensibilizar a mídia nacional. Não se vê a mídia nacional fazendo campanha para Santa Catarina, fazendo campanha para recuperar as perdas provocadas pelo ciclone ao povo da Região Sul.

Então, nós tínhamos que encontrar um mecanismo de envolver a mídia nacional nesse processo, para que a mídia dê a importância que o furacão merece, dê importância de acordo com a necessidade da população. Porque hoje não dá para admitir que Santa Catarina queira resolver esse problema sozinha, porque não vai conseguir.

Na verdade, o Estado é muito pequeno para dar conta de uma demanda tão grande de telhas e de outras grandes necessidades naquela região.

Então, a minha proposta é mobilizarmos a mídia nacional, para que eles batam na tecla, sensibilizem a população brasileira, para que a população brasileira possa ajudar...

(Discurso interrompido pelo término do horário regimental.)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)