Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Herneus de Nadal

26ª Sessão Ordinária - 09/04/2008

O SR. DEPUTADO HERNEUS DE NADAL - Sr. presidente, srs. deputados, estudantes que aqui se fazem presentes. Vi que o deputado Décio Góes se aproximava do microfone de apartes, e antes que comece a minha modesta manifestação, que compartilharei com o deputado Edison Andrino, concedo a v.exa. o aparte.

O Sr. Deputado Décio Góes - Deputado Herneus de Nadal, inicialmente quero agradecer a oportunidade. Apenas gostaria de dar as boas-vindas aos alunos do Colégio Aderbal Ramos da Silva que estão nos visitando hoje. Depois iremos tratar do assunto deles.

A Sra. Deputada Odete de Jesus - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO HERNEUS DE NADAL - Pois não! Concedo um aparte a v.exa., deputada Odete de Jesus.

A Sra. Deputada Odete de Jesus - Muito obrigada, grande líder. V.Exa. é um líder nato nesta Casa, sempre muito gentil com todos os colegas parlamentares.

Eu gostaria de registrar a presença dos vereadores de Sombrio, Volneci Moraes Baltazar, do PRB e Celso Rogério de Souza, do PDT, também de Sombrio. Gostaria de deixar registrada a presença desses dois parlamentares.

Muito obrigada!

O SR. DEPUTADO HERNEUS DE NADAL - Com certeza são muito bem-vindos, e as referências elogiosas feitas por v.exa., deputada, são frutos da grandeza do seu coração.

Sr. presidente e srs. deputados, Juan Domingo Perón, em um de seus pronunciamentos feitos nos momentos de dificuldades, de crise do seu país, assim se pronunciou: "Na atividade política deve-se falar muito das coisas, pouco das pessoas e nada de si mesmo."

Acredito que palavras de um grande líder devem servir de reflexão para todos nós, que muitas vezes por conta do cenário, do clima que se encontra, ao invés de defendermos teses, falar de forma positiva, destacar e enaltecer ações desenvolvidas pelos cidadãos de nosso estado, acabamos fazendo, muitas vezes, referências que acabam constrangendo nossos colegas de trabalho, de atividade de Parlamento. E cada um de nós tem o direito de ser respeitado em sua individualidade, em suas posições e também em suas tomadas de decisões aqui dentro do Parlamento.

Ontem mesmo, sr. presidente, não obstante, deputado Julio Garcia, todos os esforços empreendidos por v.exa. para que pudéssemos conter os ânimos mais exaltados não dos professores, nem dos ativos nem dos inativos, este deputado, aqui na Casa do Povo, aqui no Parlamento, que é uma Casa democrática, quando se dirigia ao banheiro, não para provocar ninguém, mas por uma necessidade física do parlamentar, foi abordado de forma deselegante, descortês e desrespeitosa não por professores, nem ativos, nem inativos, com quem mantemos um relacionamento de alto nível, de respeitabilidade e de reciprocidade de tratamento, mas, por pessoas que recebi durante dias e dias no gabinete procurando encontrar saídas e soluções para o impasse. Ontem, tomados de ira, tomados de raiva, procuraram, com manifestações que não condizem com pessoas que exercem certas funções, agredir física e moralmente este deputado, infelizmente. Não foi assim que sempre procedemos na nossa vida parlamentar.

No entanto, esse episódio não soma para o Parlamento e não soma para ninguém. Pelo contrário, reduz e retira a credibilidade quando assim se age, principalmente, srs. deputados Manoel Mota e Elizeu Mattos, quando todas as bancadas estão imbuídas em buscar uma solução que contemple também os nossos servidores da Educação que estão agora aposentados, os nossos inativos. E vamos desenvolver, srs. deputados, vamos continuar com o nosso trabalho, procurando sempre fazer o melhor por Santa Catarina.

Mas não poderia, de forma alguma, deixar de assomar à tribuna para registrar o lamentável equívoco. Quando se fala muito das pessoas, fala-se menos das idéias e isso, com certeza, não soma para o Parlamento. Somos todos colegas, todos nós merecemos respeito. Mas precisamos nos dar ao respeito para, em contrapartida, receber as manifestações de apreço e de cortesia que são uma praxe da convivência dos srs. parlamentares.

O Sr. Deputado Manoel Mota - V.Exa. me permite um aparte?

O Sr. Deputado Elizeu Mattos - Permite-me um aparte, deputado?

O SR. DEPUTADO HERNEUS DE NADAL - Eu tenho 1m46seg para ouvir v.exa., deputado Manoel Mota, e em seguida o deputado Elizeu Mattos, uma vez que o tempo seguinte é do deputado Edison Andrino.

O Sr. Deputado Manoel Mota - Deputado Herneus de Nadal, eu só quero cumprimentar v.exa., que sempre teve um equilíbrio muito grande e continua hoje com o mesmo equilíbrio.

Eu fiquei triste, ontem, quando o deputado Joares Ponticelli subiu à tribuna para dizer que eu saí correndo para avançar em professores. Quer dizer, essa é a vontade que ele tem, mas eu tenho equilíbrio suficiente para me manter aqui como parlamentar com tranqüilidade. Eu saí correndo, sim, mas para pedir-lhe para entrar no plenário porque vi o tumulto que estava acontecendo.

Então, foi com tranqüilidade que recebemos todo aquele movimento ontem, aqueles discursos inflamados jogando parlamentares contra as galerias, numa situação difícil.

Vamos pronunciar-nos depois sobre tudo isso, mas quero cumprimentar v.exa. por colocar com clareza que tivemos muita tranqüilidade em todos os momentos do dia de ontem.

O Sr. Deputado Elizeu Mattos - Deputado Herneus de Nadal, nada melhor do que um dia após o outro. Hoje, as galerias estão cheias de alunos que mostram aquele lado da educação que tanto queremos neste Parlamento. Essa mesma educação faltou aos nossos educadores ontem. Eu não tenho medo de falar: faltou educação, ontem, nas suas reivindicações, no momento em que viraram as costas ao Parlamento e aos representantes do povo. Faltou educação! Educação exemplar dada pelos nossos alunos que visitam, hoje, esta Casa.

(Palmas das galerias)

O Sr. Deputado Nilson Gonçalves - V.Exa. nos concede um aparte?

O SR. DEPUTADO HERNEUS DE NADAL - Deputado Edison Andrino, com a sua aquiescência, vou conceder um aparte ao deputado Nilson Gonçalves.

O Sr. Deputado Nilson Gonçalves - Deputado, ainda sobre o episódio de ontem, gostaria de fazer duas colocações, a primeira delas em relação a v.exa.

Foi dito dessa tribuna que foi preciso a polícia segurar v.exa., que queria bater em todo mundo, queria acertar todo mundo ali fora. Que se a segurança da Casa não o segurasse, v.exa. teria cometido um desatino.

Então, queria chamar atenção para isso porque conheço v.exa., que é um homem de paz, sempre foi um homem de muita paz. Além disso, não foi nada disso que aconteceu! Aliás, na verdade eu vi v.exa. atravessando quase que um corredor polonês para chegar dentro do plenário.

Assim, deixo aqui registrada a minha indignação ao que disse o deputado Joares Ponticelli, que se passou, diga-se de passagem. Mas quando há platéia, o deputado fica numa empolgação tão grande que acaba passando-se. E ontem acabou assacando contra a sua pessoa.

A outra questão refere-se ao deputado Professor Grando, que foi execrado aqui no dia de ontem. Inclusive, incitaram as pessoas que aqui estavam contra ele, que passou por uma situação difícil por conta da exposição em que colocaram a sua pessoa. Refiro-me ao deputado Pedro Uczai, que depois se arrependeu. Só que foi ao microfone e pediu desculpas quando a TVAL não estava mais no ar, estava já transmitindo a sessão das Câmaras de Vereadores, e quando já não havia mais viva alma aqui na platéia, não havia ninguém! Aí ele foi ao microfone e humildemente pediu desculpas. Mas ele deveria pedir desculpas agora, quando a TVAL está no ar, por exemplo, momento em que as pessoas podem efetivamente ter conhecimento do seu arrependimento.

Eram essas as duas colocações que eu queria fazer.

Muito obrigado!

O SR. DEPUTADO HERNEUS DE NADAL - Eu agradeço e informo que o tempo seguinte, conforme acordado, pertence ao deputado Edison Andrino.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)