72ª Sessão Ordinária - 03/09/2008
O SR. DEPUTADO PEDRO UCZAI - Sr. presidente, srs. deputados, na direção da deputada Ana Paula Lima, tendo em vista que os nossos colegas do PSDB e do DEM nos criticaram pela inflação, pelo preço dos alimentos, eu não poderia deixar de anunciar que nos últimos dois meses, principalmente neste mês de agosto, tivemos deflação. Então, já diminuiu a possibilidade dessa crítica. Mas não é isso que estamos discutindo aqui. Queremos pensar em coisas boas.
Fui representante desta Casa na Conferência Estadual da Juventude. E as pesquisas feitas aqui dizem o seguinte.
(Passa a ler.)
"Em cinco anos o brasileiro será o povo mais feliz do mundo. Com base em dados coletados pelo Instituto Gallup com mais de 130 mil pessoas, em 132 países, os brasileiros têm o nível mais alto de expectativa de felicidade em relação ao futuro.
Um percentual de 64% dos entrevistados acreditam que terão a felicidade suprema até 2013. E a explicação para tanto otimismo juvenil (15 a 29 anos) é a transformação no cenário econômico brasileiro. Só em 2007, foi criado 1,6 milhão de novos empregos formais (com carteira assinada), e 91% deles ficaram com pessoas de 15 a 29 anos. Nesse período, a renda gerada pelo trabalho aumentou 10,5% ao ano."
Isso é crescimento chinês, ou seja, além de aumentar a expectativa de felicidade, aumentar a renda anual em 10,5% ao ano, também aumentou o nível de escolaridade.
(Continua lendo.)
"Seu nível de escolaridade também aumentou 1,75%. Agora, ele passa 10,4 anos na escola, contra 9,5 anos em 2003.
Temos aqui o depoimento de um jovem, Francisco Gomes de Sá, de 23 anos, que diz:
'A vida só tende a melhorar. No ano passado arrumei um emprego de carteira assinada. No ano que vem termino o ensino médio. Com diploma, terei chances de conseguir salário maior. Tenho uma filha de dois anos e não posso reclamar da vida. Daqui a cinco anos vou estar 100% feliz. Hoje a nota é 9', arrisca."
Por isso que esse otimismo está relacionado à melhoria da renda e à perspectiva de uma vida melhor. Inclusive, gostaria de acrescentar mais um dado na área da educação, na área econômica, na expectativa de felicidade maior com o Brasil campeão do mundo.
Vejam a boa notícia que o presidente Lula anunciou ontem. Foram criadas 41 mil vagas nas universidades federais para o próximo ano. Portanto, teremos agora 227 mil vagas. Vai fazer o quê? Dobrar o número de vagas das universidades federais do Brasil de 2003 a 2009.
Quando o Lula assumiu a Presidência da República eram 113 mil jovens que freqüentavam a universidade pública brasileira, e até 2009 vamos chegar a 227 mil vagas. Ou seja, um operário presidente, sem universidade, vai criar mais vagas em seis anos do que o Brasil criou ao longo da história, desde 1934, quando iniciou a Universidade de São Paulo. Que alegria! Que conquista!
Eu sou professor universitário há 20 anos e agora poderei ver milhares de jovens terem oportunidade de freqüentar a universidade.
O Sr. Deputado Ismael dos Santos - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO PEDRO UCZAI - Pois não!
O Sr. Deputado Ismael dos Santos - Obrigado, deputado Pedro Uczai, apenas para fazer um adendo ao seu discurso gostaria de falar que também monitorei essa pesquisa do Instituto Gallup, da Fundação Getúlio Vargas, no Brasil. Realmente, foram mais de 130 mil pessoas, se não estou equivocado, consultadas, em 130 países, e mais uma vez o Brasil é campeão, pelo menos na esperança. Até quero trazer de Santo Agostinho, para reflexão, o seguinte: "A esperança tem duas filhas que são muito lindas. Uma é a indignação, que nos ensina a não aceitar as coisas como são, e a outra é a coragem para modificar as coisas que precisam ser modificadas."
Quero crer que o Brasil esteja aprendendo a seguir o conselho de Santo Agostinho, indignando-se quando necessário e tendo coragem para fazer um Brasil bem melhor do que o que recebemos.
Muito obrigado!
O SR. DEPUTADO PEDRO UCZAI - Obrigado, deputado Ismael dos Santos. O seu depoimento aqui, esse aparte, que incorporo ao meu pronunciamento, dá a dimensão em dizer quem se indignou. E poderia usar essa expressão de Santo Agostinho, pois meus quatro anos de Teologia reportam-me a esse contexto histórico, para colocar o que fez e o que está fazendo um presidente da República com o perfil de Luiz Inácio Lula da Silva.
Nós nos formamos na graduação e na pós-graduação. Fizemos mestrado e fizemos as disciplinas do doutorado. A classe média no Brasil teve a oportunidade de estudar. Quando o presidente Lula, com essa indignação contra tantas desigualdades sociais, construiu muitos programas sociais neste país, programas não só na política econômica, mas programas sociais de educação, ele manifesta uma indignação contra tanta exclusão histórica do próprio povo, principalmente os mais excluídos social e culturalmente, que são a principal razão de ser da política. Enfim, é muito importante ver essa revolução na educação brasileira, através de atos do presidente Lula.
Existe também a esperança, que está marcada pela coragem de um presidente, porque o Reuni, que é o programa de expansão de vagas, teve muita resistência nas universidades, muita resistência para estruturar, reestruturar e triplicar o número de alunos no ensino noturno das universidades federais, já que quase todas elas estavam fechadas e muitos jovens trabalhavam durante o dia e não tinham a oportunidade de estudar à noite.
O presidente Lula teve a coragem de projetar o Brasil num cenário de crescimento econômico, de geração de emprego. Inclusive, falei aqui que em 2007 foram gerados 1,6 milhão de empregos, mas a melhor notícia é que em 2008, até julho, nos primeiros sete meses, ultrapassamos 1,5 milhão de empregos diretos com carteira assinada. É trabalho formal no país. Portanto, se 2007 produziu essa pesquisa, essa expectativa e essa esperança dos jovens serem mais felizes no Brasil, em 2008 vamos fechar o ano com aproximadamente dois milhões de novos empregos com carteira assinada neste país chamado Brasil.
Por isso, como deputado estadual, como líder da bancada do PT, partido do presidente Lula, nós queremos dizer que esse ambiente econômico, social e cultural projeta um país melhor, com mais soberania, com mais independência, mas muito mais do que isso, com mais dignidade humana, com mais igualdade social e com distribuição de renda.
Depois de muitas décadas os jovens estão tendo a oportunidade de viver melhor no presente e, mais do que isso, estão tendo a oportunidade de projetar para os próximos cinco anos uma felicidade maior e transformar o Brasil no país mais feliz do mundo. Com essa expectativa nós projetamos a nossa luta política, e vale a pena, para fazer o povo mais feliz.
E eu estou partilhando essa felicidade com os deputados, com os telespectadores da TVAL e com os ouvintes da Rádio Alesc Digital. Quero ainda dizer que o presidente Lula, um operário presidente, está produzindo um país mais feliz e por isso nós compartilhamos essa felicidade, neste momento, com todos vocês.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)