59ª Sessão Ordinária - 15/07/2009
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, o Poder Legislativo é o poder sobre o qual todos nós costumamos dizer que é o poder essencialmente democrático de qualquer estado republicano. Mas nós estamos vendo aqui que a democracia tem sido para inglês ver porque as categorias que supostamente estariam sendo beneficiadas no discurso do governo vêm aqui para vaiar os projetos que o governo diz que irá ajudá-las.
Srs. deputados, isso vale com relação ao PLC n. 0027. E todo mundo viu aqui a predisposição dos praças com relação a isso. Eu escutei por aqui que se pretende votar ainda neste semestre, mas havia escutado anteriormente de outro deputado do governo que só ocorreria em agosto. Mas parece que insistem em votar o PLC n.0027. Só os oficiais é que querem a votação do PLC n. 0027, somente eles. São 600 diante da população de Santa Catarina. Nenhum outro setor da sociedade quer que se vote o PLC n. 0027.
Nós estamos aqui para votar o suposto benefício para o Magistério. E os professores que estão aqui dizem para não votarmos porque a democracia inventada no Centro Administrativo, nesse segundo governo, é uma democracia de aparência, uma democracia de videoconferência; uma democracia em que o governador fica dentro do palácio reunido com os seus, faz um discurso para uma câmera e pensa que está agradando a maioria dos trabalhadores; uma democracia em que entidades legítimas e representativas dos trabalhadores não são ouvidas.
Não foi ouvida a maior entidade do serviço público de segurança, que é a Aprasc, para discutir nenhum daqueles projetos; não foi ouvido o Sinte, um sindicato de luta e de história, para elaborar qualquer um dos projetos da educação. Desrespeitaram-se todas as opiniões dos trabalhadores e coloca-se para o Poder Legislativo a incumbência tão-somente de dizer "sim" ou "não", e este Parlamento não pode aceitar isto.
No projeto do salário mínimo regional os trabalhadores estavam com as 40 mil assinaturas prontas, e o governo rapidamente mandou o projeto para cá, que foi lido no expediente de ontem. Ou seja, o governador Luiz Henrique da Silveira tirou das suas costas e colocou nas costas dos deputados da sua base, porque no mês de agosto terão que dizer "sim" para a burguesia ou para os trabalhadores. Luiz Henrique tirou a responsabilidade dele e vai colocar nas costas dos senhores!
Nós vamos votar a favor das emendas para que pelo menos essa mixaria de R$ 100,00 seja incorporada de uma vez só. E aí, dependendo do resultado dessa votação, eu vou fazer aquilo que os trabalhadores aqui presentes acharem melhor.
(Manifestações das galerias)
É não aprovar? Pois não aprovarei! Votarei a favor das emendas e não aprovarei o projeto, se essa é a vontade dos trabalhadores, porque era para estarmos sendo aplaudidos e não vaiados na tarde de hoje.
Muito obrigado!
(Manifestações das galerias)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)