Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Valmir Comin

74ª Sessão Ordinária - 02/09/2009

O SR. DEPUTADO VALMIR COMIN - Sr. presidente, sras. deputadas e srs. deputados.

(Passa a ler.)

"Empregados da Celesc elegem novo diretor Comercial.

Em eleição direta, realizada nos dias 27 e 28 de agosto, envolvendo todos os empregados da empresa, foi escolhido o novo diretor Comercial da Celesc Distribuição. Foram 3.152 empregados votantes, de um total de 3.797 com direito a voto, perfazendo um percentual de 83,01%, com 2.985 votos válidos, dos quais 76 foram em branco e 167 nulos.

A disputa nesta eleição ocorreu entre dois candidatos, o atual diretor Comercial Carlos Alberto Martins e o empregado de carreira Dilson Oliveira Luiz. Com um percentual de 50,05% dos votos, totalizando 1.494 votos contra 47,40%, num total de 1.415, Dilson Luiz foi eleito por vontade dos empregados votantes.

Dilson Oliveira Luiz, 47 anos, casado, é empregado da Celesc Distribuição desde 1984, quando iniciou carreira na função de técnico em manutenção de subestações e usinas, passando pela chefia da Divisão Administrativo-Financeira, chefia e assessoria da Agência Regional de Chapecó, onde atualmente é o presidente da Comissão de Danos Elétricos.

Luiz é formado em Administração de Empresas pela Unoesc, é bacharel em Direito, formado pela UnoChapecó e participou do programa de profissionalização gerencial da UFSC. É delegado para a região oeste do Sindicato dos Administradores de Santa Catarina, delegado do Conselho Regional dos Administradores de Santa Catarina e conselheiro da Fundeste.

Em seu programa de mandato como diretor Comercial da Celesc Distribuição, Dilson Oliveira Luiz vai priorizar a utilização da força funcional, atuando com experiência e determinação, considerando os conceitos da empresa em suas premissas. Luiz projeta uma administração à frente da diretoria Comercial integrada com a diretoria Colegiada, voltada para a manutenção da Celesc como empresa pública.

Para o engenheiro Gilberto dos Passos Aguiar, coordenador da campanha de Luiz, esta eleição caracterizou-se pelo desejo de mudança dos empregados, elegendo um candidato inteirado e identificado com os anseios de todos, ou seja, da manutenção de uma Celesc Distribuição como empresa pública em favor da comunidade catarinense.

Com o slogan 'Tempo de União para Mudança', o liberal venceu o poder."

Sr. presidente, feitas essas considerações, gostaria de comentar aqui sobre outro tema.

Tive a oportunidade, meu caro companheiro de bancada Silvio Dreveck, de participar de um evento na Fiesc, no início deste ano, onde contamos com a presença, além da senadora Ideli Salvatti e do senador Neuto De Conto, da diretora de Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster.

A Petrobras planeja, e já tem como decisão, a implantação em Santa Catarina de um terminal de gás, num custo de, aproximadamente, US$ 2 bilhões. É um investimento que vai contemplar a região norte ou a região sul. O fato é que a decisão está tomada e que Santa Catarina vai ser beneficiada com esse investimento, que contribuirá muito para o fortalecimento da economia catarinense e para a agregação de valor e geração de emprego e renda.

Eu tecia um comentário na seguinte vertente: como é certo que esse investimento virá para Santa Catarina, que seja feito no sul do estado, mais precisamente no município de Imbituba, no porto de Imbituba, que tem um dos melhores calados, profundidade essencial para propiciar o escoamento dos produtos importados e exportados.

Se esse investimento for para o norte do estado, uma região que cresce, deputado Silvio Dreveck, em torno de 10%, 12%, mais do que o crescimento do PIB chinês, enquanto o sul do estado cresce de 2% a 2,7%, talvez 2,8%, estará havendo uma disparidade muito grande entre as duas regiões do ponto de vista da qualidade de vida e da renda per capita da população.

Eu considero que o governo Lula trabalha na vertente da inclusão social, deputado Jailson Lima. E sendo essa a vertente prioritária do seu programa de governo, em relação a esse investimento deveria ser redobrada a atenção das forças políticas, para que ele fosse feito no sul do estado, porque no norte será uma empresa a mais entre tantas outras que já existem. Já no sul, com certeza, isso vai fazer uma grande diferença, pois além de levar a qualidade de vida, fortalecerá a economia, principalmente neste momento em que estamos na execução da duplicação da BR-101.

Na agenda positiva estabelecida pela Mesa Diretora desta Casa, entre os itens contemplados estavam o Código Ambiental, que já é uma realidade e que abre a discussão, em nível nacional, dos parâmetros da legislação e da autonomia dos estados para legislar sobre meio ambiente; a rota do frango, a ferrovia no oeste de Santa Catarina; a BR-280; a translitorânea, que vai integrar os portos de Laguna, Imbituba, Itajaí, Navegantes, São Francisco do Sul e Itapoá; e a BR-101, que já está em fase de execução.

Pois bem, no dia de ontem acrescentamos dois itens que consideramos ser de grande importância, que é a questão que aqui acabei de mencionar, do terminal de gás que é um investimento fantástico para Santa Catarina, e também o chamado pré-sal, porque na ponta dessa reserva está inserida Santa Catarina.

Por isso, nessa discussão em nível nacional com relação à questão dos royalties, eu penso que precisamos estar inseridos no contexto desse debate, porque além da auto-suficiência, isso com certeza vai dar uma condição de excelência não só para Santa Catarina, mas também para todo o Brasil, na questão da produção do gás e do petróleo nacional.

Penso que são bandeiras que precisam ser caracterizadas como prioridades de visão e alcance macro, de alcance social, de grande cunho social, em que a ação suprapartidária deva prevalecer. Por isso, através dessa agenda positiva, encabeçada pela Presidência da Casa e tendo como signatários os membros da Mesa Diretora e todos os srs. deputados, tenho a certeza de que vamos estabelecer, num futuro bem próximo, uma economia estável e muito mais concreta do que a que temos hoje.

Somos um estado eminentemente exportador, apesar de termos somente 1,1% do território nacional. Nossas exportações representam 5,6% das exportações deste país e mais de 4,6% do Produto Interno Bruto brasileiro. Tudo isso requer uma atenção especial e redobrada por parte do governo federal.

Era isso, sr. presidente e srs. deputados.

(SEM REVISÃO DO ORADOR)