Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Jailson Lima da Silva

17ª Sessão Ordinária - 16/03/2010

O SR. DEPUTADO JAILSON LIMA - Quero cumprimentar todos os companheiros do Sinte e dizer que gostaria que vocês tivessem 13 minutos para falar e não somente dez, mas, de acordo com o Regimento Interno, serão apenas dez minutos.

Quero cumprimentar também o presidente do Partido dos Trabalhadores, companheiro José Frisch, que oficialmente assumirá no próximo sábado, mas que já está deliberando em nome do partido.

Na hora em que eu presidia a Mesa solicitei o devido silêncio para que o deputado Rogério Mendonça pudesse fazer uso da tribuna, porque aqui dentro fazemos um debate democrático. Temos as nossas divergências partidárias, as nossas divergências na leitura do momento político, mas cada um tem um lado e não preciso dizer a vocês quais foram as posições do PT até o presente momento. Mas quero resgatar o momento em que o deputado Rogério Mendonça usou a palavra, porque o tenho como um grande representante do povo catarinense.

Mas este ano é um ano de eleições e essa garra que vocês estão demonstrando nas galerias é fundamental também durante o pleito eleitoral. É importante que haja determinação, disciplina e força para mudar, para que não continuemos ouvindo vaias e manifestações desse tipo, para que os próximos governos efetivamente façam as mudanças que devem ser feitas, principalmente na Educação, área na qual acho que há um débito importante, como também na Segurança Pública.

Mas me cabe aqui fazer um pronunciamento em nome do partido, resgatando um pouco a visita que a comissão de parlamentares desta Casa fez em Joinville.

Procurou-nos aqui o diretor do hospital, que é médico - eu sou médico e não pude estar presente -, solicitando um espaço na comissão de Saúde para se pronunciar. Eu disse que é importante que as pessoas se manifestem quando se sentirem injustiçadas, porque às vezes o elevador dá mais notícias do que outra coisa. Realmente andar num elevador representa certo risco e digo isso até porque fiquei preso no elevador da Celesc há 15 dias.

Mas voltando ao hospital, eles querem resgatar um pouco do que está sendo feito nele há 40 anos. Alguns médicos estiveram aqui e eu me senti sensibilizado porque sei como funciona a saúde. Eles disseram que no primeiro ano o governo do município aprovou R$ 18 milhões para um hospital de 40 anos, no qual um dos dois elevadores está fechado há dois anos.

Foi detalhado aqui que o 4° andar, conforme anunciado há pouco pela pastora e deputada Professora Odete de Jesus, que havia sido reformado no governo passado, deputada Ana Paula Lima, até então não havia recebido a aprovação da Vigilância Sanitária para o seu funcionamento. Por isso é que estão reformulando e reformando o 4º andar que está desativado.

Mas se imaginarmos que o Hospital Municipal São José em um ano recebeu R$ 18 milhões para quitar dívidas com fornecedores - e ainda tem R$ 6 milhões -, e que agora comprou, depois de dez anos, a pastilha de cobalto usada em tratamento de radioterapia, em tratamento oncológico... Há dez anos não era trocada e o município bancou essa troca.

Se imaginarmos que... E, pelos dados que nos passaram, de que o Hospital Municipal São José, que tem 196 leitos e 14 leitos de UTIs, fez 1.100 cirurgias, deputado Kennedy Nunes, e de que um hospital do estado, que tem 247 leitos e 20 leitos de UTI, fez apenas 350 cirurgias, vemos que há alguma coisa errada, considerando o montante de leitos do estado disponível e o montante de leitos de UTIs. E informaram-me que no final do ano caiu todo o teto da UTI e que ela teve que ser interditada há 30 dias. E não saiu nada em jornais.

Se imaginarmos que aquele hospital tinha perdido o contrato de transplante de órgão com o governo federal por falta de prestação das suas contas, e que no ano passado o município bancou todo o custeio dos transplantes de órgãos, nós temos que reconhecer que, mesmo havido problema no elevador, que mesmo tendo havido problemas no quarto andar, que está sendo reformado... E ao ler na imprensa deu a impressão de que era o 4º andar que estava cheio de lixo e servindo de depósito.

Esse hospital tem tido uma resolutividade maior do que o hospital do estado.

Eu não quero fazer aqui um mea-culpa de quem está certo ou errado. A Assembleia, através da comissão de Saúde, cumpriu com o seu papel. E acho que devemos abrir aqui esse espaço para que a secretaria de Saúde do município de Joinville, que, queira ou não, tem feito um trabalho exemplar no ponto de vista de avançar, reconhecendo que ainda há muito por se fazer...

Portanto, faço aqui essa defesa pública como profissional de saúde que sou e como deputado do Partido dos Trabalhadores que sou, reconhecendo os avanços que têm acontecido na saúde, uma vez que tenho acompanhado os comparativos do passado com o que está sendo feito nesse presente momento.

O Sr. Deputado Kennedy Nunes - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO JAILSON LIMA - Concedo um aparte ao deputado Kennedy Nunes, que estava acompanhando a comissão de Saúde e segundo a pastora deputada Professora Odete de Jesus, ele foi o salvador da pátria, porque parece que puxou lá do elevador os companheiros presos.

O Sr. Deputado Kennedy Nunes - Sr. deputado, só gostaria de lembrar de uma coisa. Sei que v.exa. já foi prefeito de Rio do Sul e entende muito bem de saúde pública. Mas lá em Joinville nós temos gestão plena, e a gestão plena diz que quem manda é o município. Se está havendo essa questão de desigualdade no número de cirurgias, só temos que lembrar que o Hospital Regional é referência em traumatologia e os hospitais recebem por todas as ações e questões que são feitas lá. Se o Hospital Municipal São José fez mais de mil cirurgias, enquanto o Regional só fez 300, o Hospital Municipal São José faturou mais.

Com relação ao 4º andar, diga-se aqui de passagem que o governo anterior, de Marco Tebaldi, inaugurou e não a colocou para funcionar porque, se o fizesse, a instalação hidráulica iria pingar em cima do centro cirúrgico. Erro dele! Agora, é erro também do governo atual, que ficou 15 meses sem fazer absolutamente nada.

O lixo estava lá, mas ninguém colocou o lixo lá e ninguém quebrou o elevador. E a minha primeira pergunta, como membro da comissão, ao dr. Tomio Tomita, quando entrei lá, foi a seguinte: "Arrumaram o elevador, dr. Tomio?" Porque dias atrás o jornal trouxe uma matéria dizendo que uma mulher estava há 15 dias internada esperando por uma cirurgia ortopédica e que na hora marcada a operação não foi realizada porque o elevador estava quebrado. Então, a minha primeira pergunta foi esta: "O elevador está funcionando, dr. Tomio?" Ele me respondeu que sim, desde a semana passada. E o que aconteceu? Quebrou! E não foi por excesso de peso, porque o limite era de 14 pessoas e nós estávamos em 12 pessoas.

Agora, não dá para aturar o laudo da empresa de manutenção, que diz que o carregamento do elevador foi feito de forma desordenada. Há forma ordenada para carregar um elevador?!

Muito obrigado pelo aparte, deputado!

O SR. DEPUTADO JAILSON LIMA - Muito obrigado, deputado!

De qualquer maneira, cabe à secretaria da Saúde do município vir aqui fazer essas colocações. É um elevador de quase 30 anos, deputado Kennedy Nunes, e é preciso ser feita a adequação da estrutura e da caixa.

O importante é mostrar o quanto tem evoluído a saúde de Joinville, e não poderá ser um elevador que irá simplesmente dilacerar um trabalho que está sendo feito.

Então, faço a defesa com muita tranquilidade. E quanto ao pessoal do Sinte, 13 abraços para vocês!

Muito obrigado!

(Palmas)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)