52ª Sessão Ordinária - 16/06/2010
O SR. DEPUTADO VALMIR COMIN - Sra. presidente e srs. deputados, faço uso da tribuna, na tarde de hoje, depois de dois meses ausentes deste plenário, em função de um compromisso e de um acordo feito dentro do Partido Progressista, sendo o primeiro partido na Oposição a promover um rodízio para que oportunizasse a condição de assumir os três suplentes neste mandato.
Tive o prazer e a satisfação de ceder o espaço ao deputado Dieter Janssen, de Jaraguá do Sul, que muito bem me representou e a sua região durante esses 60 dias em que estive ausente deste plenário.
O Sr. Deputado Décio Góes - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO VALMIR COMIN - Pois não!
O Sr. Deputado Décio Góes - Eu só quero desejar-lhe boas-vindas e parabenizar o PP, que assim como o PT também propiciou esse rodízio valorizando todos os nossos suplentes.
Parabéns a v.exa.
O SR. DEPUTADO VALMIR COMIN - Obrigado, deputado. Entendo ser salutar esse tipo de atitude, mesmo porque, com raras exceções, um vereador, um deputado estadual ou um federal não conseguem legenda sozinhos. E se o suplente foi companheiro num momento difícil, tem que ser prestigiado também no bom momento. Isso caracteriza realmente um espírito de grupo.
Eu, nesses 60 dias, tive a oportunidade de percorrer 86 municípios não somente no sul do estado, mas em grande parte de Santa Catarina, anotando dados, apanhando sugestões, até para contribuir com o plano de governo da nossa candidata. Com certeza a deputada Angela Amin, que se vem destacando em todas as simulações feitas pelos institutos de pesquisa do nosso estado, está liderando o ranking e praticamente cobrindo quase que dois por um no segundo colocado.
Por isso há uma expectativa e uma esperança, mesmo porque haverá uma disputa muito acirrada, em se tratando de um estado que se destaca perante os demais estados da Federação, em que, com 1,1% do território nacional, Santa Catarina tem mais de 5,6% da exportação deste país. Basta dizer que a arrecadação de abril, deputada Ana Paula Lima e deputado Décio Góes, fechou em R$ 1,147 bilhão. E em 2000 a arrecadação foi de R$ 167 milhões para R$ 1,147 bilhão agora, então, realmente, é uma monta significativa, representativa e requer sobretudo uma gestão de eficiência, trazendo resultados positivos à sociedade catarinense.
Mas eu, nessas andanças que fiz por diversas regiões, mais precisamente no sul do estado, pude observar, por exemplo, a situação em que se encontra a rodovia SC-435, que liga Treviso a Lauro Müller, para a qual há mais de quatro anos deixamos consignados R$ 22 milhões no Orçamento, numa junção dos parlamentares do sul. No entanto, depois desse período, sequer 20% da terraplanagem está executada. Realmente é uma calamidade.
Quero aqui dizer que se que formos visitar aquela rodovia de carro preto com placa branca, deputada Ada De Luca, o gado sairá correndo, porque pensará que haverá comemoração e novamente um lançamento de obra, porque isso já foi feito três vezes consecutivas. No entanto, caminha a passos de tartaruga doente. Essa é a grande verdade.
Falo isso com propriedade e muita tranquilidade porque quando a crítica é construtiva ela precisa ser enaltecida e reconhecida.
Agora, vou falar sobre a barragem do rio do Salto, em que pese todo o esforço que está sendo feito. Ora, o recurso federal está garantido. Foram destinados R$ 58 milhões no PAC, do governo federal. Mas é preciso, urgentemente, a participação efetiva do estado, para que de uma vez por todas seja resolvida a situação que os moradores da comunidade de Areia Branca estão passando há alguns anos. É verdade que já foram desapropriadas mais ou menos 33 famílias, mas há o dilema com as que ainda não receberam a posição definitiva por parte do governo.
Espero que esse projeto seja iniciado o mais breve possível, sob pena de aquelas comunidades sofrerem outras inundações devido às enchentes que têm ocorrido no sul e por não terem um sistema regulatório, como é o caso, hoje, da barragem do rio São Bento, na região carbonífera, o que vai trazer inúmeros prejuízos, inclusive com vítimas fatais.
Srs. deputados, eu vejo que o tema que está sendo abordado no momento são as conjecturas e as possíveis composições. Penso que a política é muito dinâmica, por isso prefiro falar um pouco menos e ouvir um pouco mais, porque, depois que se frita o ovo, para "desfritá-lo" é muito difícil.
Realmente fiquei estarrecido e chocado com o episódio ocorrido por consequência do declínio do líder do PMDB Eduardo Pinho Moreira, que reiteradas vezes, em Criciúma, na região e por toda Santa Catarina falava, inclusive taxando de idiotas os tradicionais peemedebistas que tentavam fazer com que ele refluísse da sua candidatura dizendo que não tinha a mínima possibilidade de não ser candidato e que o processo da sua candidatura era irreversível.
E olhem que o PMDB, tradicionalmente, é adversário do PP, mas o respeitamos muito pela sua história, pela sua trajetória, pelas personalidades que sempre estiveram à frente desse glorioso partido que neste momento quebra o encanto desses peemedebistas tradicionais, com pessoas de bem por toda Santa Catarina declinando de uma perspectiva e de uma projeção, jogando os tradicionais à desesperança, que estão desestimulados e cabisbaixos. E eu tenho visto aqui contestações contundentes por parte de alguns companheiros do PMDB, inclusive de v.exa., deputado Edison Andrino. A própria deputada Ada de Luca está demonstrando o seu grau de insatisfação por essa situação. Mas é evidente que esse é um assunto do PMDB que nós respeitamos.
Nós também estamos na luta com a nossa candidata, como disse anteriormente, liderando as pesquisas, e há realmente um afloramento, um sentimento de mudança nas pessoas de bem de Santa Catarina, que tenho certeza vão fazer a diferença nas urnas em 3 de outubro. E que possamos estar, a partir do dia 1º de janeiro, deputado Genésio Goulart, tremulando a bandeira progressista, resgatando a autoestima, a dignidade e o respeito do povo de Santa Catarina.
Era isso, sra. presidente e srs. deputados.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)