91ª Sessão Ordinária - 30/10/2007
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Digital, demais pessoas que nos acompanham nesta sessão, especialmente servidores deste Poder Legislativo, mais uma vez a nossa homenagem a todos os servidores públicos do estado de Santa Catarina.
Em especial também, a homenagem aos nossos praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros pela passagem do Dia do Servidor, apesar da dificuldade em encontrar alguma possibilidade de comemoração diante dos atuais problemas.
Quero, sr. presidente, falar da eleição para o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina que ocorreu nos dias 17 e 18 deste mês.
Nós tivemos apenas uma chapa inscrita em período normal, em tempo hábil, mas tivemos outras quatro pedindo voto, todas de cunho anarquista, com o objetivo, talvez, de desestabilizar, de tirar a legitimidade do processo. Mas a Chapa 1, cujo nome é "Educação Não é Mercadoria", nome bastante sugestivo, ficou com 2.290 votos, num total de 90,2% dos votos.
É a primeira vez, pelo menos em 18 anos - tempo que eu conheço o movimento estudantil da Universidade Federal de Santa Catarina - nunca houve uma eleição de chapa única para o DCE da UFSC. Neste ano houve, e não é chapa única, porque não há diversidade de opinião naquela entidade, pelo contrário, todas as diversidades, as divergências continuam lá.
Foi chapa única pelo processo de aglutinação e hegemonização de estudantes sérios, comprometidos com a universidade que conseguiu fazer a maior chapa para concorrer ao Diretório Central dos Estudantes da UFSC. Foram 117 estudantes inscritos na chapa. Desejamos a esses 117 companheiros e companheiras, jovens estudantes cheios de esperanças de construir uma nação diferente da que temos, todo êxito na luta pela universidade pública, na luta pela educação pública contra toda a forma de precarização e de privatização da educação superior também em nosso país.
Quero retomar o tema da questão salarial da Segurança Pública em Santa Catarina, dizendo, mais uma vez, que já faz mais de um ano que o governador não conversa com o presidente da Aprasc, a entidade mais representativa dos praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, inclusive numericamente. Foi só no ano passado, no segundo turno, que a Aprasc foi ouvida. De lá para cá, não obstante os telefonemas e os ofícios encaminhados ao palácio e aos secretários, o governador não a recebeu.
Então, é preciso superar essa marola, essa chicana de que está havendo negociação e o governo parar de fingir que está havendo negociação, chamando, inclusive, entidades apadrinhadas não de cargos comissionados, mas de função gratificada para ir à reunião com o governador e dizer que ele está negociando.
A última vez que o governo negociou com os praças, efetivamente, srs. deputados, faz mais de dois anos. O nosso colega deputado Marcos Vieira era secretário de Administração. Foi entre os dias 5 e 10 de outubro de 2005 a última vez que o governo negociou a questão salarial com os servidores da Segurança, e isso já faz mais de dois anos! E o compromisso era que no início de 2007 haveria essa negociação.
Os praças não vão se calar! Ainda este ano os clarins da luta vão tocar na caserna catarinense, antes...
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)