105ª Sessão Ordinária - 14/11/2013
O SR. DEPUTADO MAURO DE NADAL - Quero cumprimentá-lo, sr. presidente e, ao mesmo tempo, cumprimentar todos os nobres pares desta Casa e dizer que o tema que irei focar hoje será sobre o esporte de Santa Catarina. Vou deixar para falar semana que vem a respeito da Chapecoense, que basicamente já está consolidada na série A do Brasileiro.
Em primeiro lugar, vou falar um pouquinho das dificuldades que enfrentam os nossos atletas, principalmente dos iniciantes na carreira, e das equipes de base. Percebe-se que a dificuldade é maior no interior do estado de Santa Catarina, onde não há a presença dos grandes clubes, das grandes equipes, que não oferecem uma estrutura e condições para permitir que esses atletas possam aflorar o seu talento e aparecer no cenário de destaque do esporte do estado catarinense e também do país.
Sabemos que para chegar ao estrelato é preciso muita dedicação, muito esforço pessoal desses atletas, porque a grande maioria, digo isso com toda segurança, ou seja, mais de 98% desses atletas conseguiram chegar ao ponto mais alto da sua carreira por sua conta, pagando suas despesas, contando apenas com o apoio familiar. Eles tiveram que enfrentar grandes dificuldades para chegar a esse cenário.
(Passa a ler.)
"Quero, nesta manhã, enaltecer dois atletas da modalidade de Futsal que estão levando para o mundo o nome da cidade de Palmitos e de Santa Catarina, que são os jogadores Dione Alex Veroneze, conhecido internacionalmente como bateria, e Dyego Zuffo, conhecido como Dyego".
Peço à assessoria para passar o vídeo que mostra alguns lances da participação deles nas equipes que estão representando hoje vestindo a nossa camisa verde e amarela, que é um sonho de toda a juventude que pratica esporte, que se dedica, que treina, que tenta colocar a sua habilidade aos aplausos de todos os telespectadores.
(Procede-se à apresentação de vídeo.)
(Continua lendo.)
"Os dois atletas realizaram o sonho de chegar à Seleção Brasileira no seu esporte que é o Futsal. A dupla de amigos de infância, que pela primeira vez chegou à seleção, já ganhou um título na disputa do Grand Prix de Futsal, realizado no final do mês passado em Maringá, no Paraná, com a participação das principais seleções mundiais.
Bateria tem 23 anos e atua como ala. Faz três anos que ele defende o Intermovistar, da Espanha. Dyego está com 24 anos e também joga como ala. É um dos destaques da equipe do Krona, de Joinville. Os dois amigos começaram a jogar juntos em Palmitos. Depois tiveram uma passagem por Chapecó e ganharam mundo na modalidade de futsal.
Entre tantas matérias publicadas na imprensa sobre Bateria e Dyego, reporto a do jornal Expresso D'Oeste, que trouxe em uma das suas edições uma página com destaque para a conquista dos dois jovens palmitenses. Diz o trecho da matéria: 'Os anos se passaram e agora a dupla está entre os principais jogadores do Futsal mundial. Bateria foi eleito um dos craques da última edição do campeonato da Espanha, alcançando a marca de artilheiro da equipe. Já o ala Dyego é um dos destaques do Krona de Joinville e concorre ao melhor jogador da Liga Futsal de 2013.
Quero aqui render as minhas homenagens aos dois jovens que servem de exemplo positivo para as novas gerações e que sejam incentivados à prática esportiva. O esporte traz disciplina, senso de organização e faz bem à saúde.
Nesta semana tivemos outra boa notícia para o futsal de Santa Catarina. O jogador Grillo, que é de Iporã do Oeste e defende o Atlântico de Erechim, no Rio Grande do Sul, também vai fazer parte da nova convocação da seleção brasileira que irá disputar um torneio no Vietnã, em novembro.
Parabéns ao Bateria, ao Dyego e também ao Grillo. Ficamos aqui na torcida por novas conquistas e, acima de tudo, para vermos o talento desses jovens catarinenses brilhando internacionalmente vestindo nossa camisa verde e amarela, mas também representando suas equipes, tanto a de Joinville, quanto a do Rio Grande do Sul e a da Espanha, onde hoje está jogando o atleta Bateria.
Nossa satisfação era poder fazer uma homenagem neste Parlamento com a presença desses atletas, mas neste momento todos estão disputando campeonatos aqui no Brasil ou até mesmo na Espanha. Fato que dificultou o momento de estarem aqui recebendo uma homenagem desta Casa por serem três catarinenses que estão se destacando nesta modalidade por todo país e no exterior.
Outro tema que quero abordar neste espaço, sr. presidente, srs. deputados e sras. deputadas, e já que estamos falando de exemplos é o que vem da área da saúde. Sabemos que é um setor que enfrenta imensas dificuldades para poder atender à população. Mas cabe aqui destacar um programa que vem sendo desenvolvido pelo governo federal, governo do estado, através da secretaria da Saúde, em conjunto com as prefeituras, que é o Programa de Atenção Básica à Saúde e Telessaúde.
A Atenção Básica envolve ações que se relacionam com aspectos coletivos e individuais e visa resolver os problemas de saúde mais frequentes e de maior relevância para a população.
Na semana que passou foi realizado, em Florianópolis, o 6° Encontro Estadual da Saúde da Família, onde municípios receberam premiações em dinheiro para aplicar exclusivamente em saúde e, com isso, atender melhor as comunidades.
Quero parabenizar os prefeitos, secretários, secretárias e servidores da saúde dos municípios da região extremo oeste, oeste e meio-oeste que foram reconhecidos com a distinção da premiação.
Na Telessaúde destacam-se Novo Horizonte; no oeste os municípios de Vargem Bonita, Presidente Castelo Branco e Arvoredo, no meio-oeste.
Na Atenção Básica as premiações variam de R$ 15 mil a R$ 50 mil. Os municípios premiados foram Chapecó, Pinhalzinho, Quilombo, Cunha Porã, Caibi, Santa Terezinha do Progresso, Jupiá, Riqueza, São Miguel da Boa Vista, Nova Itaberaba, Flor do Sertão, Coronel Martins, Salto Veloso, Peritiba, Alto Bela Vista, Palma Sola, Iomerê, Tigrinhos, Belmonte, Ipira e São Domingos. Esse trabalho no dia a dia de cada município melhora, com certeza, as condições e vida das pessoas e previne uma série de doenças mais graves.
Parabéns, mais uma vez, ao trabalho dos servidores da saúde desses municípios!"
Nós, que acompanhamos e vivemos o dia a dia e as dificuldades dos nossos prefeitos municipais, principalmente nesse setor, que é um dos mais difíceis de conduzir a máquina pública, que é a saúde, temos que aplaudir de pé quando os municípios são destaques, porque não é fácil uma saúde de qualidade com pouco recurso.
O deputado José Milton Scheffer tem acompanhado esse trabalho, como também o deputado Neodi Saretta, que foi prefeito, e já vivenciou isso, e nós sabemos que não é fácil atendermos com a qualidade que a população espera sem termos recurso financeiro suficiente para podermos colocar mais remédio no posto de saúde, termos bons profissionais, bons médicos atendendo.
Então, quero louvar a iniciativa da nossa presidente da República, no momento em que dá abertura para virem médicos de outros países atuarem no Brasil, porque é com ações dessa natureza que vamos permitir que o cidadão tenha mais oportunidade para tratar a sua enfermidade.
Os prefeitos, angustiados, acabam muitas vezes tendo que dizer um não no momento em que um paciente enfermo o procura na prefeitura, porque a vida da administração municipal é um pouco diferente da vida que temos em Florianópolis ou em Brasília. Lá nas regiões os municípios lidam diretamente com o povo, diretamente com as pessoas que precisam, as quais estão bem mais distantes da nossa capital e mais distantes ainda do governo federal. E quando eles não encontram o prefeito, o secretário da Saúde, o vereador, os atendentes de saúde na prefeitura, eles procuram na Casa, e não têm dificuldade alguma de chegar até a sua Casa. E aí percebemos a angústia de um prefeito, de um secretário da Saúde em não conseguir atender a demanda de sua população por falta de recurso financeiro.
Temos que destacar também que embora tenhamos todas essas dificuldades, não faltam esforços por parte dos secretários e prefeitos de todos os nossos municípios em melhorar cada vez mais a saúde. Mas hoje há um teto obrigatório para gastos e investimentos em saúde nos municípios, que é de 15%.
Acompanhando a publicação de muitos municípios de suas contas, de seus orçamentos, de suas despesas, tenho percebido que é muito raro encontrarmos um município em Santa Catarina que gaste somente 15% em saúde. O que mais percebemos são municípios gastando acima dos 22% da sua receita em saúde. E aí há tantas outras áreas para atendermos, tantas outras necessidades dos municípios para serem resolvidas e não temos recursos financeiros suficientes.
Nós precisamos, mais do que nunca, despertar Brasília para este momento, despertar Brasília para essas necessidades que o povo clama, que são melhores condições de saúde.
Temos que repassar mais recursos. Brasília não pode ficar somente na casa dos 3,7%, 3,8%, 3,9% da sua receita para investimento em saúde. Temos que chegar a, no mínimo, 10% de investimentos, porque desta forma vamos conceder aquilo que é o mais importante para as pessoas, que é a oportunidade para tratar a sua enfermidade, e de preferência em um município bem próximo da sua família, porque é ali a recuperação estatisticamente se apresenta como mais rápida e mais eficaz. E de que forma vamos fazer isso? Repassando mais recursos, para que os municípios possam cumprir a sua atividade fim. E lá onde frisei que o contato com a população é permanente, isso acontece diariamente.
Então, investindo mais em saúde, repassando esse recurso para quem efetivamente tem a obrigação de executar, vamos conseguir dar dignidade, dar melhores condições de vida a todas as pessoas, principalmente ao trabalhador, que é aquele que pede somente uma coisa do governo: melhores condições de saúde, porque tendo saúde o trabalho, além de dignificar o homem, vai permitir com que ele alcance os seus objetivos e viva melhor. Mas quando não se tem saúde, não se consegue fazer muita coisa.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)