Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputada Ana Paula Lima

96ª Sessão Ordinária - 28/10/2014

A SRA. DEPUTADA ANA PAULA LIMA - Sr. presidente, srs. deputados, telespectadores que nos acompanham através da Rádio Alesc Digital ou da TVAL, queria hoje, dia 28 de outubro, primeiramente, Dia do Servidor Público, dar parabéns a esses servidores que exercem uma função fundamental em todas as áreas, seja federal, estadual ou municipal, atendendo a nossa população. Então, parabéns a todos os servidores públicos.

Também, srs. deputados, seria normal e de praxe fazer um discurso de agradecimento pelos votos recebidos dos catarinenses a nossa presidenta reeleita, Dilma Rousseff. Seria também necessário agradecer a militância do Partido dos Trabalhadores, os militantes dos partidos aliados e a participação do governador Raimundo Colombo. Sim, é preciso agradecer e eu faço em nome do meu partido, deputado Dirceu Dresch e deputados Neodi Saretta, nosso líder. Seria normal e também de praxe enaltecer a nossa jovem democracia e as liberdades por ela permitidas, que são a liberdade de escolha e de expressão, seja nos meios de comunicação, nas redes sociais, nas rodas de amigos, nas reuniões familiares.

Contudo, quero convidar cada um e cada uma a fazer uma reflexão comigo. Uma reflexão a partir da realidade humana que envolve o exercício do mandato da Presidência da República deste país.

Que sentimentos pautam a vida de uma mãe? Qual a ética que orienta a vida de uma avó? Além de ser mulher, ela é duas vezes mãe por ser avó. Venho fazer um grande elogio a essa grande mulher, que, além disso, é a presidenta de um dos países mais importantes deste planeta que caminha para ser a sexta economia do mundo, sem o disparo de nenhum tiro. A revolução que foi feita no país não precisou de guerra, de discórdia, foi grandiosa nos últimos anos, sem ter subjulgado nenhum país vizinho e sem ter explorado nenhuma nação. Tivemos a honra e o privilégio de sermos um dos primeiros países do mundo a eleger uma matriarca como presidenta, e isso faz toda diferença para a minha vida e para a de todos.

Carinhosa com os mais pobres e mais humildes, é uma mulher muito severa com o mau feito, como uma boa mãe deve ser. Tenho certeza de que a presidenta Dilma dará as respostas aos questionamentos sobre os casos que estão sob investigação. Não pensem que ela vai ficar inerte às acusações que aconteceram durante a campanha eleitoral. Aliás, essa foi umas das piores campanhas das quais participei, que parece continuar como se ainda houvesse um terceiro turno. As pessoas não entenderam que acabaram as eleições.

Essa mulher quando jovem ficou presa por três anos, porque ousou enfrentar a ditadura militar. Foi uma jovem corajosa. Lutou para que hoje nós pudéssemos viver uma democracia e escolher livremente os destinos do país, dos estados e dos municípios.

Por três longos anos esta mulher recebeu a visita de homens que a torturavam para que entregasse seus colegas e se rendesse à ditadura. Batiam, humilhavam, ameaçava a sua vida e ela, a nossa presidenta, não entregou um amigo, um endereço sequer, aguentou a tortura de uma forma que poucos homens aguentariam.

O que move a presidenta Dilma Rousseff é um sentimento superior que está aquém de muita coisa e de muita gente, um sentimento superior, senhoras e senhores. Dilma Rousseff só tem uma obsessão: fazer este país crescer com justiça social para todos, não apenas para uma parte da população, todo mundo precisa crescer. É preciso perceber nesta mulher, nesta mãe, nesta avó, uma grande determinação em enfrentar a maior crise econômica de todos os tempos sem desempregar uma só pessoa, sem desempregar um só brasileiro. Pelo contrário, neste período de crise através de políticas de incentivo ao consumo, a desoneração fiscal, o microcrédito, conseguiu gerar mais de 5 milhões e 700 mil postos de trabalho.

Somente para ilustrar, no mês de setembro atingimos 4,9% de taxa de desemprego, a menor da história. É o pleno emprego. Em nossa Santa Catarina a taxa de desemprego é de apenas 2,7%.

A sensibilidade da mulher, mãe, avó e presidenta tornou possível sairmos do mapa da fome, segundo a Organização das Nações Unidas. Não podemos ignorar isso, muito menos torcer contra a justiça social que se está fazendo neste país. Ou somos contra que nossos irmãos brasileiros mais sofridos se alimentem três vezes ao dia?

Podemos ignorar que 36 milhões de pessoas deixaram a linha da miséria?

Sim, hoje é dia de agradecer, mas também de reafirmar que quem reelegemos é uma mulher, mãe, avó com a sensibilidade aguçada, com a experiência de um primeiro mandato realizado e pronta para enfrentar as mudanças que ainda precisam ser feitas. Nós somos privilegiados por termos uma mulher tão guerreira comandando este país. Quero destacar uma importante frase da presidenta, proferida durante seu discurso na noite do último domingo: "Conclamo, sem exceção, todas as brasileiras e todos os brasileiros para nos unirmos em favor da nossa pátria, do nosso país e do nosso povo".

Somente uma presidenta, uma mulher sensível aos acontecimentos, uma mãe que somente quer o bem dos seus filhos, teria a condição de buscar no diálogo todas as soluções necessárias para os problemas que o país ainda precisa enfrentar. E numa atitude de humildade prometeu: "quero ser uma presidenta muito melhor do que fui até agora".

Talvez essas palavras não tenham conseguido traduzir o sentimento de uma mulher que tem responsabilidades na vida pública. Nós, mulheres, precisamos provar todos os dias do que somos capazes de fazer na política.

A presidenta Dilma Rousseff é hoje a mulher de quem todos cobramos.

Mas posso afirmar, senhores, que ela cumpre a sua missão com honradez, coerência e competência. Quando assumiu a Presidência pela primeira vez, em 2010, disse: "Meu compromisso é honrar as mulheres, proteger os mais frágeis e governar para todos". E foi isso que ela fez durante seu mandato.

Eu tenho certeza de que a sociedade brasileira reconheceu em Dilma Rousseff a presidenta do Brasil que honrou esse compromisso e, só por isso, reelegeu-a.

Para finalizar, sr. presidente, também não posso deixar de traduzir a nota do jornalista, Carlos Damião, na sua coluna do jornal Notícias do Dia: "Porque Dilma Rousseff venceu? Há inúmeras explicações, senhores, cada um deve ter a sua. Trago um testemunho isolado. Em dezembro de 2012 participei da banca de um TCC - Trabalho de Conclusão de Curso - na Estácio de Sá, de São José e, ao final, a aluna emocionada relatou sua vida: filha de uma empregada doméstica, a jornalista formada deu graças a Deus a conclusão de seu curso pelo programa do governo federal, o ProUni.

Foi isso que fez Lula, foi isso que fez Dilma Rousseff em oportunizar não apenas a uma parcela da nossa sociedade, não apenas a uma parcela do país, mas governou para todos.

Sr. presidente, muito obrigada pela atenção.

(SEM REVISÃO DA ORADORA)