53ª Sessão Ordinária - 08/07/2008
O SR. DEPUTADO CARLOS HOEGEN - Sr. presidente e srs. deputados, vou fazer uma rápida passagem por esta tribuna, apenas para que mais uma vez, deputado Ivan Naatz, não sejam levantadas suspeitas desta tribuna sobre a nossa passagem na Assembléia. Não é a primeira vez que v.exa. vem aqui chamar a atenção dos suplentes, como se nós estivéssemos aqui com cabresto ou estivéssemos aqui por uma outra razão que não fosse a oportunidade dada pelos nossos partidos depois de ter passado pelo crivo do voto, como v.exa. também passou.
Eu acho que é uma grande falta de respeito. Nós talvez não tenhamos conseguido chegar aqui através de um primeiro momento, mas estamos deputados e, portanto, estamos cumprindo, como v.exa. e os demais deputados, o mandato com todo o respeito à Constituinte, àquilo que juramos e àquilo que falamos.
Assim sendo, eu não admito que mais uma vez venham levantar suspeitas aqui sobre a passagem dos suplentes chamando a atenção pelo nome de cada um deles nesta Casa, pois estamos aqui cumprindo o papel de deputado como todos os demais.
De mais a mais, é aquela velha lengalenga, é aquela velha conversa da Oposição, que agora começa a ir às bases, depois de estar na capital, depois de estar aqui enclausurada pelas belas salas da capital, como sempre fez quando foi governo, e agora começa a ir ao interior, começa a ir às cidades, começa a sentir a força da descentralização e de um governo que transformou Santa Catarina. Ela sabe que vai obter mais um sonoro e retumbante não, como ocorreu na eleição para o governo do estado, e começam a armar histórias, buscando convocação desse ou daquele para macular a imagem das pessoas que estão construindo este governo de transformação em nosso estado.
Portanto, não me surpreende isso, deputado Herneus de Nadal. Aliás, eu já sei muito bem, até por estar, por ter passado por outros caminhos da política, como eles fazem política. Fazem a política aqui da capital, de meia dúzia, e nós, lá no interior, sempre a pão e água. Agora começam a ir para o interior os deputados, os líderes partidários da Oposição e a sentir a efetiva transformação desse projeto de governo, sendo assim obrigados a macular a imagem de um governador transformador, de um projeto que muda a história de Santa Catarina, porque são acuados por obras, por transformações sociais e, a exemplo daquilo que é administrar um estado, se vêem nessa obrigação, deputado Manoel Mota.
Eu queria repetir aqui o que tenho insistentemente falado desta tribuna. Como faço parte da categoria, como um homem que trabalhou na comunicação por 15 anos, mais uma vez eu queria repetir o que fiz aqui no meu primeiro pronunciamento em defesa de uma categoria respeitada, que são os jornalistas, que são aqueles que têm a missão, deputado Carlos Chiodini, de informar com lealdade, com ética, com respeito aquilo que escrevem e de entregar ao cidadão a grande ferramenta de transformação. E se isto tudo lá no final fosse, suponhamos, verdade, mesmo assim não poderíamos chamar isso de livro, de revista, de jornalismo. Isto é coisa de picaretagem, de falta de ética.
É aquela velha história que nós conhecemos, é transformar um caso de polícia num caso de política. É um caso que está lá muito bem capitaneado pela Polícia Civil, que fez a investigação, a prisão. Há agora a denúncia feita pelo Ministério Público, está lá no lugar onde deve estar, para que efetivamente ao final isso seja apurado. E se houver necessidade lá na frente de o secretário Ivo Carminati prestar esclarecimentos a este caso lá no Tribunal, que é o lugar correto, que é a Justiça, por certo lá estará, deputado, em função dessas ou daquelas informações. Até porque vai colaborar com o processo. Por certo todos aqueles que forem citados vão colaborar com o processo lá onde ele deve colaborar, que é obviamente na delegacia de polícia, onde deve estar um caso como este, de extorsão.
O senhor, como advogado sabe, crime tipificado no Código Penal, e que por certo lá na frente ficará comprovado e a Justiça vai dar aquilo que efetivamente tem que dar, prestar a jurisdição, prestar o seu trabalho.
Repito, por favor srs. deputados, v.exas. que também estão aqui, alguns com a possibilidade de chegar a esta Casa para representar uma região, um povo. Chegamos nós, todos suplentes, com muito orgulho, deputado Carlos Chiodini, fizemos um grande esforço e contribuímos para as nossas coligações.
Agora, em cada assunto que vai aqui alguma pressão na votação, começam a levantar dúvidas, suscitar escárnio com relação a nossa passagem, imaginando que estejamos aqui apenas para cumprir aquilo que os nossos titulares determinaram. Nós estamos aqui como gente de bem, como cidadão que quer ajudar a construir o estado. Fazemos política com seriedade, não podemos, desta forma, ser instigados; não podemos, desta forma, ser ignorados; não podemos, desta forma, ser maculados, como se os suplentes estivessem aqui, deputado Ismael dos Santos, apenas para dizer amém. Nós estamos aqui para cumprir a missão. Estamos deputado e vamos continuar sendo, cumprindo a nossa missão como temos feito na nossa vida pessoal e particular.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)