16ª Sessão Ordinária - 13/03/2008
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, visitantes que prestigiam na manhã de hoje o Parlamento catarinense, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, como é bom vir aqui jogar pedra sem olhar qual é a vidraça que está na frente. Como é bom! Como é fácil fazer isso!
Agora, o importante é que quando chegam ao governo, quando chegam ao poder, não têm resposta para nada. Ou alguém pensa que quem tem alguns mandatos nesta Casa tem a memória curta para não se lembrar de nada?
Eu gostaria aqui de lembrar, se o povo catarinense já esqueceu, quem foi que jogou um dos maiores patrimônios da história de Santa Catarina, que é o nosso querido Besc, no lixo. Quem foi que o jogou no lixo? Quem foi que quebrou o banco sob intervenção, no governo Pedro Ivo? E quem foi que federalizou, botando a mão em R$ 2,1 bilhões? Até hoje não há resposta, só a dívida. Foi o governo do eminente deputado Joares Ponticelli que quebrou o Besc na primeira vez, e na segunda botou a mão em R$ 2,1 bilhões da federalização, que até hoje não se sabe a quem foi pago e que fim teve. Ou quem sabe pensam que alguém tem a memória curta?
Fala-se muito na Celesc, a qual foi federalizada com aproximadamente R$ 1 milhão. Hoje a Celesc dá lucro, muito lucro, dividendos, para seus sócios. Em outra época, na do governo de v.exas., Joares Ponticelli, a Celesc teve que federalizar R$ 1 milhão de dívidas, e o dinheiro para onde foi? Ele pensa que a população tem memória curta! A população não tem memória curta!
Hoje estamos com dificuldade em relação ao plano de previdência do servidor público. Tiveram que federalizar aproximadamente R$ 1 milhão para o Ipesc, buscando dinheiro do governo federal, para cobrir o rombo e a dívida no seu governo, Joares Ponticelli! Ninguém tem memória curta! Ninguém tem!
E mais: sem recursos, sem autorização do conselho do Badesc e sem autorização do Banco Central, botaram a mão em 12 milhões e cacetadas da conta única, para ser feito o quê, ninguém sabe! O que foi feito ninguém sabe! Desmintam-me! Desmintam-me, porque vou trazer a documentação do Badesc para provar a realidade.
Então, é muito fácil! Quem foi governo... No seu governo, em todo o período, seu governador deu apenas 28% de reajuste para o servidor público. Se alguém esqueceu, eu não esqueci, porque tenho cinco mandatos, tenho responsabilidade, sei ser oposição e sei ser governo.
É muito fácil vir aqui jogar pedra como se o governo fosse um governinho. Não! O governo é aquele que derrotou o sr. Esperidião Amin, com a caneta na mão. Ele renunciou à prefeitura de Joinville, candidatou-se e derrotou. Por quê? Porque mentiram, porque enganaram o povo e Santa Catarina! E aí as urnas falaram a verdade, o povo falou a verdade nas urnas.
Depois, quando terminou a eleição, o deputado Joares Ponticelli sempre vinha com os seus deboches aqui, na Assembléia, quando eu dizia que o Luiz Henrique ia ganhar no primeiro momento, deputado Romildo Titon. Ele sempre vinha com aqueles deboches aqui, na Assembléia, fazendo pouco caso. E aí, quem brinca com o povo... Porque o povo é soberano, sabe o que quer e o que faz e não perde tempo quando faz. Foram para a segunda eleição, e o que aconteceu? Perderam de novo, porque enganaram o povo. E quem engana o povo não tem mais o seu aval.
Eles prometiam as obras, na época de eleição fincavam as estacas, mas quando as eleições terminavam as obras não aconteciam. O povo foi cansando disso e deu a resposta nas urnas. Ou seja, eles Perderam o apoio do povo por quê? Porque perderam no primeiro turno e no segundo turno. Aí foram buscar no tapetão. Perderam aqui e saíram correndo para buscar. Enganaram a população. E quem a engana paga caro.
O Sr. Deputado Romildo Titon - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Ouço v.exa., um homem experiente, que já tem também os seus mandatos e sabe perfeitamente que o povo não tolera falsos discursos ou promessas enganosas.
O Sr. Deputado Romildo Titon - Deputado Manoel Mota, quero me congratular com v.exa. pelo seu pronunciamento e pela defesa que faz do nosso governo. E gostaria de dizer que no mandato passado do Luiz Henrique as críticas eram as mesmas, só que quando veio o resultado eleitoral o povo falou mais alto. E acredito que não vai ser diferente em outras oportunidades.
Agradecendo a oportunidade do aparte, gostaria de dizer algumas palavras ao deputado Reno Caramori: deputado, eu não estava aqui quando v.exa. falou - estava numa audiência em uma secretaria -, mas já requeri uma cópia do pronunciamento à taquigrafia, para que eu possa me situar a respeito do seu pronunciamento e assim me referir na próxima terça-feira com relação a esses assuntos. Mas só quero dar um enfoque, primeiro, na questão da secretaria Regional. No primeiro momento em que o assunto saiu na Internet, o ato do secretário foi a demissão do funcionário. E v.exa. sabe que numa máquina tão grande dessas não há como controlar até as palavras dos funcionários. Mas o mais importante disso foi que o nosso secretário, competente, Alcides Mantovani, agiu rapidamente e exonerou o funcionário que colocou alguma coisa na Internet - e não é necessário aqui dizer o que foi. Mesmo assim, acho que esse é um assunto muito pequeno diante de tudo aquilo que foi realizado na secretaria Regional de Campos Novos. E falarei nisso na próxima terça-feira.
Com relação ao que v.exa. levantou da Fundação Hospitalar de Campos Novos, ou v.exa. foi mal-informado ou faltou com a verdade, porque o nosso prefeito municipal nomeou uma auditoria e afastou os elementos até que a auditoria acabasse. Diga-se de passagem que ele é um dos prefeitos que estão fazendo história em Campos Novos, no estado de Santa Catarina e por este Brasil afora, em seriedade, em obras e em administração inovadora. E quando foi concluída a auditoria, a primeira coisa que ele fez foi exonerar os dois funcionários e entregar a auditoria ao promotor público. Não precisou o PP nem ninguém entregá-la. O próprio prefeito entregou a auditoria ao promotor público, para que fizesse todas as averiguações. Portanto, a auditoria não tinha nada a esconder, porque se tivesse ele não a teria entregado ao promotor. E está sendo feito um trabalho pela Promotoria Pública.
Lá em Campos Novos, nesta administração, não se rouba. Agora, se for preciso lembrar o passado, houve gente que foi muito prática nessas questões. Inclusive, estavam na cadeia até há poucos dias. E agora foram condenados a prestar trabalhos comunitários perante a sociedade. Isso foi em outras administrações, e não quero aqui falar nisso, porque esse foi um momento negro da história de Campos Novos e não é bom lembrar. Nós gostamos de falar naquilo que é bom e naquilo que se faz pela nossa sociedade.
Muito obrigado pelo aparte.
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Cumprimento v.exa., deputado Romildo Titon.
É pena que o meu tempo seja pequeno. Eu não esqueço - e já tenho cinco mandatos - que as moedas foram jogadas lá de cima, quando era para se votar pelo servidor público. Invadiram aqui, e as moedas batiam na bancada do deputado Joares Ponticelli. Ele pensa que esquecemos isso.
Depois voltarei à tribuna para falar no escândalo da Festa da Tainha aqui em Florianópolis. Existem pessoas que foram condenadas a 20 anos de prisão pelo dinheiro da festa. Foram R$ 90 mil em bambus para assar as tainhas.
Então, aquelas pessoas que vêm aqui enganar a população pensam que enganam, mas não enganam...
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)