Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Sargento Amauri Soares

48ª Sessão Ordinária - 26/06/2007

O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Digital, servidores e servidoras deste Poder Legislativo, servidores públicos municipais de Florianópolis que nos acompanham nesta sessão, demais pessoas que nos acompanham.

Gostaria, em primeiro lugar, de registrar nossa solidariedade aos dirigentes do Sintrasem, que têm sido criminalizados...

(Manifestações das galerias.)

... por dirigir o movimento reivindicativo da categoria nas últimas semanas aqui nesta capital, assim como registrar o meu irrestrito apoio a todas as demandas das categorias aqui presentes, como de resto a todas as categorias em luta...

(Manifestações das galerias.)

... por ampliação do direito.

Estive, também, acompanhando o deputado Jorginho Mello nas oito audiências públicas regionalizadas do Orçamento nas duas últimas semanas, como vários outros deputados aqui presentes, assim como estaremos, depois de amanhã, na última audiência na cidade de Rio do Sul. Embora um trabalho muito produtivo, gostaria de falar mais aqui, mas premido pelo tempo terei que deixar para outra hora e registrar que estávamos também com saudades deste plenário e da importante e necessária atividade neste Poder Legislativo.

Gostaria também de poder falar apenas de assuntos interessantes, bonitos, de coisas boas e produtivas, mas infelizmente não é essa a realidade, não há como não falar das questões que afetam os serviços públicos e os servidores do nosso estado.

Quero registrar que estão sendo demitidos, neste momento, mais 421 servidores da área da saúde, somando 661, com os 240 que foram demitidos no mês de janeiro. Servidores públicos estaduais da secretária de estado da Saúde.

Sabemos das dificuldades e inclusive do papel que o sindicato da Saúde teve nos anos anteriores, muita discordância do que desejava a secretaria, e que a decisão do Ministério Público e do Poder Judiciário também veio contra os interesses dos trabalhadores, inclusive do serviço público.

Mas quero registrar que até agora, final de junho de 2007, seis meses depois de iniciado esse governo e depois de 661 servidores serem demitidos na secretaria da Saúde, nenhum ainda foi contratado. Foi feito o concurso público em fevereiro, mas até este momento nenhum foi contratado.

Então nós temos um desfalque na secretaria da Saúde, que já tinha dificuldades de servidores, de mais 661, com alas inteiras, com setores inteiros sendo fechados na Saúde em nosso estado. É preciso que se discuta isso aqui.

Ainda teria muito a falar sobre esse assunto, como uma servidora que está sendo demitida com oito meses de gravidez, na cidade de Joinville. É uma situação com certeza vexatória para um estado democrático de direito, que se diz um estado democrático.

Não há como não falar também da questão salarial da nossa categoria. Os praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, a base da Polícia Civil, os Agentes Prisionais e os Monitores do Sistema do Menor Infrator. Faz 41 dias hoje que o comitê gestor ficou de nos dar uma resposta em dez dias. O que ouvimos de alguns secretários de estado são notícias, inclusive inverídicas, sobre a lei de responsabilidade fiscal, que não correspondem à verdade. O gasto de R$ 30 milhões para pagar, não corresponde à verdade, porque com R$ 12 milhões paga-se tudo; sobre o soldado que está ganhando de R$ 2 mil a R$ 9 mil, foi essa a notícia há uma semana no site da secretaria de Segurança, também não é verdade. E sobre a carta que o governador nos mandou no último contracheque, que precisa e vai ser contestada e melhor explicada à população catarinense.

É o tempo que tinha muito obrigado, senhoras e senhores.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)