70ª Sessão Ordinária - 25/08/2009
O SR. DEPUTADO VALMIR COMIN - Sr. presidente, srs. deputados, faço uso da tribuna na tarde de hoje para aqui homenagear, e o meu companheiro Décio Góes já o fez anteriormente, o nosso Jornal da Manhã que completa, nesta terça-feira, 25 de agosto, 26 anos de atividades.
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"É cedo. Você acaba de preparar o café e, junto com o pão e o leite, também coloca na mesa o Jornal da Manhã. Esse é o ingrediente a mais que está na casa dos sulcatarinenses há 26 anos. E essa data especial precisa ser partilhada com todos os nossos leitores, porque não é uma conquista apenas da direção ou do grupo de funcionários. Pelas salas e corredores do JM já passaram, em todos esses anos, centenas de profissionais competentes que ajudaram a construir esse veículo de comunicação que é referência na região sul e em Santa Catarina. Além disso, a data precisa ser comemorada também por você, nosso leitor, nosso consultor, nosso maior crítico, porque sem sua análise apurada e sugestão precisa não poderíamos melhorar.
Comemorar 26 anos é uma maneira de agradecer também a todos que participaram dessa jornada que foi traduzida em notícias diárias. Pelas milhares de páginas do Jornal da Manhã circularam os principais personagens e fatos que marcaram o cotidiano das 26 cidades da região sul. Alguns trágicos, como a explosão da mina em Urussanga, que provocou a morte de 31 mineiros em setembro de 1984, outros tensos, como a greve dos mineiros no início da década de 90, ou o furacão Catarina, que castigou a região Sul do estado em março de 2004, e ainda outros memoráveis, como a conquista do Criciúma, campeão da Copa do Brasil em 1991. Fatos marcantes, inesquecíveis e que ajudaram a construir características próprias na população sulcatarinense, um povo batalhador, corajoso, que não se deixa abater diante dos problemas, mas que sempre procura alternativas e que, principalmente, nunca deixa de acreditar em seus sonhos. Pois este é o nosso desejo, continuar sempre estando presente na vida de todos, seja em momentos difíceis, mas, principalmente, em horas de alegria.
Foram tempos difíceis no começo. Não foi nada fácil montar um jornal em 1983. Que o diga o casal Zuleide e João Pedro Hermann. Antigos proprietários do Correio do Sudeste, o casal percebeu que Criciúma precisava ter um jornal e foi desse desejo que surgiu o Jornal da Manhã. A edição experimental circulou no dia 23 de agosto de 1983, com um editorial que reflete bem tudo que pensa o JM: 'ser um dos primeiros a adentrar no seu lar e no aconchego do seu ambiente de trabalho'. Dois dias depois, no dia 25, circulava então a primeira edição, a de n. 01.
As notícias do cotidiano da cidade, como a cobertura do carnaval em março de 1984, e também informações nacionais, como a não aprovação das eleições diretas, em abril daquele ano, foram destaque nas capas do JM. Em setembro de 1986, já sob o comando de novos sócios, o jornal passou a ser diário, e para isso foi adquirida uma impressora própria.
O tempo passa e obriga as empresas que desejam se estabelecer a investir em maquinários. Assim é o parque gráfico, incrementado em novembro de 1997, com a compra de uma impressora rotativa, que reduziu o tempo de impressão do jornal de 14 para duas horas. Em 2005, novos investimentos no parque gráfico melhoraram ainda mais a qualidade do produto final, acelerando o processo de entrega. Da máquina de telex e telefoto, para computadores de última geração e equipamentos fotográficos de qualidade, itens indispensáveis para se fazer um bom trabalho redacional.
Atualmente, o proprietário do JM é o empresário Augusto Cancelier."
Deputado Décio Góes, o Jornal da Manhã é um veículo de comunicação que retrata com muita imparcialidade, mas, acima de tudo, com muito respeito e veracidade, os fatos e as informações que muito contribuem, inclusive, para a prevenção de muitos incidentes que poderiam vir a ocorrer não só no sul, mas também no estado, no Brasil e também no exterior.
Por isso, a nossa homenagem a esse jornal que tanto tem contribuído para o desenvolvimento do estado de Santa Catarina.
Gostaria, aqui também, deputado Moacir Sopelsa, que preside a sessão no dia de hoje, de dizer que aqui foi comentada a questão da BR-101.
Tivemos a oportunidade, há algum tempo, de participar de uma audiência pública, em que tivemos a presença do próprio DNIT, do seu superintendente João José, dos técnicos, e também tivemos a apreciação do relatório da Fiesc. É bem verdade que o governo federal vem fazendo grandes investimentos em Santa Catarina, e não nos podemos furtar dessa realidade, mas também é verdade que essa obra estava prevista para ser concluída no final deste ano e agora está sendo postergada para o final de 2010, 2011 e 2012. Mas pelos dados que estamos vendo, até pelas obras de arte e pelos quatro gargalos que ainda faltam ser executados, talvez só em 2013!
Então, acredito que relatórios periódicos estão sendo encaminhados pela própria empresa fiscalizadora e pelo próprio superintendente do DNIT ao ministério dos Transportes, ao ministro e ao próprio presidente Lula. Portanto, o governo federal sabe a real situação e as condições em que se encontra realmente essa rodovia, que vive ainda hoje ceifando dezenas de vidas, centenas de vidas. E a estatística da Polícia Rodoviária Federal demonstra isso com muita clareza. Eu penso que precisamos dar mais agilidade, e esse é o papel do governo.
Eu recebi o convite da senadora para participar, mas não pude, em função até de compromisso assumido com a Associação Comercial e Industrial de Criciúma, que vem fazendo um debate com os parlamentares da nossa região. Até porque foi também uma oportunidade para que este parlamentar lá pudesse expor os seus projetos, os seus anseios e a luta pelo fortalecimento da economia do sul; por isso, lá não me fiz presente.
Precisamos ressaltar que esse é um compromisso do governo federal, ao qual precisamos dar celeridade, para que essa obra o mais rápido possível possa ser concluída, para que possamos dar condições ao sul do estado de competir igualmente com outras regiões de Santa Catarina, como, por exemplo, o norte do estado, que cresce de 10% a 12% por ter as suas condições de infraestrutura adequadas, ao contrário do sul, que cresce 2,5%, 2,7%.
O Sr. Deputado Marcos Vieira - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO VALMIR COMIN - Pois não!
O Sr. Deputado Marcos Vieira - Deputado Valmir Comin, eu gostaria de pegar um gancho na sua fala, fazendo algumas perguntas do microfone de apartes da nossa Casa.
É asneira afirmar, e v.exa. afirmou agora, que a previsão de inauguração da BR-101, trecho sul, é para o ano 2013?
É asneira afirmar nesta Casa que precisamos da duplicação da BR-470?
É asneira afirmar nesta Casa que precisamos da duplicação da BR-280?
É asneira dizermos nesta Casa que precisamos da ampliação do Aeroporto Internacional Hercílio Luz?
É asneira dizermos nesta Casa que precisamos da duplicação da BR-282, nos seus principais trechos?
É asneira dizer que o governo federal prometeu R$ 1,9 bilhão do PAC e só remeteu R$ 600 milhões? É dinheiro, é verdade, mas falta R$ 1,3 bilhão.
Eu acho, deputado Décio Góes, que como v.exa. não transita pela BR-101, não transita pela BR-280, não transita pela BR-282, eis que anda sempre de avião, não vê o que acontece em solo catarinense.
Muito obrigado!
O SR. DEPUTADO VALMIR COMIN - Por isso fiz questão de levantar esse tema, esse assunto, porque essa é uma realidade que estamos constatando. É bem verdade que as obras, no seu trâmite normal, até o final do ano de 2010, acredito, devam estar concluídas faltando apenas os gargalos, que com certeza atravessarão o ano de 2012 chegando ao ano de 2013...
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)