52ª Sessão Ordinária - 30/06/2009
A SRA. DEPUTADA PROFESSORA ODETE DE JESUS - Sr. presidente Jorginho Mello, demais integrantes da mesa, sras. deputadas, srs. deputados, comandos da Polícia Civil e Polícia Militar, funcionários desta Casa, sras. taquígrafas, na semana passada estivemos ausentes deste plenário, mas fomos ao interior do estado acompanhar, juntamente com outros deputados, as audiências do Orçamento Regionalizado nas cidades de Criciúma, Tubarão, Joinville, Blumenau e ontem à tarde aqui em São José.
Sr. presidente, meu grande amigo, quando v.exa. nos acompanhava, ano passado, nas audiências públicas, teve a oportunidade de constatar que o público estava lá brigando, no bom sentido, cobrando, reivindicando, coisa que não aconteceu dessa vez. Talvez fosse porque v.exa. não estivesse conosco na nossa comitiva. Notamos também que a população não esteve lá em massa, pois tivemos um público mínimo participando dessas audiências.
Por isso temos que amanhã, na comissão de Finanças e Tributação, fazer uma ampla análise e mudar as estratégias, porque queremos a população reivindicando, cobrando, ou seja, queremos a população elencando as prioridades para os seus municípios, para as suas regiões.
E existe a sugestão para que as próximas audiências públicas sejam realizadas juntamente com as secretarias regionais, quando teremos um público mais numeroso.
Sabemos que a Assembleia Legislativa investe muito nesse trabalho pelo interior do estado, e temos que ter um retorno, deputado José Natal, que é a participação do público. Se o público não participar, não podemos nos deslocar para poder levar à população e incentivá-la a cobrar.
Então, é essa a minha manifestação quanto às nossas audiências do Orçamento Regionalizado. Inclusive, sou membro da comissão de Finanças e Tributação.
Concedo, agora, um aparte a v.exa., deputado José Natal, que também participou conosco.
O Sr. Deputado José Natal - Muito obrigado, deputada Odete de Jesus, por me conceder esse aparte.
Quero me somar à preocupação de v.exa., eis que praticamente fomos a todas elas e sentimos a ausência da população, que é a parte mais interessada, aquela que deve ser beneficiada. E entendo que o grande erro desse acontecimento está nas secretarias regionais, que ao elaborarem as 12 ações, não convidando a população, formam uma panelinha, um grupo, uma ação entre amigos, no meu entendimento.
Quero ser bem claro aqui que existem secretários regionais que nem nas audiências públicas compareceram, quando estavam sendo discutidas situações pertinentes à sua secretaria e à vida das pessoas.
Deve ser revista a forma, realmente, de sairmos pelo estado afora, com uma estrutura desse tamanho, quando a população teria oportunidade de estar com os srs. deputados, mas não está comparecendo, porque não está sendo convidada para tal.
Somo-me a v.exa. como membro da comissão desta Casa e como quem realmente quer ver o dinheiro público bem empregado.
(Palmas)
A SRA. DEPUTADA ODETE DE JESUS - Muito obrigada, deputado.
A população perdeu a oportunidade de poder estar aqui cobrando. E digo para todos os participantes que saíram das suas casas e estão aqui, Polícia Militar e Polícia Civil, reivindicando os seus direitos, que isso é muito importante para a classe. Só senti falta da classe dos professores, da minha classe, que deveria também estar aqui participando das sessões e reivindicando.
(Palmas)
Parabéns para vocês que estão aqui, hoje, cobrando, porque se a pessoa cruza os braços e não faz nada, a coisa não acontece. Temos que cobrar melhorias.
Mas quero agora abordar um assunto, deputado Moacir Sopelsa, a respeito da vergonha que paira sobre a Grande Florianópolis, quanto a essa greve que não tem fim, essa vergonha, nesta Capital linda, maravilhosa, com um povo trabalhador, que acorda cedo e sai para trabalhar, mas que está impedido de chegar ao seu trabalho.
Muitas lojas fecharam as portas porque não têm compradores. Muitos trabalhadores que trabalham por dia nos trabalhos domésticos não podem chegar ao seu trabalho. As mães não têm onde deixar os seus filhos para poder trabalhar, por falta de condução.
Estive lendo os jornais, deputada Ada De Luca, v.exa. que sempre está muito atenta, e quero dizer que o Ministério Público tomou uma atitude brilhante. E aqui quero parabenizar o Ministério Público, que já adiantou que manterá multa de R$ 50 mil por dia caso o sindicato dos trabalhadores não mantiver 50% da frota nos horários de pico, das 5:30h às 8:30h e das 17:30h às 20:30h, e 20% nos demais horários.
O pessoal quer trabalhar, o povo quer trabalhar; portanto, tem que haver um entendimento. Já falei desta tribuna que nós, seres humanos, que pensamos, que raciocinamos, que somos inteligentes, temos que nos entender, deputado Dirceu Dresch e deputado Ismael dos Santos. Temos que nos entender, tem que haver entendimento, tem que haver concordância, até porque às vezes perdemos de um lado, mas ganhamos de outro. Temos que nos entender. A população não pode sofrer mais.
Todos os anos a novela continua, a novela do sofrimento para aqueles que querem trabalhar, que querem chegar aos seus ambientes de trabalho e não podem. Esperamos que haja um entendimento. Temos que nos entender; senão, fica difícil
Sr. presidente, deputado Jorginho Mello, muito obrigada pela oportunidade e um bom trabalho para todos.
Muito obrigada!
(SEM REVISÃO DA ORADORA)