14ª Sessão Ordinária - 11/03/2009
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Muito obrigado, sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, demais pessoas que nos acompanham nesta sessão e telespectadores da TVAL.
Quero informar para quem, eventualmente, não sabe que este símbolo que está nesta bandeira da Associação de Praças, a Aprasc, e está também na camiseta de milhares de praças filiados à nossa entidade no estado inteiro, está proibido nos quartéis de Santa Catarina. Então, peço que todos analisem o que há aqui que possa afetar a segurança pública ou a legislação vigente em nosso país e ver o que está imperando nos quartéis de Santa Catarina.
Justamente por este motivo, porque este símbolo é proibido nos quartéis, o presidente licenciado da Aprasc, nosso companheiro J. Costa, que está presente, há cerca de uma hora foi proibido de entrar no quartel do comando-geral para entregar ao comandante-geral da Polícia Militar, coronel Eliésio Rodrigues, um documento, um CD com áudio, no qual há uma denúncia contra um tenente-coronel da Polícia Militar que está pedindo voto para um determinado candidato, na última eleição municipal, dentro do quartel da Polícia, na sala do comandante do batalhão, conforme vamos poder observar no vídeo que iremos passar. Já que o coronel não deixou que lhe entregassem a denúncia, vamos passar o vídeo e é preciso que prestemos muita atenção porque o homem fala rápido.
(Procede-se à exibição do vídeo.)
Este é um pequeno trecho de um documento de dez minutos que está à disposição no site da Aprasc, www.aprasc.org.br. Talvez por isso o governador tenha pedido para tirar esse site do ar, no mês de dezembro; por essas e por outras. Então, esse documento está lá para quem quiser acompanhar. E há frases do tenente-coronel dizendo: "Olha, eu não chamei ninguém de folga, é quem está entrando e saindo de serviço". Ou seja, uns policiais de serviço reunidos na sala dele para pedir voto para um determinado candidato, como vocês acompanharam, para o qual ele torce muito que seja governador, porque daí poderá ser o comandante-geral. E se o cidadão for o governador e ele, o comandante-geral, vai pedir aumento de salário; se o governador que ele deseja que seja disser que não, ele pára a tropa. "Aí eu paro a tropa". Não sei prestaram atenção, mas foi isso o que o coronel comandante do 4º Batalhão falou no mês de outubro, no segundo turno da eleição municipal aqui em Florianópolis: "Eu paro a tropa se não derem aumento de salário."
Então, somos nós, os praças, que precisamos ser inquiridos, humilhados, massacrados, excluídos como querem excluir o soldado Eliseu, que usa, sim, a camiseta da Aprasc, porque participou do movimento de reivindicação? Aliás, em vários momentos, nos últimos anos, ouvimos isso dos nossos comandantes: "Tem que radicalizar, se for preciso tem que parar a Polícia Militar para resolver essa questão salarial". E quando alguns fazem uma manifestação, aí dizem não, dizem que o que fizeram não poderia ser feito e vem a exclusão, a punição, a cadeia para todo mundo.
Então, é preciso que a Polícia Militar seja observada a partir de fora, porque lá dentro é esse tipo de coisa que é o normal.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)