38ª Sessão Extraordinária - 23/11/2011
A SRA. DEPUTADA PROFESSORA ODETE DE JESUS - Sra. presidenta, deputada Ana Paula Lima, sras. deputadas, srs. deputados, funcionários desta Casa, imprensa falada, escrita e televisada, hoje estivemos atentas participando de todas as atividades parlamentares. E muito nos alegrou ver a participação das crianças, motivadas pelas famílias, tenho certeza, e coordenada pela Escola do Legislativo. Portanto, quero parabenizar o deputado Joares Ponticelli.
Nós sabemos que é preciso haver dentro das crianças um querer, um desejar. E vemos que essas crianças, que estão sendo preparadas através da Câmara Mirim, irão surpreender-nos muito no futuro. São crianças que ocuparão espaços nas Câmaras de Vereadores, nas prefeituras e neste Parlamento.
Mas gostaria de deixar registrada a minha participação, no sábado, dia 19, na Marcha para Jesus, juntamente com integrantes de diversas denominações, coordenada pela Igreja Renascer e outras igrejas que participaram. Foi uma Marcha maravilhosa, que todos os anos é realizada. E quero deixar os meus cumprimentos a todos que lá se fizeram presentes.
Sra. presidente, deputada Ana Paula Lima, ontem iniciei o meu pronunciamento e, como a nossa sessão foi suspensa, volto hoje à tribuna para dar continuidade a ele.
Venho à tribuna para falar sobre o lançamento que ocorreu nesta Casa, no dia 1º de março, da campanha Bullying, isso não é Brincadeira, idealizada pelo Ministério Público de Santa Catarina. E sabemos que teve a digital do deputado Joares Ponticelli e dos demais srs. deputados e das sras. deputadas.
(Passa a ler.)
"A campanha Bullying, isso não é Brincadeira foi lançada oficialmente no dia 1º de março, na Assembleia Legislativa, diante de um plenário lotado de crianças, com o lema Seja amigo, respeite as diferenças. Somos todos diferentes, mas com direitos iguais.
A campanha conta com o apoio da Assembleia Legislativa e do governo do estado, por meio de suas secretarias da Educação e da Segurança Pública.
Para o procurador-geral de Justiça à época, Gercino Gerson Gomes Neto, o lançamento foi um momento muito significativo. 'Essa é uma campanha importante e significativa, que deve servir de exemplo ao Brasil inteiro', afirmou o chefe do MPSC.
Já o presidente da Casa Legislativa, deputado Gelson Merisio, destacou que 'as ações sobre a defesa das minorias devem ser sempre o enfoque do nosso trabalho'.
Também presente, o deputado autor e idealizador Joares Ponticelli, que é o presidente da Escola do Legislativo, salientou o caráter apartidário da campanha contra o bullying. 'É uma campanha que envolve as instituições em torno de um objetivo: identificar, conscientizar e combater este mal que está presente em nossas escolas', falou o deputado.
Para a coordenadora-geral do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude, promotora de Justiça, dra. Priscilla Linhares, o objetivo da campanha é erradicar uma prática que gera tristeza, angústia e sofrimento.
É preciso que a sociedade se envolva e assuma a sua responsabilidade para que tenhamos sucesso nesse objetivo.
Entre as autoridades presentes também estavam a representante da secretaria de estado da Educação, Rosemeri Koch Martins, também da secretaria da Segurança Pública, e ainda a diretora da Escola Municipal Urbana Desdobrada Professora Adotiva Liberato Valentim, que trouxe as crianças para o plenário.
O Ministério Público desenvolveu o material gráfico, impresso, em pareceria com a Assembleia Legislativa e com a secretaria de estado da Comunicação. Desta forma, foram produzidos gibis, folders, cartazes e marcadores de páginas, que já estão sendo distribuídos nas escolas públicas e particulares do estado de Santa Catarina, para serem aplicados de forma multidisciplinar no intuito de esclarecer as crianças, os adolescentes, os pais, os responsáveis, os professores, os diretores e a sociedade em geral, sobre as características e consequências do fenômeno.
No lançamento foi feita a entrega simbólica do material da campanha para os alunos da rede pública municipal de ensino.
A distribuição do material nas escolas públicas e particulares de Santa Catarina será realizada através de convênios com a secretaria de estado da Educação, com a secretaria municipal de Educação e com o Sindicato dos estabelecimentos privados de ensino de Santa Catarina.
Por que existe essa campanha contra o bullying?
O bullying é a perseguição sistemática de uma pessoa por outro indivíduo ou grupo de indivíduos. É aquela vingança, é aquele ódio, é aquela maldade, é aquela coisa diabólica, pelo indivíduo ou grupo de indivíduos, trazendo conhecidas consequências em suas vítimas, como baixa autoestima, baixo rendimento, evasão escolar, estresse, ansiedade e agressividade. A situação pode ainda progredir para transtornos psicopedagógicos graves, como fobias, depressões e idéias suicidas e desejos intensos de vinganças.
A campanha proposta a partir da grande incidência de casos de bullying vivenciados em escolas e que repercute nas Promotorias de Justiça do Estado pretende fomentar no público infanto-juvenil das escolas catarinenses o respeito às diferenças entre as pessoas, seja de pensamento, valores, cultura, cor, raça, etnia, nacionalidade, religião, orientação sexual, etc." E o ódio que às vezes certas pessoas têm de outras, como já salientei.
Sra. presidente, vou dar continuidade a esse assunto em outra oportunidade, pois cerca de 70% das crianças envolvidas com bullying já sofreram dentro de suas casas. Elas foram vítimas dentro de casa, através de seus pais. E o resultado vai gerando uma corrente, ou seja, vai passando de um para outro.
Volto com esse pronunciamento outro dia, mas quero dizer, ainda, que essa maldade continua acontecendo com mulher, negro e pobre.
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DA ORADORA)