Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Jailson Lima da Silva

78ª Sessão Ordinária - 11/09/2013

O SR. DEPUTADO JAILSON LIMA - Sr. presidente e srs. deputados, quero fazer o registro dos dados da pesquisa da CNT em relação à presidenta Dilma Rousseff, que mostra que além de recuperar o índice de aprovação anterior, se a eleição fosse hoje, ela ganharia no primeiro turno. Isso em decorrência da série de políticas públicas o governo federal vem implantando.

Por isso, mesmo que a população esteja questionando o comportamento político das autoridades e a atuação das instituições públicas, como o Tribunal de Justiça, o Tribunal de Contas e o Ministério Público, com o tempo o povo volta a refletir sobre a real conjuntura deste país.

E refiro-me à conjuntura real, porque na semana passada o deputado Dirceu Dresch e eu participamos do seminário da Caixa Econômica, em Chapecó, sobre habitação, onde pudemos verificar o volume de investimentos neste país. Por exemplo, no ano que vem, o Minha Casa, Minha Vida aplicará R$ 170 bilhões! Sendo que o cidadão da faixa de zero a três salários mínimos não pagará mais do que uma parcela mensal de R$ 80,00 pela sua habitação, em dez anos. O resto é subsídio!

No âmbito rural, de um valor de R$ 28.200,00, as famílias pagaram somente R$ 1.200,00 em quatro parcelas. O resto é subsídio!

Não é à toa que o Brasil, nos últimos dez anos, construiu 1,1 milhão de unidades habitacionais por ano, sendo que 80% foram financiadas pela Caixa Econômica Federal. Para 70% das famílias, essa foi a sua primeira casa própria, foi a primeira vez que pararam de pagar aluguel! Isso, com certeza, gera desenvolvimento econômico, emprego e renda neste país.

Sr. presidente, já fiz um pronunciamento sobre a questão do programa Mais Médicos. Mas hoje li nos jornais eu os prefeitos de Florianópolis e de Blumenau, que haviam dito que não aceitariam médicos sem o Revalida, resolveram voltar atrás. Por quê?

Vamos analisar a questão. Sessenta e oito por cento dos cursos de Medicina do país ficam em universidade sediadas na região sudeste. Não chegam a 20% as universidades que têm curso de Medicina fora das regiões sul e sudeste. Além disso, a tendência natural é que os médicos ali formados fiquem no entorno das grandes cidades em que se formaram.

Então, podemos deixar sem atendimento as crianças deste país que vivem em cidades com dez mil habitantes e que não têm médicos, têm apenas um enfermeiro?

Não é justificativa simplesmente questionar a infraestrutura desses municípios. Por menores que sejam as condições de trabalho na área médica, é preferível ter um médico atendendo a uma criança com febre debaixo de uma árvore, podendo fazer realizar um diagnóstico de meningite, por exemplo, do que deixá-la morrer sem atendimento médico!

Então, esses são alguns dos fatores que explicam o crescimento do índice de aprovação da nossa presidenta Dilma Rousseff.

Uma das coisas que me chamaram a atenção, deputados, é que na semana passada, durante o 6º Congresso Nacional da Bolsa de Valores, em Campos de Jordão, fazendo uma análise da economia e do desenvolvimento brasileiros, o economista Jim O'Neil, ex-presidente do Banco Goldman Sachs Asset Management e criador da expressão Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), afirmou que o perfil dos economistas do Brasil é serem pautados pelo pessimismo. Esse economista americano fez também uma análise da abordagem do economista brasileiro Pérsio Arida, sócio do BTG Pactual, que afirmou que para conter a inflação, o Brasil teria que gerar um pouco de desemprego, ao que ele retrucou dizendo que o crescimento brasileiro no segundo trimestre de 2013 foi de 1,5%, percentual que a Europa inteira deseja.

Sr. presidente e srs. parlamentares, jamais imaginei que fosse ouvir um economista defendendo o desemprego para conter a inflação! Ora, num país onde há praticamente pleno emprego, vem um dono de banco argumentar que é preciso gerar desemprego para conter a inflação! Pois essa é a receita de um dos pais do Plano Real durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

O Sr. Deputado Dirceu Dresch - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO JAILSON LIMA - Pois não!

O Sr. Deputado Dirceu Dresch - Deputado Jailson Lima, quero agradecer o aparte e parabenizá-lo pelo tema que traz à Casa. V.Exa. é médico, entende esse lado importante da medicina brasileira e da posição do governo da presidenta Dilma Rousseff, que viaja por este Brasil e sente na pele a importância de termos médicos em todos os municípios brasileiros.

Como v.exa., li hoje que, felizmente, os prefeitos de Florianópolis e de Blumenau estão voltando atrás na sua posição inicial de não aceitar médicos sem o Revalida, porque isso vai propiciar a salvação de muitas vidas, deputado.

O SR. DEPUTADO JAILSON LIMA - É importante ressaltar, deputado Dirceu Dresch, que 76% da população aprovam o programa Mais Médicos e já disseram que devemos importar quantos profissionais forem necessários para suprir as nossas necessidades, enquanto não conseguirmos formá-los em nossas universidades.

Um dado importante para salientar é o seguinte: Cuba tem 41.700 estudantes de Medicina e o Brasil não chega a 17.000. Logicamente que aquele país tem um conjunto de profissionais de boa qualidade, cuja experiência é, em média, de 15 anos, sendo que 20% deles têm mestrado e doutorado, o que mostra um alto grau de qualificação.

Por isso, os nossos parabéns ao governo federal, à presidenta Dilma Rousseff. Que ela continue firme, assim como o nosso ministro da Saúde porque, na verdade, as associações e as entidades médicas vão acabar fazendo de Alexandre Padilha o próximo governador do estado de São Paulo.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)