2ª Sessão Ordinária - 21/02/2006
O SR. DEPUTADO AFRÂNIO BOPPRÉ - Agradeço ao deputado Celestino Secco pela compreensão.
Então, com estas cenas, quero mostrar aquilo que já se vem tornando usual, deputados Manoel Mota e João Henrique Blasi, líderes do PMDB e líder do governo nesta Casa, respectivamente, porque um dia é um empurrão num deputado; outro dia uma vereadora é agredida; outro dia é uma ação truculenta da Polícia Militar, combinada com a ação dos P-2; outro dia é a forma truculenta com que se fazem os desmanches no município de São João Batista, com algumas casas derrubadas; outro dia é o treinamento dos cães para ações com relação ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, que também já foi denunciado neste plenário.
Portanto, deputado Manoel Mota, a Polícia, pelas mãos do PMDB, está sendo levada a uma distorção. Ao invés de ela atuar no combate ao crime, vem sendo orientada para fazer uma ação política propositadamente contrária aos movimentos sociais.
É importante que se diga aqui que há uma aliança do governador Luiz Henrique da Silveira com o prefeito Dário Berger, porque essa ação, especificamente, visava explicar o significado da implantação da tarifa única no sistema de transporte de Florianópolis, e nós percebemos que existe uma proteção, uma cobertura do PMDB, até porque também é parceiro, é aliado, governa junto, aqui em Florianópolis, com a família Berger.
Por isso, gostaríamos de deixar registradas estas imagens e de lamentar a ação violenta e a quebra de um princípio: o da liberdade de imprensa, porque as fotos não podiam ir para os jornais pois os próprios policiais já estavam editando o jornal. Vejam que é a Polícia Militar que se quer apropriar dos instrumentos e não deixar as imagens irem para as páginas dos jornais. E, lamentavelmente, culminou, inclusive, com a demissão do repórter Cláudio Silva, o Sarará, em função da sua presença no espaço onde estava ocorrendo a ação truculenta da Polícia, sob o comando da aliança PMDB/PSDB em Santa Catarina.
Faço este registro numa forma de desabafo, dizendo que contra essa truculência o povo tem que responder nas urnas!
Era isso o que eu tinha a dizer, sr. presidente!
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)