7ª Sessão Ordinária - 07/03/2001
O SR. DEPUTADO NELSON GOETTEM - Sr. Presidente e companheiros Deputados, ocupo a tribuna nesta tarde de quarta-feira para fazer alguns comentários e alguns registros para os Anais desta Casa Legislativa, especialmente sobre dois assuntos que marcam profundamente a história da vida política da Nação brasileira.
Um deles, não poderia deixar de citar, é sobre o falecimento e o sepultamento no dia de hoje do cidadão e homem público, Mário Covas.
A citação que faço sobre Mário Covas é em homenagem ao homem público que, no dia de ontem, comoveu a Nação brasileira com o anúncio de sua morte. E se houve essa comoção, está aí a comprovação do resultado de uma vida de trabalho em favor das causas do País, do povo e da vida pública.
Penso que não é este Deputado a pessoa mais preparada para falar em relação ao ex-Governador e ao homem público Mário Covas, porque da sua história política conheço mais pelos noticiários. Mas penso que poderia registrar nesta Casa que o legado que deixa à política nacional é um legado de homem público correto, determinado, que não temia tomar decisões e que, sempre que pode, fez um grande esforço em favor da construção de um País onde todos pudessem ter oportunidade de viver melhor.
Queremos, também, deixar registrado nos Anais desta Casa um assunto que também preocupa a Nação brasileira, só que de uma forma totalmente contrária a do falecimento do nosso saudoso Governador do Estado de São Paulo - o homem público Mário Covas.
Trata-se do que está sendo patrocinado nos últimos meses, na esteira da corrupção em que vivemos, pelas acusações do cidadão e homem público chamado Antônio Carlos Magalhães, Senador dessa República e ex-Presidente do Senado Federal, e também em relação ao Presidente do Senado Jader Barbalho.
Custa-nos crer, como homens públicos, que possamos estar convivendo com uma onda de acusações tão elevada em relação a dois homens públicos que tiveram e têm tanta responsabilidade em suas mãos. Como podemos nos espelhar no Congresso Nacional, se no seu comando está um cidadão que nos últimos meses, a cada mês, teve aumentado o número de denúncias em relação a sua pessoa.
As páginas da revista Veja mostraram acusação onde dez milhões de reais foram desviados por este cidadão, Presidente do Senado Nacional, Jader Barbalho, quando foi Governo no Estado do Pará.
Penso que, feitas essas acusações, qualquer homem público teria, por dever e respeito ao povo e ao Parlamento, que se afastar da função até que se apurasse toda a verdade. Esta é a atitude que deveria, qualquer homem público ter. Se afastar até que sejam apuradas todas as acusações.
Penso que é isto que tem que fazer, hoje, o Presidente do Senado da República, Jader Barbalho, porque a Nação merece uma explicação em relação a isto.
O que não pensarão hoje os milhares de presidiários que entopem nossos presídios? O que não pensam suas famílias vendo-os responder por roubos que, perto do roubo e dos desvios de que estão sendo acusados Antônio Carlos Magalhães e Jader Barbalho, podem ser considerados ladrões de galinha?
Penso que devem satisfação à população e ao País sim, esses dois homens públicos. E, acima de tudo, os Parlamentares, os Senadores da República têm que buscar, através do instrumento que está à disposição de cada um, através da investigação, o esclarecimento desses assuntos que no mínimo estão preocupando a todos nós.
Mas também não poderíamos deixar de ocupar o espaço para falar um pouco sobre o nosso Estado, que está comemorando boas notícias. Muitas vezes esquecemos que é um Estado que saiu das páginas policiais dos jornais; que venceu e está vencendo as dificuldades do pagamento das três folhas atrasadas; que venceu as dificuldades do resgate da credibilidade e do crédito, seja nacional ou internacional, e que já tem novamente crédito na praça.
É um Estado que cumpre de fato com o seu dever constitucional de pagar o salário, as férias e o 13º salário do servidor em dia. Podemos em Santa Catarina saber com antecedência o dia do pagamento do servidor público, pois está escalonado e tem planilha indicando que naquele dia é certo que o servidor, que não recebe tudo o que merecia, receberá em dia o que lhe é de direito.
O nosso Estado reconhece, mesmo com as suas dificuldades, a necessidade de valorizar o seu servidor, que recebe um salário alimentação no valor de R$ 133,00, que ajuda a amenizar suas dificuldades. É um Estado que concluiu o BID III, que previa obras importantes para completar no ano de l996 e só agora foram terminadas, proporcionando a retomada de novos investimentos, através da malha viária catarinense, o que resultará em desenvolvimento.
É um Estado, no qual podemos comemorar, pela ação forte do Governo e da nossa Secretaria da Agricultura, os mil novos proprietários de terra. E isso é uma excelente notícia para nós. É um Estado que comemora ano a ano o crescimento na produção agrícola, pois estamos comemorando em 1999 e em 2000 um crescimento significante na arrecadação do Estado de Santa Catarina, o que mostra a credibilidade do Governo junto ao contribuinte.
É um Estado que tem emitidos notificações milionárias para mostrar que a impunidade aqui não prevalece. É um Estado que comemora o aumento do fluxo de turistas ano a ano. É um Estado que tem melhor retorno de investimento e quem recebe mais investimento é a Capital de Santa Catarina. É o melhor lugar para investir, para morar e para muitos cidadãos brasileiros veranear.
Esta é a Santa Catarina em que vivemos! Comemoramos ainda a diminuição significante da criminalidade quando outros Estados não podem comemorar, pois a criminalidade aumenta cada vez mais. Este Estado tem muito o que comemorar!
Portanto, nós que vivemos este episódio neste Legislativo, precisamos achar uma saída, através do diálogo, para resolver o quanto antes este imbróglio.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)