72ª Sessão Ordinária - 03/08/1999
O SR. DEPUTADO HERNEUS DE NADAL - Sr. Presidente e Srs. Deputados, a quinta-feira passada pode ser chamada como a quinta-feira das coincidências.
Nessa quinta-feira, em Brasília, era assinado o contrato da federalização da dívida do Ipesc, coincidentemente nos mesmos valores dos títulos bloqueados do Estado de Santa Catarina, e também, coincidentemente, Sr. Presidente e Srs. Deputados, nessa mesma quinta-feira o Banco Central fazia a sua manifestação - parece-me que a terceira ou quarta manifestação -, a pedido, com relação ao Banco do Estado de Santa Catarina, ao nosso Banco, ao patrimônio dos catarinenses. E a cada manifestação, a cada auditoria, com novidades, com números diferentes.
Fiz hoje pela manhã um pedido na nossa Comissão Parlamentar Externa, que foi acatado graças à sensibilidade e ao espírito público dos integrantes daquela Comissão, que consiste em que se remeta para esta Casa, mais precisamente para que se junte aos Autos da CPE, o documento que os técnicos do Banco do Estado de Santa Catarina remeteram ao Governo do Estado, ao Banco Central e à diretoria do Besc.
Esse documento, cujas informações extra-oficiais, em parte, não na íntegra, já chegaram a este Parlamentar, dá conta de que se concretizarmos o contrato celebrado, Deputado Heitor Sché, entre o Governo do Estado de Santa Catarina, o Besc e o Banco Central, nós teremos condições de obter um crescimento de 19,78% no Besc, em cima dos níveis registrados em 31 de dezembro de 98.
Portanto, Srs. Deputados, se sanearmos o Banco, a conta fica menor. Se federalizarmos o Banco do Estado de Santa Catarina vamos pagar uma conta muitas vezes maior. E esse dinheiro, é verdade, não vem de graça; Esse dinheiro o povo de Santa Catarina vai pagar em 30 anos.
Por isto, eu quero dizer que a iniciativa de V.Exa., Deputado Heitor Sché, é mais do que necessária, é importante, é imprescindível para que possamos avaliar o que de fato está acontecendo e o que está por trás dessa pressão quase insuportável que se faz sobre a Assembléia Legislativa, quando dizem: "Ou federalizamos o Besc ou se liquida o Besc". Não há condições técnicas para liquidar o Banco do Estado de Santa Catarina pelo simples fato de não estarmos em operação de redesconto. O Banco do Estado de Santa Catarina, embora venha sendo depreciado pelo seu dono há sete longos meses (o Bamerindus não resistiu sequer quinze dias), vem resistindo brava e heroicamente.
Srs. Deputados, esse documento fornecido pelos próprios servidores do Besc, portanto um documento apartidário, também revela que com o plano de saneamento o Banco do Estado de Santa Catarina tem capital suficiente para atuar na sua atividade, qual seja, no mercado financeiro.
Esta é a minha manifestação.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)