17ª Sessão Ordinária - 18/03/2009
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, telespectadores da TVAL, público que nos acompanha nesta sessão, o deputado Jailson Lima trouxe aqui no pronunciamento dele um assunto que eu estava evitando falar.
O fato é que o major da Polícia Militar fez uma queixa-crime contra este parlamentar no Tribunal de Justiça por ser, em tese, responsável por todos os atos que eles dizem ser ilegais ocorridos entre 22 e 27 de dezembro. E temos ainda alguns dias para justificar no Tribunal de Justiça aquelas atitudes, aqueles episódios do mês de dezembro. Então, o Tribunal de Justiça, o desembargador responsável vai avaliar se arquiva a queixa-crime ou se pede autorização a esta Casa, ao Poder Legislativo, para processar este deputado, a pedido de um oficial, de um major da Polícia Militar. Como já somou o deputado Jailson Lima, daria 20 e tantos anos de prisão para este sargento, agora investido no cargo de deputado, se acaso fosse condenado por todos os crimes que o referido major quer me imputar.
Isso é para vermos como está o tratamento no interior da Polícia Militar, no interior da caserna. Se até um deputado estadual querem prender por 20 e tantos anos na cadeia, como falou aqui o deputado Jailson Lima, imaginem o que estão fazendo com os companheiros que estão lá no dia-a-dia trabalhando! Por exemplo, neste momento, deputado Herneus de Nadal, deputado Pedro Uczai e demais deputados lá do oeste que conhecem o nosso chefe-de-gabinete, subtenente Flori Mathias, assim como conhecem Manoel João da Costa, o J. Costa, que também está no conselho de disciplina, o subtenente Flori Mathias está lá no quartel do comando-geral sendo inquirido pelo conselho de disciplina, que é uma peça de exceção interna da caserna, e nenhum juiz ou promotor vai assistir. E dentro da polícia, administrativamente, eles podem excluir o subtenente Flori Mathias e mais 18 companheiros que estão no conselho de disciplina, sem chance de apelação!
Então, os deputados do oeste que conhecem o subtenente Flori Mathias, uma pessoa que trabalhou a vida inteira lá, que já está na reserva remunerada, aposentado, mas está sendo inquirido no conselho de disciplina com vistas de ser excluído da Polícia Militar, mesmo já estando aposentado, porque no momento da história em que foi cobrado para estar junto com os seus, assim como todos os outros 18, não lhe faltou a coragem, a dignidade e a descendência para dizer: "Eu estou com os meus, estou aqui junto com aqueles que trabalharam comigo a vida inteira, junto com os nossos familiares". Por não ter fugido à responsabilidade histórica, querem excluir um praça já na reserva, aliás, não só um, mas excluir 19.
Um deles é o soldado Elizeu Fontana, que querem excluir, e eu vou ler só um trechinho da sua história.
(Passa a ler.)
"Ingressou em agosto de 1977 na Polícia Militar. Sempre trabalhou no batalhão de São Miguel d'Oeste. Foi condecorado com a Medalha da Terceira Categoria e a Medalha Lara Ribas. Faz parte da Associação Soldado Diniz, que é formada por policiais militares e bombeiros militares. Dedicou sua vida exclusivamente à atividade policial militar. É católico e pai de uma filha menor de idade. Há seis anos faz parte do pelotão de policiamento tático, com atuação em 35 municípios na área do batalhão de São Miguel d'Oeste. Faz parte da Força Nacional de Segurança, tendo atuado nos Jogos Pan-americanos e no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, durante os últimos anos."
Eles querem excluir o soldado Flori, o J. Costa e mais 16, porque não fugiram da história de defender a sua dignidade e o respeito com a sua categoria.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)