Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado José Natal Pereira

52ª Sessão Ordinária - 30/06/2009

O SR. DEPUTADO JOSÉ NATAL - Sr. presidente e srs. deputados, catarinenses que nos prestigiam através da TVAL, da Rádio Alesc Digital, quero reiterar o convite feito pelo deputado do meu partido Nilson Gonçalves, a todos os catarinenses, para participarem da 29ª Mostra do Campo, do 15° Aniversário do Município de Bocaina do Sul e do 4° Rodeio Crioulo, a realizar-se de 16 a 19 de julho de 2009.

Esteve nesta Casa a prefeita daquele município, Marta Regina, juntamente com a rainha e as princesas da festa. E está aqui o convite. Estive lá no ano passado. É uma festa muito boa, que com certeza absoluta contempla todos aqueles que vivem da terra e gostam de comprar e adquirir produtos sem agrotóxicos, produtos frescos.

Srs. deputados, senhores catarinenses, quero neste momento dizer que diversas coisas na nossa vida se transformam e que estou aqui, neste Parlamento, porque gosto de política. Acredito nela como um instrumento de inserção, de cada vez mais solidificar a estrutura da democracia brasileira.

Não quero e muita gente não quer viver no nosso país o que está vivenciando Honduras neste momento. Uma triste realidade onde o presidente foi deposto e o militar está fazendo o que já fizeram neste país no passado. Não quero isso para nós nem para ninguém. Então, quero repudiar o ato lá praticado.

Quero aqui, deputado Jailson Lima, v.exa. que tem sido realmente um grande parlamentar nesta Casa, rapidamente parabenizar o presidente Lula, que na última sexta-feira esteve no nosso estado criando o ministério da Pesca e Aquicultura.

Não compareci, porque estava em Blumenau juntamente com outros deputados, na reunião do Orçamento Regionalizado, onde fui o coordenador como membro da comissão de Finanças.

Gostaria de dizer que realmente um país com 7,3 mil quilômetros de costa e um interior pródigo em rios piscosos, o Brasil tem na atividade pesqueira uma inexpressiva atenção diante do Chile, pois somos maiores e produzimos menos. E vai por aí afora a matéria que traz o editorial do jornal Notícias do Dia.

Depois de o presidente Lula ir lá, criar o ministério e dizer tantas coisas, no final, para fazer uma brincadeira, que talvez ele faça, às vezes, num tom de crítica, ele disse que o Brasil foi construído para não funcionar. É terrível!

Nessa mesma coluna do jornal Notícias do Dia, temos alguns artigos. E vou ler um do governador do estado de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, e orgulho-me muito de ele ser o nosso governador. Diversos artigos esse homem já escreveu, para diversos jornais, e leio todos quando tenho oportunidade, nos finais de semana. Mas este aqui me chamou mais atenção.

(Passa a ler.)

"Sonhos e realidade

Hobsbawm escreveu um livro fantástico sobre o século XX - Era dos Extremos -, em que assinala a velocidade com que se processaram revoluções políticas, tecnológicas e comportamentais. Ele destaca a geladeira, que propiciou uma guinada na logística do abastecimento e na preservação da qualidade com que os produtos agrícolas chegam à nossa mesa. Diante do crescimento malthusiano da população mundial, que saltou de três para seis bilhões de pessoas em 42 anos, o papel dos aparelhos de refrigeração evitou um colapso alimentar.

Esse surpreendente mundo novo vem-se caracterizando por acontecimentos que jamais imaginei possíveis ainda no meu tempo de vida: a alunissagem do homem e sua estupefação maravilhada: 'A Terra é azul'; a queda do muro de Berlim; os transplantes de órgãos; a certeza dos diagnósticos dos tomógrafos e ressonâncias magnéticas; a decifração do DNA e do genoma, que levará à cura de doenças irreversíveis; a novela na tela dos celulares; IPods armazenando todo um repertório da música clássica; pequenos IPhones transformados em escritórios portáteis; a China comunista usando motores capitalistas para se impor diante da Europa e EUA; o Brasil comemorando mais de dez anos com inflação de um dígito e emprestando dinheiro ao FMI; um metalúrgico na presidência da República; um negro na Casa Branca.

Um dos momentos mais importante para a guinada do mundo foi uma célebre peça de oratória que notabilizou um Demóstenes do século XX. Neste domingo, o mundo celebra os 46 anos do discurso 'I Have a Dream', feito pelo reverendo Martin Luther King Jr., em Washington, para um milhão de pessoas.

'Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia. Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus. [...] Voltem para o Mississipi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para a Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira essa situação pode e será mudada. [...] Digo a vocês hoje que embora enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã, ainda tenho um sonho, um sonho profundamente enraizado no sonho americano. [...] Eu tenho um sonho que minhas quatro crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da sua pele, mas pelo conteúdo de seu caráter.'

A posse de Barack Obama na cadeira mais poderosa do mundo é, seguramente, um fato que há menos de dois anos seria julgado impossível! Dia a dia o sonho de Luther King vai-se fazendo realidade!"

Parabéns, Luiz Henrique da Silveira, com certeza homens com a sua luz realmente pensam na vida, nos outros, estudam para poder trazer à mente daqueles que esqueceram rapidamente tudo o que foi vivenciado no passado e para muitos estarem vivenciando este presente.

O sonho que sua excelência tem, que está vivenciando, também quero vivenciar, e muitos já comecei na vida pública, e que tantos outros brasileiros dignos também querem vivenciar, com a graça de Deus, como a liberdade de expressão, o fim da desigualdade social, todos vivendo nas mesmas condições, sem raça, sem cor e sem credo atrapalhando.

Orgulha-me muito abrir os jornais e ver uma matéria como essa que, com certeza, leva muitas pessoas à reflexão. Pena que grande parte da sociedade e da juventude brasileira não lê isso que aqui está.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)