Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Jailson Lima da Silva

18ª Sessão Extraordinária - 04/07/2007

O SR. DEPUTADO JAILSON LIMA - Sra. presidente, deputada Ana Paula Lima, srs. deputados, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital.

Hoje, primeiramente, eu quero fazer um registro. Quando esta Casa votou, deputado Silvio Dreveck, para que os policiais que se aposentassem ou fossem para a reserva pudessem voltar à ativa num chamamento do estado, eu votei contra e ainda justifiquei o meu voto, dizendo que o estado deveria abrir oportunidades para novos profissionais, novos policiais e estou convencido que tinha razão, porque hoje, na coluna do Cacau Menezes, ele fala que são chamados os quatro primeiros policiais que foram para reserva e que os mesmos receberão um adicional de salário, se não me engano, de 30%.

Se formos imaginar que se esses quatro policiais que foram para a reserva depois de toda a sua experiência de vida, de conhecimento técnico na área de segurança estivessem atuando dessa forma em veículos que propiciassem a segurança no estado, em regiões, como foi citado esta semana aqui a questão de Joinville, deputado Kennedy Nunes, mas os quatro seguranças foram chamados, segundo a coluna do Cacau Menezes, para fazer a segurança da casa do governador em Joinville. A menos que Joinville seja uma cidade que esteja ultrapassando os limiares da violência urbana.

Mas digo isso porque tenho convicção de que o plenário equivocou-se ao abrir essa prerrogativa, pois novos policiais poderiam estar sendo chamados para fazer o policiamento de rua, de planejamento estratégico de defesa do estado e da segurança pública do cidadão.

O Sr. Deputado Kennedy Nunes - V.Exa. me concede um aparte?

O Sr. Deputado Jailson Lima - Pois não!

O Sr. Deputado Kennedy Nunes - Deputado Jailson Lima, na minha opinião, o governador está fazendo aquilo que todo munícipe de Joinville gostaria de fazer, que é garantir a sua segurança. É claro que se trata do governador do estado e precisa de todo um aparato. Mas o governador chamar quatro policiais para fazer a segurança da sua casa, comprova que é verdade o que falei na sessão de ontem: que Joinville está vivendo momentos de polvorosa por falta de segurança. E o governador, tomando essa atitude, está dizendo que é verdade.

Então, faço das suas palavras as minhas. E gosto muito que alguém da cidade de Rio do Sul faça isso, porque senão a bancada de Situação vai dizer que sou eu que estou falando mal de Joinville quando cobro. Assim, parabenizo-o por trazer essa informação, até para o público de Joinville verificar que nós estamos sem segurança e que o governador chama policiais aposentados para fazer a segurança da sua casa.

O SR. DEPUTADO JAILSON LIMA - Não quero dizer que não deva ter segurança a casa do maior mandatário do estado, assim como acho que a do vice-governador também deva ter, porém há outras formas e profissionais que possam fazer isso.

Ao mesmo tempo, aqui, pela primeira vez, v.exas. vão ver-me fazer defesa de cassino. E vejam que já bati nessa tecla, deputado Sargento Amauri Soares. Nos jornais de hoje, o deputado José Natal, que é um defensor incontestável, já se pronunciou nesse aspecto. Vi, inclusive, o nosso prefeito de Itajaí defendendo os cassinos, porque visitaram cassinos na Itália, em Veneza.

Acho que tenho que fazer uma autocrítica, porque os cassinos que eles visitaram têm 629 funcionários e metade do que arrecadam vai para o estado e para o município, a fim de ser aplicado em benfeitorias, deputado Kennedy Nunes.

Então, quero defender aqui veementemente o cassino, mas daquela forma que há lá! São quatro cassinos administrados pelo estado, que estabelece as regras e as máquinas daqueles cassinos não são as mesmas feitas em Joinville, como estava na imprensa ontem, que são máquinas programadas. Noventa por cento delas são programadas, diziam os jornais, e eram de um deputado do Paraná.

Naqueles cassinos há lógica! Mais da metade dos recursos vai para a premiação, e são vigilantemente acompanhados pelo estado, porque ele os administra. Então, cassinos desse jeito também defendo como fator de geração de emprego, porque há controle na distribuição. O estado fomenta e acompanha aqueles que os utilizam, porque lá não é o trabalhador assalariado que sai da fábrica, vai jogar na maquininha e deixa lá todo o seu salário, como acontece no Brasil. No Brasil vemos a máfia da corrupção envolvida, através também do narcotráfico, com esse tipo de atividade ilícita.

Faço este registro e concordo com o meu prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni. Se forem as mesmas regras, as mesmas condições, não há problema. Também estou convencido de que pode ser um fator de geração de emprego e renda, desde que a condição do jogador seja igualitária e que a máquina não seja programada para liberar só 10% do que se aposta, como é neste país, infelizmente.

Por isso concordo com a posição do nosso presidente da República, o presidente Lula, que afirma que ou o Congresso diz "sim" ou "não" para isso. Agora, tem que assumir: se for "sim", de que forma esse "sim" há de ser?

Ao mesmo tempo, quero aproveitar para parabenizar a Unidavi, a Universidade do Alto Vale do Itajaí, que nesta sexta-feira está completando seus 41 anos de existência, fomentando tecnologia e formando profissionais empreendedores. Estaremos lá nesse dia acompanhando as festividades e a homenagem a essa universidade pelo papel que tem cumprido no desenvolvimento da região do Alto Vale.

Muito obrigado, sra. presidente pelo espaço.

(SEM REVISÃO DO ORADOR)