Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Manoel Mota

83ª Sessão Ordinária - 04/11/2008

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, visitantes que nos dão a honra de prestigiar o Parlamento catarinense, quero aqui fazer referência a um grande líder da nossa região da Grande Florianópolis, o sr. Dário Berger.

Dário Berger venceu uma eleição em São José, fez um trabalho extraordinário, realizador, competente e planejado; concorreu à reeleição, fez mais de 70% dos votos e, antes de terminar o seu governo, mudou-se para Florianópolis. Disputou uma eleição muito difícil, com adversários tradicionais ligados ao eminente deputado Joares Ponticelli - e gostaria que ele estivesse aqui - e foi vencedor. Planejou, traçou, trabalhou, executou, cumpriu um plano de governo que ele mesmo colocou aos quatro cantos do município, e eu tive a honra de participar do seu primeiro mandato.

Agora colherá os frutos desse trabalho extraordinário e realizador, que é a transformação na Saúde, na área social no norte e no sul da ilha. Credenciou-se a disputar as eleições com um mito em Santa Catarina que, por estar na sua região, entendia que não perderia para ninguém. Daí ele achou que o outro perdeu a eleição passada porque não tinha toda aquela fortaleza de votos, mas que ele seria o grande embaixador para disputar essa eleição.

Eu, que conheci esse puro-sangue que vinha ganhando as eleições em Santa Catarina, descobri que se tratava de um mito. De repente perdeu as eleições para o governo. Esse puro-sangue mais parecia um cavalo paraguaio porque começou ganhando e acabou perdendo no segundo turno a eleição. A disputa era aqui em Florianópolis e era decisiva na sua vida! E foi enfrentar esse grande líder, que é Dário Berger.

O que aconteceu? Não adianta mais, já passou o tempo dos discursos fáceis, das críticas infundadas, não capitaliza mais, pois o povo não acredita mais nisso e deu uma lição. Qual foi a lição? Uma derrota acachapante, a mesma derrota que, disse o deputado Joares Ponticelli na ocasião, tinha levado Luiz Henrique em Joinville, onde ele nem era candidato! Agora sobre essa aqui eu não tenho nem palavras. Acachapante é muito pouco para a derrota que teve aqui em Florianópolis. Acachapante é uma palavra muito pequena!

Então, essa disputa mostrou que esse puro-sangue passou a ser um pangaré, não ganha de mais ninguém. E eu vejo o deputado Joares Ponticelli com uma cor meio diferente. Por quê? Porque o seu mito, aquele bicho-papão desapareceu. E é bom olhar aqui uma notinha do motivo pelo qual ele não ganha mais eleição. Porque quando faz coligação, ele não cumpre, deixando os amigos no meio do caminho. Leodegar Tiscoski era um grande líder.

(Passa a ler.)

"Suplente de deputado federal, secretário de saneamento no ministério das Cidades. Meu problema com Amin é pessoal, não é partidário."

Quer dizer, ele não tem problema partidário, é com ele.

Onde é que estava o Vieirão? Eu não o vi na campanha! E o Celestino Secco? Eu não o vi na campanha!

Então, quem apronta acaba perdendo depois, pois chega um momento em que ninguém mais suporta. É o que aconteceu aqui em Florianópolis.

Por isso quero aqui parabenizar e homenagear esse grande líder Dário Berger, que mudou a história da política catarinense, porque até então se discutia de uma forma diferente e agora vai-se discutir de outra forma, porque aqueles líderes que tinham aqui como base foram derrotados num vexame de votos. Evidentemente que esses líderes só têm uma busca: a sua casa e cuidar do jogo de palito e de dominó. E isso se o Dário Berger fizer os campeonatos, senão nem isso eles disputarão.

Então, Santa Catarina, a população catarinense aprendeu uma lição: que discurso fácil, crítica infundada não constrói voto e leva à derrota. E é isso que aconteceu no estado e por isso quero homenagear e parabenizar Dário Berger...

(Discurso interrompido por término do horário regimental.)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)