37ª Sessão Ordinária - 15/05/2008
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Quero cumprimentar o eminente deputado Valmir Comin, que está presidindo a sessão na manhã de hoje, bem como a sra. deputada, os srs. deputados, os visitantes, os professores aposentados, com os quais temos o compromisso de encaminhar um projeto o mais rápido possível nesta Casa. É um compromisso de todos, porque o direito de viver é um só. Evidentemente que quem já prestou seu relevante serviço também tem que ser reconhecido, apesar de isso não ter acontecido em Brasília, quando os deputados votaram contra a emenda a um projeto que beneficiaria os aposentados do Brasil. Infelizmente, a emenda não foi aprovada, mas em Santa Catarina os deputados estão trabalhando em outro encaminhamento para buscar essa retaguarda e dar uma sobrevida àqueles que prestaram relevantes serviços - os aposentados da Educação em nosso estado.
Srs. deputados, eu quero, hoje, levantar um pouquinho a questão da economia da minha região que, ao longo do tempo, tinha e ainda tem como principal produto o fumo, pois há uma ação no Brasil e no mundo para parar com a produção de fumo. Mas a minha região, o extremo sul de Santa Catarina, que é composta de agricultores que têm de sete a dez hectares de terra, não sobreviveria com outro tipo de plantio a não ser o fumo. O fumo tem sido importante e fundamental para a economia da nossa região, porque tudo aquilo que se produz retorna em recursos que são reinvestidos. Por isso a importância do plantio do fumo.
Tenho moral para defender porque não fumo, mas sei o que significa para Santa Catarina, para o sul do país e para o Brasil o plantio do fumo, pois é altamente tributável para os governos. Então, evidentemente, vou continuar defendendo o plantio do fumo, porque, no meu entender, é uma cultura fundamental para Santa Catarina.
Traz problemas? Até pode trazer, mas no momento em que discutirmos que o fumo mata, a bebida alcoólica também mata, então é preciso trabalhar as duas linhas. E a bebida alcoólica desestrutura a família, o cigarro não. Quantos casais, quantas famílias estão desestruturadas por causa da bebida alcoólica?Ela também mata, também é perigosa, portanto é preciso discutir com muita responsabilidade tudo isso.
Muitos gostam. Eu, graças a Deus, não uso esses produtos, o meu corpo não recebe bebidas alcoólicas. Entendo que são peças importantes, mas se tiver que proibir uma, terá que proibir a outra.Eu não estou aqui pela proibição, estou na defesa dos fumicultores da nossa região. A fumilcultura é fundamental para a economia do vale do Araranguá. Em Içara, hoje, há um plantio extraordinário; individualmente é quase o município que mais planta fumo e sustenta muitas e muitas famílias.
Depois vem o plantio de arroz na nossa região, onde se trabalhava muito, muito, e apenas se colhiam 30, 35 sacas por hectare do arroz tipo 3, o arroz vermelho, falhado. Mas temos que aqui fazer um registro: a Epagri é uma empresa fundamental para Santa Catarina, que trabalha para aumentar a produtividade, com tecnologia, transformando Santa Catarina. E foram trabalhando em cima da produção de arroz, que passou de 30, 35 sacas, para 50, 70, 100, 150 sacas e hoje chegam a colher 200 sacas de arroz por hectare. Sabem qual é o tipo? Não mais o tipo 3, mas o tipo 1, arroz de primeira linha, arroz de qualidade, arroz de semente.
É assim que vive hoje a minha região, uma economia sólida. Passou algumas dificuldades por uns dois anos com o preço do arroz, deputado Silvio Dreveck, mas finalmente este ano iniciou com R$ 21,00 a saca e hoje já está a R$ 38,00. Os agricultores estão com esperança de continuar na roça produzindo, trabalhando para a riqueza deste país.
Não é preciso também o preço disparar, tem que haver um equilíbrio para que os agricultores continuem trabalhando sem comprometer a economia, porque de repente, com o custo muito alto, haverá dificuldade das pessoas mais pobres comerem um produto tão importante como o arroz.
A nossa região vem produzindo uma soma astronômica, é a maior produtora de arroz irrigado do Brasil e leva essa tecnologia para o Rio Grande do Sul, onde havia o principal plantio, mas que hoje está usando a nossa tecnologia para aumentar a produção e a qualidade do seu arroz. Antigamente se comprava o mesmo tipo de arroz, só que o nosso era mais fraco; hoje é o contrário, até o arroz que está sendo exportado estão pedindo que seja de Santa Catarina. No Rio Grande do Sul já estão usando a nossa tecnologia, muitos agricultores fortes da nossa região já compraram terreno lá e estão produzindo arroz irrigado, que dá uma produtividade extraordinária.
Por isso vim aqui marcar aquilo que é importante e fundamental para a minha região. Ela precisa ainda de muitos investimentos na área de geração de emprego e renda, porque a agricultura é muito forte, mas a área empresarial ainda é fraca.
Hoje, com a BR-101, há uma perspectiva real de investimentos de muitas empresas na região para gerar emprego, para gerar renda, para melhorar a qualidade de vida da sociedade, do nosso povo, do nosso trabalhador. É para isso que lutamos, esse é o grande objetivo!
Começa a acender uma luz para a Cidade das Avenidas, Araranguá, e espero que dentro de alguns dias possamos vir aqui, meu caro presidente, deputado Valmir Comin, trazer a esperança viva de novos momentos de realização, de empresas que podem instalar-se na região sul do nosso estado.
Acho que é um trabalho permanente de luta, de quem tem garra, de quem tem compromisso com a região. Isso norteia o nosso trabalho no Parlamento e é esta a direção: buscar resultado e resultado para a nossa região, que ainda espera muito de nós, de mim, do deputado Valmir Comin e de outros deputados que fazem parte da região sul. Por isso nos precisamos agregar, juntar forças para levar aquilo que a sociedade espera. É isso que queremos e é por essa linha...
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)