46ª Sessão Ordinária - 23/06/2005
A SRA. DEPUTADA SIMONE SCHRAMM - Um bom-dia a todos! É com muita alegria que assomo mais uma vez a esta tribuna, trazendo a informação de que ontem estivemos no Serviço Social da Indústria, Sesi, solicitando, através de seu Superintendente, Sr. Sérgio Luiz Gargioni, a disponibilidade da impressão das imagens das crianças desaparecidas de Santa Catarina nas sacolas utilizadas pelas farmácias do Sesi.
Então, estamos buscando mais uma parceria, a exemplo do Banco do Estado de Santa Catarina, Besc, que será o nosso parceiro na divulgação também das imagens, através dos cartazes que serão veiculados em todas as agências do Banco, uma vez que venho reforçar que o Estado de Santa Catarina tem que se organizar.
Já estive com o nosso Secretário Ronaldo Benedet e também com o Delegado Tomé, pois temos que buscar uma organização urgente para a questão das pessoas desaparecidas no Estado de Santa Catarina, a exemplo do que já acontece - e isso citei como exemplo na minha conversa na Secretaria de Segurança - no Estado do Paraná, que tem uma delegacia específica para investigação de pessoas desaparecidas. Em função disso, temos o êxito, com dados estatísticos, eis que de 1996 a 2003 foram encontradas 567 pessoas - apenas dois casos não foram solucionados. Então, entendemos que temos hoje 43 pessoas desaparecidas em Santa Catarina, algumas que nem constam no site, ainda, da Secretaria de Segurança.
Temos parceiros que precisam dessa organização da Secretaria para que ela possa ser um instrumento, trazendo, então, os dados, tanto para o Besc como para o Sesi, caso eles venham a ser realmente os nossos parceiros na divulgação das pessoas e crianças desaparecidas em Santa Catarina.
As imagens terão que ser, então, da Secretaria de Segurança, que estará fornecendo os dados periodicamente. Não sei se será de três meses a quatro meses, mas haverá a renovação dessas imagens, uma vez que pessoas que têm familiares desaparecidos há muitos anos não têm nenhuma notícia através da Secretaria, com relação se ainda existe alguma investigação.
Sabemos que na maioria dos casos as pessoas que desaparecem, principalmente sendo elas crianças, não ficam nos arredores da sua cidade, elas são levadas para muito longe, geralmente para Municípios distantes ou até para fora do nosso Estado e, em alguns casos, na rede de tráfico de seres humanos, até para outros países.
Esse é um assunto muito sério, que tem uma discussão em nível nacional. Inclusive, teremos um encontro, agora, no mês de agosto, com relação à tráfico de seres humanos. Temos que estar atentos, e Santa Catarina não está fora desses índices, em função até da nossa fronteira, aqui. O Sul do País tem uma situação diferenciada pela tríplice fronteira Argentina, Paraguai e Uruguai.
Em função disso temos que estar atentos e temos que tomar medidas para atender esses familiares que têm seus 42 entes queridos desaparecidos, sem nenhuma notícia.
Quero enaltecer mais uma vez a nossa reunião de ontem com o Sesi. E assim que os seus fornecedores, os seus patrocinadores das sacolas forem consultados para este trabalho social, que será feito em benefício do Estado de Santa Catarina, teremos um parceiro também a mais, para a divulgação das pessoas desaparecidas.
Estivemos também ontem em uma reunião com o Dr. Pedro, no Ministério Público, levando a ele o problema sério que envolve o bombeiro militar e o bombeiro voluntário no Estado de Santa Catarina, eis que, infelizmente, existe a questão da certificação, da humilhação que passa o bombeiro voluntário. E eu falo isso em nome de Joinville, em nome de Jaraguá do Sul, em nome dos Municípios que têm o trabalho do bombeiro voluntário, que é um trabalho centenário em Joinville, que tem como título a Capital Catarinense do Bombeiro Voluntário. Infelizmente, esses bombeiros voluntários vêm sofrendo ataques semanais em função das arbitrariedades, já digo assim, com relação ao bombeiro militar.
Fizemos essas denúncias, ontem, ao Dr. Pedro, que também se dispôs a nos ajudar, para que possamos atribuir o que bem cabe ao bombeiro militar e o que bem cabe ao bombeiro voluntário. Não vamos estar vulneráveis nessa situação, até porque hoje se faz um abaixo-assinado em toda cidade de Joinville, mediante as humilhações que passa o bombeiro voluntário de Joinville, mediante as ações arbitrárias do bombeiro militar.
Em vista dessa situação, pedi que me acompanhasse à audiência o Deputado Dionei Walter da Silva, em função de que também temos a corporação de Jaraguá do Sul, assim como o Deputado Nilson Gonçalves e o Deputado Wilson Vieira. O Deputado Francisco de Assis não pôde se fazer presente, mas temos o entendimento de que é preciso solucionar o quanto antes essa situação vexatória por que passa o bombeiro voluntário.
Sabemos que uma instituição como a de Joinville tem o respeito de todo cidadão joinvilense, pois é uma instituição centenária da qual o meu bisavô fez parte. Ele foi um dos integrantes da fundação dessa corporação. E hoje sabemos da condição difícil que passam, em função da falta de certificação, não estando legalizados para estar contribuindo com as suas atividades junto ao cidadão, junto à comunidade joinvilense.
Eu teria outros assuntos a abordar, mas farei em seguida, no horário do Partido.
Muito obrigada!
(SEM REVISÃO DA ORADORA)