18ª Sessão - 14/02/2006
O SR. DEPUTADO FRANCISCO DE ASSIS - Sr. presidente, colegas deputados, funcionários desta Casa, nossas policiais que estão hoje em grande número prestigiando esta sessão, demais convidados, servidores públicos, imprensa que nos acompanha, ninguém podia imaginar, seis meses atrás, que alguma revista de repercussão nacional pudesse trazer na capa, como está trazendo esta semana a revista Época, o presidente Lula com a seguinte frase: "Quem disse que ele estava morto." E dentro da matéria, nas páginas centrais desta mesma revista, consta o seguinte: "Ele decolou".
Contra todos os prognósticos, Lula se tornou o grande favorito nas eleições presidenciais deste ano. Estou falando isso porque os nossos adversários ou inimigos, como queiram, procuraram de todas as formas desestabilizar o governo, atacando o presidente Lula, atacando o governo federal, achando que tinha sido liquidada a fatura, achando que não tinha mais volta e que tudo o que havia acontecido no Congresso Nacional iria desestabilizar a economia e que a conseqüência seria o fim do governo do Partido dos Trabalhadores. Tanto isso é verdade que o ex-presidente FHC disse há pouco tempo: "Vai ser muito difícil Lula ganhar. Eu não queria estar na pele dele."
A pergunta, deputado Onofre Santo Agostini, é a seguinte: quantos gostariam de estar no lugar e nas condições em que está, hoje, o presidente do Brasil, o presidente de todos os brasileiros?
Quero ver a mesma veemência, nesta tribuna, nas falas dos colegas deputados para atacar o presidente. Quero ver como se vão sentir aqueles que irão para a rua pedir voto este ano atacando o presidente da República, atacando o governo federal.
Nós vamos começar a trabalhar agora de forma mais igualitária e mais justa, não na forma como alguns imaginavam de que não teria volta há quatro, cinco, seis meses.
Então, isso é muito importante, muito positivo. E se não bastasse a matéria da revista Época desta semana, temos alguns números da pesquisa CNT/Sensus, que deve ser publicada amanhã nos grandes jornais, que aponta um crescimento enorme do presidente da República, ou seja, cresceu em torno de dez pontos percentuais a sua aceitação na sua luta pela reeleição.
Sabemos todos que o presidente tem até junho para se definir, mas a sociedade brasileira já reconhece, cada vez mais, o esforço do presidente, o esforço deste governo para fazer do Brasil um grande país, um país de todos os brasileiros, do qual nos podemos orgulhar não do governo apenas, mas do país, da pátria em que vivemos.
E neste sentido a pesquisa CNT/Sensus, a qual deverá ser publicada amanhã, vai mostrar com clareza essa opinião do povo brasileiro. O Lula, segundo a última pesquisa, que tinha em torno de 37% das intenções de voto, passa para 47,6%. E, segundo essa mesma pesquisa, ele, além de ganhar de todos os candidatos no primeiro turno, ganha também de todos os candidatos no segundo turno, independentemente de quem seja o seu opositor.
Então, essa é a demonstração clara de que estávamos e estamos no caminho certo e que estamos percorrendo o caminho da justiça social para o nosso país.
E se não bastasse, começamos a receber, creio que todos os deputados estão recebendo também, e-mails e mais e-mails de apoio e de solidariedade ao governo federal. E um dos e-mails me chamou a atenção, o qual faço questão de partilhar com os meus colegas deputados, com as pessoas que estão aqui nos acompanhando. O e-mail que recebi é de Jucéria Zibell e ela o encaminhou para muitas lideranças políticas, fazendo comparações de alguns números, para não deixar dúvida da política correta que nós estamos adotando.
Ela coloca o seguinte:
(Passa a ler)
"Treze comparações para se pensar.
1 - Médias da balança comercial (bilhões de US$)
- FHC (PSDB) (1995/2002): - 2,442
- Lula (PT) (2003/2005): + 34,420 (recorde)
2 - Superávit comercial (bilhões de US$)
- FHC (1995/2002): - 8,7 (déficit)
- Lula (2003/2005): + 103,0 (superávit)
3 - Risco-País PTS
- FHC (Jan/2002): 1.445
- Lula (Jan/2006): 290 (recorde)"
Hoje temos o menor índice. Hoje, terça-feira, 14 de fevereiro de 2006, podemos comemorar o menor índice do risco país, ou seja, aquele índice que mede a confiança dos estrangeiros em relação a nossa economia e a nossa estabilidade.
(Continua lendo)
"4 - Juros
- FHC (Jan/2002): 25,00%
- Lula (Jan/2006): 18,00%
5 - Inflação
- FHC (2002): 12,5%
- Lula (2005): 5,7%
6 - Dólar R$
- FHC (Jan/02):3,53
- Lula (Jan/06): 2,30
7 - Ranking do PIB Mundial (PPP) (trilhões de US$)
- FHC (2002): 1,340-> 10º
- Lula (2004): 1,492->09º
8 - Bovespa PTS
- FHC (Jan/02): 11.268
- Lula (Jan/06: 35.223 (recorde)
9 - Dívida Externa (bilhões de US$)
- FHC (2002): 210
- Lula (2005): 165 - E caindo mês a mês...
10 - Dívida com o FMI e com o Clube de Paris em dólar
- FHC (2002): os caloteiros do PSDB e PFL sumiam com o dinheiro e não tinham coragem de falar o valor da dívida
- Lula (2005): 0,00
11 - Salário Mínimo (US$)
- FHC (2002): 56, 50
- Lula (2005): 128,20
12 - Desemprego
- FHC (2002): 12,2%
- Lula (2005): 9,6%
13 - Taxa Abaixo da linha de Pobreza
- FHC (2002): não tinham capacidade para controlar mais este índice que, segundo dados, ultrapassavam os 35%
- Lula (2004): 25%." [sic]
São questões relevantes e há ainda no texto dessa senhora ou dessa moça que nos enviou esse e-mail outras questões para ponderarmos.
Então, com esses números, com esse breve relato, tenho certeza de que poderemos mostrar com muito mais clareza as grandes diferenças, quando compararmos os oito anos da época de Fernando Henrique Cardoso e do PSDB com os quatro anos do governo Lula. Isso vai ficar muito claro e evidente quando fizermos um comparativo, através desta Casa, da televisão e dos jornais por este país afora, do que foram os oito anos de desastre, de entrega das empresas públicas, da venda do patrimônio deste país no governo passado com a forma como o governo atual recuperou a economia e está repartindo o bolo, algo que no governo passado era impossível de fazer.
Sempre se discutiu que o bolo tinha que crescer para depois repartir. Nós estamos num outro caminho, estamos repartindo e mesmo assim o bolo vem crescendo.
Eu entendo que essa é a forma justa de distribuir a riqueza deste país e que a justiça social feita por este governo está sendo reconhecida pela maioria do povo brasileiro, que não se deixou abalar por questões de corrupção envolvendo o Congresso Nacional, porque sabe que o presidente deste país é um homem íntegro, sério e quer o bem do povo brasileiro.
Essas são as diferenças e nós, do Partido dos Trabalhadores, com aqueles que estiverem conosco, vamos ter a honra, o prazer de falar alto e bom som para toda a sociedade brasileira por que este governo deu certo e por que precisamos governar este país, não apenas por oito anos, porque o projeto que o Brasil precisa é duradouro, uma economia sólida; e que não sejam apenas pacotes econômicos, como vimos no passado, que melhoravam durante um período e depois voltava tudo como era antes e muitas vezes pior do que era.
Este é um governo sério, duradouro e que está sendo reconhecido, graças a Deus, por todos ou pela grande maioria do povo brasileiro, principalmente, deputado Joares Ponticelli, pelas classes mais pobres, que estão sentindo em casa, na sua família o reconhecimento deste governo e as políticas sociais que ele está fazendo.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)