28ª Sessão Ordinária - 29/04/2003
O SR. DEPUTADO EDUARDO CHEREM - Sr. Presidente, Sras. Deputadas e Srs. Deputados, ocupo a tribuna para dizer que, ao estudar, na semana passada, um pouco sobre a Constituição Estadual, Deputado Celestino Secco - V.Exa. que disse, em nossa primeira reunião da Comissão de Turismo, que aquela Comissão teria tantas vidas quantas lhe der o Sr. Presidente - surpreendi-me ao constatar que não existe na Constituição do Estado de Santa Catarina um capítulo referente às questões do turismo.
Confesso que quase que essa minha vasta cabeleira ficou em pé quando, procurando umas páginas da Constituição, nada descobri a respeito das questões do turismo catarinense.
Temos aqui vários Deputados do nosso Litoral que sabem da importância de termos amparado pela nossa Constituição matéria relevante ao turismo e que cada vez mais o Estado de Santa Catarina, está provado, está-se tornando um verdadeiro parque temático de todas as origens, de todas as raças, de todos os povos e de todas as qualidades do turismo.
Temos aqui os representantes da Serra - os Deputados Sérgio Godinho e Antônio Ceron -, que sabem da importância que é o turismo na Serra catarinense, hoje.
Temos aqui os Deputados do Vale, de colonização multiética, que fazem com que o agroturismo, o turismo ecológico seja cada vez mais uma realidade nesses Municípios, muitas vezes com as suas economias estagnadas, estranguladas.
Temos aqui os Deputados da região Norte do Estado, da região de São Francisco do Sul, da região Sul, da região da Laguna. E sabemos da importância e o que representam São Francisco do Sul e Laguna para a história catarinense e para a história do turismo catarinense e para a história brasileira.
Temos aqui também os nossos Deputados que representam a região do Vale do Rio Tijucas, da região de Brusque, como eu, o Deputado Rogério Mendonça e Paulo Eccel, e sabemos também da importância do turismo religioso, que tanta ênfase tem dado nos últimos anos.
Mas não posso admitir jamais que não tenhamos amparado em lei, na Constituição do Estado, um capítulo referente a isso.
Por isso gostaria de, e vou colocar este assunto, amanhã à tarde, na Comissão de Turismo e Meio Ambiente, na qual fiz um requerimento, pedir aos Srs. Deputados da Comissão para que façamos um estudo a respeito de um projeto de emenda constitucional, a fim de que possamos, na nossa Constituição do Estado, ter um capítulo inerente à questão do turismo.
Um outro assunto, Sr. Presidente, que me traz à tribuna diz respeito ao comentário, à crítica feito pelos Deputados que fazem parte da Bancada da Oposição sobre a questão do recurso de um projeto do Balé Bolshoi.
Sempre tenho dito que muitas vezes as aparências enganam. Às vezes uma fruta pode estar com a casca não muito bonita, não muito apresentável, mas temos que analisar o seu conteúdo.
Não tenho dúvida da importância, quem conhece o Balé Bolshoi, e eu não sou um expert no assunto, do pouco que pude presenciar na alegria daquelas crianças, na alegria daquelas famílias que podiam estar em outra situação, hoje, completamente diferente da que estão hoje, Srs. Deputados Francisco de Assis e Wilson Vieira, que são da cidade de Joinville, do projeto do Balé Bolshoi.
Aquilo não é despesa; aquilo é um investimento no presente e no futuro às nossas crianças, pelos menos àquelas crianças que não têm condições de pagar uma escola particular de dança, que não têm condições de pagar uma escola particular de ginástica, que não têm condições de desenvolver um trabalho social, de terem uma posição pela frente, de terem condições de receber educação.
Então, quando escuto um determinado Deputado fazer uma crítica sem saber o real significado do Balé Bolshoi, digo que temos que analisar o seu conteúdo de forma profunda, a sua razão social.
Portanto, Sr. Presidente e Srs. Deputados, não tenho dúvida de que, com certeza, vamos defender, sim, de cabeça erguida, o projeto da grandeza do Balé Bolshoi.
Que sirva de exemplo, como está servindo, hoje, para o Brasil todo e também para o Estado de Santa Catarina.
Então, creio que ele é importante. Vamos fazer uma crítica, mas vamos, primeiro, analisar para que serve essa crítica.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)