Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Sandro Silva

88ª Sessão Ordinária - 07/08/2012

O SR. DEPUTADO SANDRO SILVA - Sr. presidente e srs. deputados, acontece neste momento a assembleia da Busscar, no centreventos Cau Hansen, mais um capítulo de uma das grandes empresas deste país, que tanto bem fez por nossa cidade e pelo Brasil. Essa questão se arrasta há vários anos, com problemas de dívidas trabalhistas com seus empregados, não podendo estar produzindo e levando para todo os lugares do mundo os seus ônibus.

A Busscar é admirada no país inteiro pela qualidade dos seus ônibus. Os clientes gostam porque a empresa customiza, faz do jeito que o cliente quer. Então, os ônibus eram feitos de forma única e quem comprava na empresa sente falta disso. Hoje a Busscar arrasta a sua produção fazendo apenas um ônibus por dia, quando muito dois ônibus por dia. Uma empresa que já teve quatro mil empregos diretos. E para cada emprego direto, gerava quatro empregos indiretos em Joinville e cidades vizinhas. Inclusive quando fui a Bogotá, vi ônibus da Busscar rodando. E estamos presenciando a Busscar realizando mais uma assembleia para tentar recuperar a empresa. Estão tentando dar ações da Busscar aos trabalhadores para que possam vender mais a frente. Até podem pegar, mas há o temor de que mais para frente não irão valer muito.

Então, torcemos para que os funcionários das empresas Tecnofibras e Climabuss possam encontrar uma saída para recuperar a empresa.

Quero falar também, sr. presidente, que ontem as empresas de ônibus de Joinville apresentaram um diagnóstico referente ao que foi o transporte coletivo entre 2000 e 2010. E esse diagnóstico é muito interessante, porque eles vão apresentá-lo aos candidatos a prefeito para mostrar quais são os caminhos que devem ser tomados para que o transporte coletivo de Joinville ganhe qualidade e continue com o caráter social, que é transportar aquelas pessoas que têm menor poder aquisitivo, aquelas pessoas que não podem comprar um carro, mesmo com incentivos dados pelo governo federal.

Esses incentivos do governo federal oferecidos ao transporte individual, acabam prejudicando justamente aquelas pessoas que não podem adquirir um automóvel e precisam utilizar o transporte coletivo, arcando com o ônus causado por aquelas pessoas que acabam saindo do transporte coletivo.

O transporte coletivo em Joinville, de 2000 a 2010, teve um decréscimo de passageiros de 26%, deputado. Vinte e seis por cento dos passageiros migraram do transporte coletivo para o individual. O que isso quer dizer? Isso quer dizer que as pessoas que ficam no transporte coletivo acabam pagando uma passagem um pouco mais cara porque a demanda do transporte coletivo está caindo.

Então, qual a saída sugerida pelas empresas? Seria aquilo que vemos em todos os lugares e que tem dado certo. A implantação dos corredores de ônibus para que a velocidade do transporte coletivo possa aumentar. Assim, as pessoas acabariam saindo do transporte individual, que já não consegue ter tanta mobilidade, e iriam para o transporte coletivo. Quando a demanda do transporte coletivo for maior, o executivo municipal poderá tornar a passagem mais barata. Assim nós poderemos avançar uma pouco mais.

Mas enquanto a velocidade média do transporte coletivo não for aumentada e os corredores de ônibus não forem implantados nas grandes cidades, vamos viver o que vivemos, que é essa lentidão nas cidades.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)