74ª Sessão Ordinária - 03/09/2015
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Quero cumprimentar o nosso presidente, saudar o líder do governo, saudar os srs. e sras. deputadas e também os visitantes que hoje vem a este Parlamento, quero saudar todas as pessoas que vieram prestigiar o Parlamento nesta manhã.
Gostaria de fazer algumas considerações que entendo necessárias. Santa Catarina viveu por muitos anos uma diminuição no número de pessoas que vivem nos pequenos municípios, uma vez que elas saiam para os grandes municípios atrás de oportunidades. Vendiam um pedacinho de terra e se jogavam. Mas as coisas acabavam não dando certo. Por fim, construíam suas casinhas na beira das estradas. Essa era uma realidade que acontecia até uns anos atrás. Havia favela em todo canto.
Até que em 2002, o saudoso Luiz Henrique da Silveira, com sua visão extraordinária, entrou numa candidatura quase impossível de ganhar. E, com o projeto da descentralização, ganhou a eleição para governador do estado de Santa Catarina. Na prática, começou a abrir as secretarias nos quatro cantos do estado de Santa Catarina.
De lá para cá, não vemos mais as pessoas deixando os municípios pequenos atrás de oportunidades melhores nos grandes municípios. As favelas desapareceram. A descentralização fez com que Santa Catarina crescesse como um todo. Novas empresas se instalaram nos quatro cantos do estado, trazendo oportunidades de emprego. Por isso hoje há um equilíbrio nas contas do governo. Santa Catarina é um dos principais estados da federação.
Temos a honra e o orgulho de dizer que tudo o que foi realizado nos governos de Luiz Henrique da Silveira tem continuidade hoje no governo de Raimundo Colombo, que vem continuando as obras e dando condições para que o estado esteja equilibrado e desenvolva-se. Esse é o estado de Santa Catarina. E temos o orgulho de dizer que é o melhor estado da federação, fruto de muita dedicação, responsabilidade e lealdade com o povo catarinense.
Santa Catarina precisava desse choque do desenvolvimento. A minha região era considerada pobre, como a região serrana. E hoje estamos colhendo os frutos do trabalho dos parlamentares que se uniram para buscar solução para a região. Temos o porto de Imbituba que é um dos mais seguros do estado, o aeroporto de Jaguaruna que já está operando e a BR-101. Esse é o tripé do desenvolvimento da região sul do estado.
Sabemos que a região serrana também está recebendo muitos investimentos. E assim teremos um estado equilibrado, com todas as regiões desenvolvidas. Sabemos perfeitamente que estamos a passos largos tentando estabilizar as regiões que ainda têm problemas. Por isso posso dizer que o governo de Luiz Henrique da Silveira ficou marcado na história, talvez inesquecível para muitos, como um governo sério, dedicado à ética, que zelou pelo bem estar de Santa Catarina.
Vivemos alguns momentos importantes. Estou no sétimo mandato e passei por muita coisa. Tive momentos de dificuldades e superamos sempre. Nesta Casa, com 32 anos de vida pública, nunca tive uma vírgula que me desabonasse. Sei que é obrigação de um homem público ter linha, ética e respeitar o dinheiro que gera o desenvolvimento do estado de Santa Catarina.
Então, temos uma missão muito espinhosa, difícil. Enfrentamos as dificuldades quando vêm as eleições. Mas me orgulho em poder andar de cabeça erguida, olhar nos olhos das pessoas e cumprir a minha missão. Às vezes exagero. Uma vez fechamos a BR-101 das 6h da manhã às 16h da tarde. Precisamos ter muita coragem. Em outro momento, na ponte de Cabeçuda fechamos o trânsito das 9h às 15h. E não posso esquecer-me de dizer que a RBS deu toda a cobertura, inclusive com helicóptero.
Quando fizemos uma caminhada de 348km de Osório até Palhoça, tínhamos assumido o compromisso de fechar a rodovia por tempo indeterminado. O saudoso Luiz Henrique da Silveira foi para lá, mas antes marcou audiência com o presidente da República e com o ministro dos Transportes, e aí não tinha razão o fechamento da rodovia. Na terça-feira seguinte fomos a Brasília na época e o Lula assumiu o compromisso da ordem de serviço para a BR-101. Saímos de lá realizados porque lutamos por resultado. Mas o compromisso de realizar a obra em quatro anos não foi cumprido, e nem em oito anos.
Agora a obra está quase concluída, mas ainda tem dois gargalos. O principal gargalo é o Morro do Formigão. Hoje, a ponte Anita Garibaldi é a ponte mais linda do Brasil. Lá está tudo resolvido. Agora, precisamos concluir a obra do túnel. Não podemos esquecer que o projeto contempla o Morro dos Cavalos com um túnel, mas por enquanto conseguimos apenas a quarta pista. Mas ali se precisa de um túnel. E precisamos ficar batendo nessa tecla para que as autoridades não se esqueçam dos compromissos assumidos e do projeto, que é de primeiro mundo, mas como tenho dito a obra não ficou de primeiro mundo. A obra ficou muito ruim, o asfalto é de péssima qualidade, e hoje está sendo reformada quase toda a BR-101.
Não culpo nenhum governo, mas culpo a empresa fiscalizadora que ganha para fiscalizar. E o que estão fazendo? Será que estão se beneficiando?
Como é que uma empresa que ganha só para fiscalizar a espessura e a qualidade do asfalto e depois deixam fazer uma obra que não tem qualidade?
Então é muito difícil. A vida pública é muito difícil. E hoje cada vez pior. Mas a população cobra do parlamentar e o parlamentar tem que cobrar ações do governo.
Por isso o Parlamento de Santa Catarina - e eu que tenho todos esses mandatos com orgulho porque seja do governo ou seja da oposição de uma atuação brilhante aqui neste Parlamento - fica honrado em saber que faço parte deste Colegiado com tanta expressão de luta e trabalho.
Ontem tivemos aqui uma audiência pública, uma das maiores que tivemos nos últimos tempos - quer dizer, é assim que o Parlamento de Santa Catarina tem dado resposta ao povo - agora temos muito, o que chorar e o que reclamar porque a ministra na época, Ideli Salvatti, há um ano e três meses entregou uma ordem de serviço para fazer a Serra da Rocinha.
A Serra da Rocinha é federal, é a BR-285. E essa ordem de serviço quem ganhou a licitação foi a Setep, uma grande empresa de Criciúma. Compraram equipamentos todos novos e modernos para realizarem a obra. Foi entregue a ordem de serviço há um ano e três meses e não foi colocada em prática, porque não veio à decisão financeira para colocar em prática. E estamos lá naquela agonia.
O estado não cuida porque é federal, o federal não faz porque é lá numa ponta no estremo sul de Santa Catarina. E a população passando trabalho, sofrendo... aqueles caminhoneiros que buscam madeira lá da região serrana, eles têm que pagar todos os pecados. E façam ideia do que nós sofremos, os palavrões que são ditos, à classe política, até parece que somos cúmplices! Mas nós defendemos, nós lutamos, o que nós não podemos é enganar o povo e sermos enganados. E isso vem acontecendo a cada instante.
Então por isso hoje a nossa região cresceu, é verdadeira. Os nossos 20% do Parlamento que representa a região sul está mais do que nunca unido, para buscarmos alternativas do desenvolvimento da região, gerando emprego e renda, gerando qualidade de vida, que norteia a nossa vida, o dia a dia aqui no Parlamento.
Por isso hoje eu quero registrar e marcar os momentos anteriores e os que vivemos hoje. Um momento que nós podemos fazer uma colheita de muito trabalho, de muita dedicação, de muita responsabilidade, mas de muita lealdade a toda região e a Santa Catarina.
Então, quero aqui deixar esse registro porque tudo o que eu falei é real. Não tem uma vírgula que possa desabonar o que falei, porque eu luto com trabalho, eu luto em cima de resultado. O povo vota em um político não é porque ele tem bastante cabelo ou não tem, ele vota em um político para buscar resultado. E quando não busca resultado é mais um que frustrou a população.
Por isso nós temos que trabalhar em cima de resultado. O povo aguarda isso de nós. E nós estamos fazendo isso aqui em Santa Catarina.
Por isso estamos muito felizes com o governo que temos, para continuar de passos largos, realizando as obras que são fundamentais para criarmos estruturas e infraestruturas em Santa Catarina e continuarmos esse estado de qualidade que orgulha o povo de Santa Catarina.
Muito obrigado, sr. presidente!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)