60ª Sessão Ordinária - 15/08/2007
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, sra. deputada, srs. deputados, servidores deste Poder Legislativo, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, imprensa e demais pessoas que nos acompanham nesta sessão.
Gostaria, primeiramente, de justificar a minha ausência na segunda parte da sessão do dia de ontem. Por motivo de doença na família, ausentei-me por volta das 15h30min, devido ao chamado dos médicos da Unidade de Transplante de Médula Óssea, que fica no Hospital Celso Ramos, em virtude de uma irmã que tem leucemia e que se encontra em coma induzido na UTI daquele hospital.
De sorte que foi esse o motivo de não ter sido possível acompanhar a Ordem do Dia da sessão de ontem.
Queria registrar também, pela segunda vez, que na próxima sexta-feira, dia 17 de agosto, vai acontecer nesta capital uma reunião da diretoria da Aprasc, que vai discutir, entre outros assuntos, a questão salarial na Segurança Pública e a necessidade de buscarmos a integralização do pagamento, a parte que ainda não foi cumprida da Lei n. 254.
Então, já faz três meses que os praças vieram até a capital e como existe uma pergunta sem resposta ao longo desse tempo, vai haver esta reunião na próxima sexta-feira e estamos, como dever de ofício, informando que os praças estarão nas próximas semanas voltando às ruas para reivindicar o que lhes é de direito, juntamente com os policiais civis, os agentes prisionais e os monitores de menores infratores.
A questão salarial na Segurança Pública é fácil de resolver. É preciso encaminhamento, vontade política e determinação.
Aqueles mesmos praças que no dia 17 de outubro do ano passado, em grande quantidade, estiveram aqui na capital; a imensa e esmagadora maioria que levantou a mão em apoio ao então candidato a governador, Luiz Henrique da Silveira, está voltando quase um ano depois às ruas, para dizer que querem o cumprimento dos acordos daquela manhã de outubro de 2006.
Por último, srs. deputados, sras. deputadas, telespectadores da TVAL, você que está nos ouvindo, quero fazer um convite para que, na noite de hoje, a partir das 18h30min, participem de um seminário que está sendo realizado neste Poder Legislativo para discutir e encaminhar o plebiscito popular pelo cancelamento, pela anulação do leilão de privatização da Companhia Vale do Rio Doce.
A Companhia Vale do Rio Doce foi privatizada em maio de 1997 pela bagatela de 3,3 bilhões de reais quando já valia, na época, naquilo que era possível calcular, 93 bilhões de reais, ou seja, a Vale valia 28 vezes mais do que o valor pelo qual foi vendida. Existem várias irregularidades já apontadas no leilão de privatização da Vale pela justiça federal, há mais de 100 ações populares na Justiça, algumas delas com ganho de causa, é claro em recurso, para que o leilão seja cancelado.
A Vale do Rio Doce possui atividades em 14 estados da federação, tem nove mil quilômetros de estradas de ferro, deputado Manoel Mota, dez portos, trabalha nos cinco continentes, tem riquezas que não dá para calcular e foi entregue praticamente de graça para os monopólios privados, para capital estrangeiro. E hoje vai haver essa reunião para discutir esse assunto para a qual convidamos todos.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)