43ª Sessão Ordinária - 24/05/2007
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente, sras. deputadas e srs. deputados, quero registrar a satisfação e alegria que estão vivendo o governador Luiz Henrique da Silveira e sua equipe, o secretário da Agricultura, o pessoal da Cidasc, os engenheiros daquela área, os agrônomos, os técnicos.
Licenciado do governo, Luiz Henrique da Silveira, recebe hoje em Paris o certificado oficial da Organização Mundial de Saúde Animal - OIE - que estabelece o nosso estado como área livre da febre aftosa sem vacinação. A entrega estava marcada para amanhã, mas foi antecipada para hoje por decisão da OIE.
Então, Santa Catarina se prepara para que os empresários que exportam carne bovina, carne suína e de frango, cada vez mais possam desenvolver-se nas várias regiões de Braço do Norte, da Amrec, do Amesc e no oeste de Santa Catarina. Então, acredito que seja um momento ímpar para o nosso estado, sabermos que estamos livres para exportar todo o nosso produto, dando sustentação ao grande trabalho da agricultura catarinense e brasileira.
Eu tinha um tema importante para abordar aqui, que são os acessos de chegada à nossa capital. Não dá mais para chegar à capital, pois às 8h30min, 9h a fila já está na BR-101. Então, não vai resolver só o trabalho de ponte. Não, é preciso duplicar os acessos, é preciso achar alternativas. Só a ponte não resolve o problema de Florianópolis. A grande verdade é que precisamos fazer uma audiência pública, trazer a área federal e estadual para discutir o acesso à capital, pois o atual acesso não comporta mais o tráfego. Podem fazer mais uma ponte ou duas, mas se não fizerem a ampliação dos acessos, das vias expressas, é evidente que não será suficiente. Não dá para marcar hora, se a pessoa tiver uma consulta médica está perdida; se tiver um compromisso marcado aqui, não chega; se tiver uma comissão não chega.
Nós, principalmente, que somos do sul, que já viemos pela BR-101, não há como marcarmos horário porque o tráfego está impossível por causa da duplicação. Quer dizer, a todo instante há mudanças por causa da duplicação, mudam os retornos, paralisam o tráfego, são máquinas trabalhando, há buracos. Evidentemente quando se duplica uma rodovia isso acontece e não dá mais para marcar nenhum horário. E quando se chega, leva-se mais uma hora da Via Expressa até chegar à ilha. Quer dizer, mais uma ponte é necessária, mas é preciso também ampliar os acessos para chegar até a capital.
Então, é necessária a construção de mais uma ponte? Sim. Mas também é necessário ampliar a Via Expressa e os acessos à ilha. Nós precisamos encontrar uma solução, pois essa é a capital dos catarinenses, a nossa capital. Por isso, todo parlamentar tem a responsabilidade, seja ele de onde for, de ajudar a achar uma solução para que possamos receber os turistas com dignidade, porque quem vem aqui fica uma hora no trânsito sendo xingado e passando trabalho com a sua família. Daqui a pouco não vem mais ninguém para cá!
Temos os gargalos levantados aqui pelo deputado Marcos Vieira, que são verdadeiros. Então, é preciso tomar medidas fortes, mesmo sabendo que o dinheiro é pouco. Por isso, temos que trabalhar em cima de pontos importantes, para que o usuário possa usufruir a nossa bela e linda capital do estado, que é Florianópolis.
O Sr. Deputado Décio Góes - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Pois não!
O SR. Deputado Décio Góes - Deputado Manoel Mota, levantar essa questão dos acessos à ilha é importante. Não só os acessos à capital, mas a circulação dentro da própria capital é preocupante.
Foi proposta do deputado Professor Grando - e a comissão de Turismo e Meio Ambiente está convidando para ser parceira com a comissão de Transporte e Desenvolvimento Urbano - depois do recesso parlamentar fazermos uma audiência pública com os governos estadual e federal, com a comunidade e com a prefeitura de Florianópolis com o seguinte tema: A Ponte Hercílio Luz, elo para o futuro. A idéia é que a ponte possa ser, nessa reforma e nessa revitalização, aproveitada com um metrô. Queremos também discutir o transporte marítimo porque há um potencial muito grande e pode resolver bastante o trânsito na capital.
Então, nesse sentido, queremos v.exa. como parceiro para fazermos esse grande debate, nesse segundo semestre na Assembléia Legislativa.
O Sr. Deputado Sargento Amauri Soares - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Quero, primeiramente, agradecer ao deputado Décio Góes o aparte e incorporá-lo ao meu pronunciamento. Concedo o aparte a v.exa., deputado Sargento Amauri Soares, mas peço que seja breve, pois quero fazer um outro comentário importante também.
O Sr. Deputado Sargento Amauri Soares - Vou na linha do deputado Décio Góes e na linha da manifestação de v.exa. para parabenizá-los, porque essa tem que ser uma preocupação do estado.
A respeito do transporte rodoviário, penso que vamos ter que fazer uma duplicação e mais uma ponte a cada cinco anos. Então, é muito mais econômico, racional e importante para o meio ambiente, usarmos o transporte marítimo ou a possibilidade do metrô. Se conseguirmos fazer isso, em breve vamos poder passear de bicicleta por estas duas pontes.
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Srs. deputados, algumas pessoas, às vezes, perguntam-me por que tive tantos mandatos e se tenho alguma afinidade política com o passado.
Então, rapidamente, vou dizer por que estou na vida pública. Com 13 anos eu fui júnior do Grêmio Futebol Porto-Alegrense. Aí me mandaram em casa para assinar os documentos, estudar e ficar no clube; mas eu acabei quebrando a clavícula e mandaram-me embora. Mas a verdade é que fui dez anos do Grêmio, esse time que dá muita alegria, que perdeu de 3x0 para o Caxias, mas na volta ganhou de 4x0 e foi campeão.
O Sr. Deputado Professor Grando (Intervindo) - O senhor saiu direto de Sapiranga, de Meleiro, hein!
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Direto de Sapiranga, v.exa. sabe disso.
Mas, como eu ia dizendo, o Grêmio perdeu de 1x0 para o São Paulo e ganhou de 2x0 em Porto Alegre e continua na nossa Copa América. Perdeu de 2x0 para o time do Uruguai; ganhou de 2x0, gols de pênalti. Então, esta é uma razão, pois fui dez anos cônsul do Grêmio e tenho muita afinidade.
Mas onde estou querendo chegar? Quero falar um pouquinho da garra, da determinação do nosso time da capital, do Figueirense! Ontem, com mais de 60 mil pessoas torcendo pelo Botafogo, o time do Figueirense recebeu, jogou um pouquinho mais atrás, tomou o primeiro gol, tomou o segundo; poderia ter ido para os pênaltis; mudou, colocou mais um atacante e foi para frente. Time de garra, de determinação! Acompanhamos ponto por ponto: na hora certa fez o gol que garantiu, mesmo levando o terceiro gol, um lugar na final para disputar a Copa do Brasil contra o Fluminense!
Então, ontem Santa Catarina viveu um momento importante do esporte, porque o Figueirense é um time importante da nossa capital. Se me disserem que sou torcedor do Figueirense, eu direi que sou simpático ao Figueirense, mas é Santa Catarina mostrando que nós também temos condições de ter time disputando a Copa do Brasil. Ontem o Figueirense orgulhou todos os catarinenses porque é um time que joga para frente, com orgulho, para buscar resultados e por isso vai disputar a Copa do Brasil. E o Fluminense que se cuide, porque ele irá trazer o título para Santa Catarina. Eu senti isso ontem, pois foi um time arrojado, determinado, com um técnico e uma direção competente, que trouxe um grande resultado.
Assim, quero aqui parabenizar o Figueirense, sua diretoria, todos os torcedores e dizer que, como catarinense, fiquei muito orgulhoso no dia de ontem. Parabéns ao Figueirense!
Muito obrigado, sr. presidente.
(SEM REVISÃO DO ORADOR)