26ª Sessão Ordinária - 08/04/2009
O SR. DEPUTADO DIRCEU DRESCH - Muito obrigado, deputado Décio Góes, nosso vice-líder da bancada.
Com certeza, esse raciocínio que o deputado Décio Góes trouxe para a tribuna, neste dia de hoje, e que o deputado Jailson Lima já afirmou minutos atrás, é de um grande momento que vivemos no Brasil. Com certeza, como afirma o nosso grande teólogo, Leonardo Boff, num dos seus 70 livros sobre os mais diversos temas, nós chegamos ao final de um grande ciclo, em que se dizia e falava-se do deus mercado que resolveria tudo. E, estranhamente, a cada momento se levanta essa questão do gasto.
Temos o pensamento enraizado no Brasil de que investir na população pobre, no Bolsa Família, na educação, na criação de novas universidades e escolas técnicas federais, na saúde do povo, na agricultura familiar, é fazer gasto público. Para nós isso é investimento, porque investir no ser humano, no combate à fome e na educação é investimento no futuro, para o Brasil chegar à condição em que hoje o nosso presidente o está colocando, deputado Décio Góes.
Toda a imprensa no mundo, os grandes comentaristas do mundo todo estão falando que a principal personalidade, hoje, no mundo, que o presidente mais popular é o nosso presidente Lula.
Cria-se a condição de o Brasil intervir em grandes negociações internacionais e não só no G-20, que trouxe um tema importantíssimo na questão de regular os mercados. Aonde levarão esse mundo? Os mesmos que provocaram essa crise mundial levarão o mundo ao limite da exploração, da ganância.
O Brasil enfrenta dificuldades? Enfrenta, mas não foi o povo brasileiro nem o atual governo brasileiro que construíram essa crise. Então, como dizia o nosso grande pensador, o nosso grande escritor Leonardo Boff: "O capitalismo está sendo salvo pelo socialismo". Por quê? Porque o povo, os trabalhadores do mundo, com o dinheiro público dos estados nacionais, estão salvando as economias no mundo com trilhões e trilhões de dólares, de euros, de reais.
Precisa ficar muito claro que o Brasil, com certeza, está num outro momento, num momento de impactos financeiros negativos em muitos setores; principalmente na economia de exportação grandes impactos ocorreram. Mas pior seria se, de fato, elegêssemos no Brasil um governo como o de Fernando Henrique Cardoso, que estava num processo de privatização da nossa previdência pública. Se tivesse dado certo com a empresa dos Estados Unidos, a IG, que estava prestes a assumir a previdência pública no Brasil e que hoje está falindo, o que seria da previdência brasileira? O que seria da previdência do nosso país? Esse, sim, seria um impacto negativo. Mas estamos fortalecendo as nossas empresas públicas, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, a Petrobras, a nossa Previdência Social e tantas outras empresas brasileiras que hoje estão fazendo a diferença para o Brasil enfrentar este momento de crise.
Temos problemas, sim, e concordamos com isso. Os municípios estão perdendo, mas também nunca os municípios no Brasil tiveram tantos recursos como em 2008. O impacto parece ser grande, e é grande, com certeza, se compararmos com o ano passado. Mas estamos construindo políticas públicas com o PAC, com investimentos, na geração de empregos, na educação, na saúde, e o nosso país vai dar a volta por cima neste momento de dificuldade internacional.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)