63ª Sessão Ordinária - 06/08/2009
O SR. DEPUTADO DIRCEU DRESCH - Sr. presidente, eu quero registrar, com muita satisfação, esse momento importante e esse período que foi, com certeza, muito confuso, pois a base exige a nossa presença, como também a Assembleia Legislativa. Essa é a tensão que o parlamentar vive, porque a sociedade, as entidades, as organizações querem que o deputado esteja presente. Por isso o nosso trabalho não é só dentro desta Casa, é também lá fora, junto com a sociedade.
Mas quero parabenizá-la, deputada, e dizer que a relação com v.exa., que é mulher, é muito importante. Eu acredito e tenho convicção de que a sociedade de fato só vai sofre uma transformação se tiver uma participação maior das mulheres em todos os espaços, seja nos sindicatos, seja na política.
V.Exa. falava da sua realidade familiar e a minha realidade é justamente inversa. Eu vivo com quatro mulheres em casa, ou seja, com as minhas três filhas e a minha esposa. Eu tenho também sete irmãs. Então, sempre convivi muito com mulheres e por isso tenho tranquilidade ao fazer essa discussão. Mas o PT de Santa Catarina também trouxe a primeira agricultora para a Assembleia Legislativa, a nossa grande Luci Choinacki, atual presidente do nosso partido.
Quero dizer ainda que esse rodízio parlamentar é fundamental aos suplentes que nos ajudaram a estar aqui, pois damos-lhes a oportunidade de ficar nesta Casa durante um determinado período. Eu também me ausentarei no mês que vem, dando oportunidade, durante 60 dias, ao padre Círio, de São José, que irá ocupar um espaço para sua atuação.
Eu, como líder de bancada, posso ajudar a construir, junto com v.exa., com a sua experiência sindicalista, o trabalho legislativo. Mas a sociedade catarinense precisa ajudar-nos a ter mais pessoas como v.exa., que é sindicalista, que tem uma experiência de luta, de organização para fazer projetos, para fazer leis e ajudar a mudar e a melhorar o estado de Santa Catarina.
Espero que possamos estar juntos numa próxima gestão e que, quem sabe, numa possível aliança v.exa. possa vir a esta Casa como efetiva e dar espaço para os companheiros suplentes que virão junto com v.exa.
Muito obrigado, parabéns e continue firme nessa luta, nessa caminhada, junto com os companheiros do Sinjusc e de todos os sindicatos para melhorar a vida dos trabalhadores catarinenses. Eu imagino que v.exa. irá sentir muito não poder estar aqui para aprovar o piso regional, mas esperamos que o projeto seja aprovado o mais rapidamente possível.
Muito obrigado, presidente, e parabéns novamente a v.exa., deputada Angela Albino.
A SRA. DEPUTADA ANGELA ALBINO - Muito obrigada, deputado Dirceu Dresch.
Sr. presidente, deputado Dagomar Carneiro, gostaria de mais alguns minutos para concluir o meu pronunciamento.
O SR. PRESIDENTE (Deputado Dagomar Carneiro) - Com certeza a palavra está assegurada a v.exa. pelo tempo que desejar.
A SRA. DEPUTADA ANGELA ALBINO - Muito obrigada, presidente.
Sr. presidente, apenas gostaria de agradecer mais uma vez aos que estiveram comigo no gabinete: a Eliana, que está aqui, a Miriam, a Calina, a Joice, o Marcelo e a Ana Cláudia. Particularmente, a esses que estavam todos os dias junto comigo eu quero deixar um abraço muito pessoal. E não é o abraço de política, é o abraço de uma pessoa amiga.
Conheci grandes mulheres e grandes homens nesta Casa, sr. presidente, mas preciso referir-me também à minha casa, que é a Justiça do Trabalho, da qual sou servidora de carreira desde 1988, completando, pois, 21 anos de trabalho. Fiz falta, com certeza, no meu setor, pois há pouca gente para muita demanda. Mas mesmo assim os meus colegas e o meu chefe Gelson Binotto me deram toda a tranquilidade para ficar aqui durante dois meses. O juiz a quem sou vinculada, dr. Gilmar Cavalheri, que também foi um entusiasta, deu-me todas as condições de estar aqui, agora. Eu retorno depois de amanhã à Justiça do Trabalho, à minha casa, onde me criei, fui para lá menina e tive dois filhos. E agora, quando os cabelos brancos começarem a chegar, Eliana, e ainda não chegaram, também lá estarei. Então, retorno à minha casa agora na condição de dirigente da Federação Nacional do Judiciário Federal, que é a federação de todo o nosso país, para poder ajudar na luta dos trabalhadores.
Mas eu não poderia deixar de registrar essa condição de sindicalista e de filiada à CTB - Central dos Trabalhadores do Brasil - e reafirmar, tanto na fala do deputado Dirceu Dresch, quanto na fala do deputado Sargento Amauri Soares, o nosso compromisso com o piso mínimo regional. Vai ser a primeira atividade que construiremos, não construindo a maioria aqui, do outro lado. Tomara que seja uma unanimidade, sr. presidente, que não haja uma maioria, como tristemente vi alguns dias nesta Casa; uma maioria constituída do lado de fora e outra maioria constituída do lado de dentro.
Eu torço para que esse piso mínimo regional dê melhores condições à classe trabalhadora, a fim de impulsionar, inclusive, a economia, e que possamos constituir uma só maioria, a maioria do povo brasileiro, dentro ou fora dessas paredes.
Nessas palavras, sr. presidente, agradeço a sua gentileza, que permitiu que eu concluísse o meu pronunciamento; agradeço a convivência com os parlamentares desta Casa, com todos os funcionários, e não posso esquecer-me do pessoal da técnica e do som do plenarinho, que ficava todos os dias conosco durante o recesso. Agradeço também fraternalmente aos que contribuíram para que esses dois meses honrassem a tradição do PCdoB.
Muito obrigada!
(SEM REVISÃO DA ORADORA)