Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Sargento Amauri Soares

6ª Sessão Ordinária - 17/02/2009

O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente e srs. deputados, sras. deputadas, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, público que nos acompanham nesta sessão, especialmente aquelas pessoas que vieram da região afetada ou que têm interesse no Projeto de Lei n. 0347, da Pinheira, da Guarda do Embaú, de Moretes, de Garopaba, da Palhoça e do vale do Maciambú que estão envolvidas.

Temos discutido aqui esse projeto. Ele não foi votado no ano passado porque não tinha prazo regimental. O prazo regimental venceu no dia 5 de fevereiro, data que poderia ter sido votado e não foi por inércia. É preciso ser dito dessa forma.

Na semana passada, houve uma reunião com os nove líderes, dos nove partidos representados nesta Casa, coordenada pelo presidente da Assembléia Legislativa, quando se decidiu na quarta-feira passada, por volta do meio-dia, que a votação desse projeto será feita no dia 4 de março.

Portanto, não há golpe. Se alguém disse lá fora que havia golpe, postergação ou intenção de não votar, aí, sim, mentiu, porque todos os partidos concordaram em votar no dia 4 de março. Isso precisa ser esclarecido para a população que aqui veio.

(Manifestações das galerias.)

O que defendemos nesta Casa é que esse projeto precisa ser analisado e compreendido profundamente pela população que reside naquela região. As pessoas vivem lá há anos! Sim, há pessoas que nasceram lá, o pai e mãe também nasceram e que estão aqui conversando, tentando entender o que está acontecendo! Essas pessoas têm todo o direito de defender o que pensam, o que querem e o que acham que é melhor para aquela região e para o Parque da Serra do Tabuleiro.

Esta Assembléia Legislativa, ao invés de contribuir para ofuscar o debate com os 40 deputados representando o povo catarinense; ao invés de contribuir para que o debate não se esclareça, criando ainda mais confusão ao invés de esclarecimentos, tem obrigação de sentar e ouvir as pessoas que lá residem durante todo esse tempo, e não ficar criando fantasmas para somar aplausos, votos e talvez alguma outra coisa.

(Manifestações das galerias)

Nós estamos 100% à disposição de conversar com cada uma das comunidades, de discutir o projeto com as pessoas que lá moram, para chegarmos a um consenso sobre o que é melhor para aquela comunidade. É só nos chamar! Mas o que não estamos à disposição é de ser massa de manobra de um projeto enviado para cá a toque de caixa - e é preciso que todas as comunidades entendam -, engavetando o projeto que vocês discutiram. O projeto que as comunidades discutiram foi engavetado e o que veio para cá no segundo semestre do ano passado, em outubro, a toque de caixa, foi outro projeto com interesses econômicos por trás.

(Manifestações das galerias.)

Nós estamos 100% à disposição e votaremos aqui aquilo que a maioria da população da região afetada decidir. O que não estamos à disposição é de interesses outros, de grupos econômicos que pretendem ganhar dinheiro usando a boa vontade das pessoas. Não estamos à disposição da exploração imobiliária!

(Manifestações das galerias.)

(Discurso interrompido por término do horário regimental.

(SEM REVISÃO DO ORADOR)