Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Manoel Mota

19ª Sessão Ordinária - 25/03/2008

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente, srs. deputados e sras. deputadas, como a galeria neste instante está vazia, evidentemente que o deputado Joares Ponticelli não está aqui. Se não tiver galeria para aplaudir s.exa., s.exa. não estará em plenário. Se não tiver galeria para s.exa. poder enganar e mentir, evidentemente que s.exa. não estará aqui para fazer aqueles discursos inflamados. Na verdade, os seus discursos são mais para artista de novela do que para pronunciamento de parlamentar que tem compromisso, ética e comprometimento com a verdade.

Ele disse que o maior roubo de Santa Catarina é a indenização que o governo vai pagar de R$ 1 bilhão. O governador do estado de Santa Catarina falou que o que está tramitando na Justiça nesse valor é o pedágio que haveria até essa época. Quer dizer, está tramitando ainda na Justiça. Mas o deputado Joares Ponticelli, com um pronunciamento leviano, mesquinho, sem ética, sem moral, está tentando descaracterizar um homem de bem, querendo mostrar para a sociedade que é uma pessoa que vive buscando para si próprio alguns benefícios públicos. Mas em nenhum momento da sua história política o governador Luiz Henrique precisou disso, pois é um homem de bem. Ele não quebrou o Besc, ele não pegou R$ 1 bilhão da Celesc, ele não fez nada disso. Quem fez foi o governo do eminente deputado Joares Ponticelli, que tenho chamado de caratoca, que é aquele peixe que belisca e desaparece, que é o que ele faz sempre. Vem aqui, faz o pronunciamento e depois some. Mas lá de cima, com certeza, ele vai olhar, para que tenha um pouquinho mais de responsabilidade e não seja tão leviano em seus pronunciamentos.

Quero aqui colocar uma matéria, para mostrar que alguns professores estão com a memória curta. Até o deputado Joares Ponticelli já esqueceu. Passou por ele e esqueceu.

Eu acho que o governo tem feito de tudo, junto com o secretário da Educação, para contemplar o professor que trabalha e que luta no dia-a-dia preparando uma nova sociedade para o futuro. Portanto, já chegou, com esse último benefício, a 94%, de 2003 para cá. Em agosto vai para 2009%. Vamos procurar no país se algum governador deu um índice mais alto do que esse.

Até quero aqui ler uma matéria muito interessante e chamar a atenção dos telespectadores da TVAL, dos ouvintes da Rádio Alesc Digital, para que fiquem sabendo quem são esses parlamentares que fazem os pronunciamentos fáceis e levianos para buscar aplausos. Só que, esquecem, eles mesmos, do próprio passado.

(Passa a ler.)

"Professores estaduais suspendem a greve", matéria que saiu no jornal "A Notícia", do dia 8 de junho de 2000. Quem é que estava no governo? O sr. Esperidião Amin, líder maior do sr. Joares Ponticelli, líder do governo nesta Casa.

Prestem atenção!

(Continua lendo.)

"Numa assembléia estadual tensa, de mais de três horas, reunindo aproximadamente mil pessoas em Chapecó, o magistério decidiu ontem suspender a greve e retomar as aulas a partir de segunda-feira, apesar de não ter obtido nenhum benefício imediato do governo ou garantia de reajuste, as principais reivindicações em 60 dias de paralisação."

Não deram nem satisfação e tiveram que parar. E prestem a atenção.

"A categoria, porém, vai continuar em 'estado de greve', realizando manifestações e reuniões com pais e alunos, com o objetivo de expor a defasagem salarial dos professores."

Prestem atenção!

(Continua lendo.)

"Pesou na decisão o desconto do salário de grevistas no mês passado" (isso em 2002) "e a possibilidade de novo corte em junho, caso a mobilização continuasse. 'Não é possível reconstruir uma greve sem salários, quando o professor está passando fome, e com o terrorismo que vinha sendo praticado desde o início da semana', completa Marta Vanelli, presidente do Sinte."

Então, significa que as memórias das pessoas estão curtas. Foram 60 dias de greve, penalizaram os professores, descontando todos os dias que eles estiveram paralisados e não deram um centavo sequer. Isso aconteceu no governo do deputado Joares Ponticelli, que veio aqui mentir, enganar, como se tivéssemos a memória curta.

O jornal que publicou essa matéria foi o jornal A Notícia. Eu não estou inventando! Ele, que fugiu do plenário, que venha aqui me desmentir! Está aqui o jornal A Notícia, de 2000. Quem era o governo? Era o governo dele. Quem era o líder? Joares Ponticelli. Eles trataram o servidor público como se trata inimigo. Durante todo o seu último governo, o que eles deram? Deram 28% durante todo o seu governo e trataram o professor com esse descaso que aqui está. Então, é muito prático vir aqui fazer um pronunciamento, quando os professores estão na sua euforia, querendo buscar mais e mais. Eles têm razão, porque merecem, precisam, mas eles têm que ver o que o governo do estado e o secretário da Educação estão fazendo pelo Magistério, pela Educação, aqui em Santa Catarina.

É preciso que a sociedade conheça esse cidadão que se elegeu para defender o povo e que na sua terra não faz isso, porque não levou, mesmo no seu governo, nada para a sua região de Tubarão. E parece-me que os seus projetos na Assembléia Legislativa são muito poucos ou quase nada, porque não apresenta nada para a sociedade.

O povo elege um político para buscar resultado, mas quando não busca resultado é um político que frustra a população. Não adianta vir aqui fazer falsos discursos, como se alguém não tivesse conhecimento de tudo o que se passou no seu governo. Quebraram o Besc, pegaram um R$ 1 bilhão da Celesc e R$ 1 bilhão do Ipesc. Cadê esse dinheiro? Onde está? Do Besc foram R$ 2,100 bilhões. E aí vem aqui fazer maracutaia? Maracutaia é isso que estou apresentando aqui, e foi no seu governo! Maracutaia não existe num governo de bem, num governo sério, num governo realizador, num governo comprometido com a descentralização e com a sociedade catarinense, como o de Luiz Henrique da Silveira e seu vice Leonel Pavan.

Estou cansando de vir aqui fazer a defesa. E vou repensar daqui para frente, mas hoje tinha que vir, porque não posso admitir que pessoas que ontem estavam no governo, que fizeram o que fizeram e, como hoje estão na Oposição, pensam que são santos, querem ser libertados e não crucificados. Mas estamos aqui para falar para que a sociedade conheça quem são os cidadãos de bem e quem são aqueles que querem apenas destruir, que não apresentam nada, porque são vazios e inúteis.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)