61ª Sessão Ordinária - 09/06/2026
DEPUTADA ANA CAMPAGNOLO (Oradora)- Destacou a essência laboriosa da população do estado, cuja força de trabalho se manifesta no mar, na indústria, no campo, no comércio e no turismo.
Defendeu que o povo catarinense possui vocação inata para o empreendedorismo, a geração de emprego e renda, pautando-se pela dignidade e pela independência em relação a subsídios ou assistencialismos governamentais.
Apontou que essa postura voluntariosa diverge frontalmente do modus operandi da gestão centralizadora sediada em Brasília. Segundo a parlamentar, o atual Governo Federal, sob a liderança do Presidente Lula, demonstra distanciamento do setor produtivo, sobrecarrega o cidadão com impostos e expande a máquina pública sem contrapartida em serviços de qualidade, sintetizando o cenário com a máxima: "enquanto o Brasil trabalha, Brasília atrapalha".
Citou a recente proibição da pesca de arrasto de praia em Santa Catarina, ocorrida justamente durante a melhor safra de tainha dos últimos 30 anos. Ressaltou que o setor previa movimentar milhões de reais na economia local, gerando emprego e bem-estar social.
Criticou a decisão do Governo Federal de encerrar a atividade de forma unilateral, sem consulta prévia às comunidades afetadas, o que resultou na aplicação de multas e apreensões contra os pescadores.
Em defesa, evocou o princípio conservador da subsidiariedade, o qual preconiza que as decisões políticas e administrativas devem emanar das bases para o topo, visto que a comunidade local detém o conhecimento real de suas necessidades.
Estendeu a crítica fiscal à situação do comércio e da indústria, exemplificando com o fechamento recente de uma empresa no município de Tubarão, cujo aviso de encerramento atribuía a culpa às políticas do Governo Federal. Argumentou que a extinção de empresas gera impactos humanos profundos, como o desemprego e a perda de perspectivas para a juventude.
Apresentou dados fiscais para ilustrar o desequilíbrio federativo, apontando que, em 2024, Santa Catarina repassou cerca de R$ 140 bilhões em tributos à União, recebendo de volta apenas aproximadamente 4% desse montante em reinvestimentos. Sustentou que o estado sofre punições políticas por nunca ter elegido governos alinhados à esquerda e por registrar indicadores sociais e econômicos de excelência, como alta taxa de empregabilidade e segurança pública eficiente.
Elogiou o Governador Jorginho Mello por ter mantido Santa Catarina como o único estado a não elevar a alíquota geral do ICMS. Destacou a continuidade de investimentos em infraestrutura e educação por meio dos programas Estrada Boa, Estrada Boa Rural e Escola Boa, que garantem a modernização, climatização e segurança das unidades escolares.
Reiterou que Santa Catarina, embora territorialmente pequeno, é um gigante produtivo que não deve aceitar o tratamento de "colônia extrativista" por parte de Brasília. Fez um apelo aos eleitores catarinenses para que rejeitem representantes políticos de perfil progressista e de esquerda, exigindo o cumprimento do federalismo constitucional e o respeito à autonomia do estado.