73ª Sessão Ordinária - 03/07/2012
O SR. DEPUTADO SANDRO SILVA - Sra. presidente, srs. deputados, pessoas que nos acompanham pela TVAL, a minha fala começa com uma boa notícia que li no G1 - Portal de Notícias da Globo, ou seja, que o mês de junho do ano 2012 foi o melhor da história para a venda de veículos. A Fenabrave está comemorando, porque só nesse mês foram vendidos 340 mil automóveis em nosso país, sendo que em 2012 o acumulado já chega a mais de 1,7 milhão de automóveis emplacados no Brasil. Isso tudo é resultado do incentivo do governo federal com a redução do IPI e também com o aumento do poder aquisitivo da população brasileira.
Mas isso, como tudo, tem dois lados. O incentivo para a compra de veículos automotores leva ao entupimento das cidades, causando sérios problemas de mobilidade urbana, porque não há programas sérios para melhorar a infraestrutura urbana para todos os tipos de modal de transporte.
Ainda há outra questão que considero muito grave, que é o grande número de condutores despreparados para enfrentar o trânsito nas cidades, sejam elas pequenas ou grandes. As aulas que recebem nos Centros de Formação de Condutores não são suficientes para colocar condutores capazes nas estradas. Em não raros casos os condutores chegam a agredir-se fisicamente no meio da rua.
Digo isso porque uma notícia veiculada hoje no portal de A Notícia informa que os acidentes de trânsito matam mais do que os crimes em nossas cidades. Morreram em Joinville assassinadas 38 pessoas, ao passo que no trânsito morreram 73 pessoas.
O Código de Trânsito Brasileiro fala que os veículos maiores são responsáveis pela segurança dos menores. Mas não é o que se vê no dia a dia, já que pedestres e ciclistas se vêem em meio a uma verdadeira roleta russa, tentando esquivar-se da morte todos os dias.
É preciso e necessário que todos os meios de transporte vivam em harmonia nas cidades. Respeito ao próximo é o que deve prevalecer nas relações de trânsito. Enquanto isso não acontecer, as pessoas continuarão morrendo e as famílias continuarão chorando.
O importante, o imprescindível e o ideal é que sejam zerados esses números. Isso ocorrerá com políticas sérias, não somente de incentivo à aquisição de veículos automotores, como também com campanhas de conscientização e humanização no trânsito.
Eu gostaria ainda, sra. presidente, de falar sobre um dos orgulhos da nossa cidade, que é a Escola do Teatro Bolshoi. Dois alunos daquela escola, Iuri de Castro e Danúbia Pereira, de 19 anos, foram selecionados para dançar no balé de Salzburgo, na Áustria. Além disso, outros dois bailarinos, Amanda Gomes e Marcos Vinícius, ganharam medalha de ouro em concurso em Istambul.
Assim sendo, quero deixar registrados o nosso orgulho e os nossos parabéns à Escola do Teatro Bolshoi, que está fazendo história no Brasil, mais especificamente em Joinville, que sedia a única filial fora da Rússia.
Gostaria também de parabenizar a nossa atleta Tamires de Liz, de 16 anos, que foi convocada para os Jogos Olímpicos de Londres, onde disputará o revezamento 4 X 100. Ela, que começou com projetos sociais na cidade de Joinville, hoje está desbravando o mundo e fazendo uma grande carreira como atleta.
Gostaria de aproveitar a presença de membros da Abvesc para parabenizar todos os bombeiros do nosso estado, tanto os voluntários quanto os militares, pelo seu dia, que foi comemorado ontem, esses anjos da guarda que protegem e dão segurança às nossas cidades.
Gostaria ainda de fazer o registro da Feijoada do Torcedor Solidário, que aconteceu em Joinville na semana passada. Trata-se de um grupo de torcedores do Joinville Esporte Clube que organiza eventos com vistas a ajudar pessoas carentes. Ano passado arrecadaram durante todo o ano R$ 12 mil, conseguindo comprar 450 cestas básicas para ajudar pessoas necessitadas.
Essa ação está servindo de referência, pois a torcida do Avaí já esteve em Joinville para recolher subsídios sobre essa experiência vitoriosa, que mostra que as torcidas têm um papel fundamental, pois além de torcer por seu time podem ajudar as pessoas carentes.
Era o que tínhamos, sr. presidente.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)