38ª Sessão Ordinária - 07/05/2015
O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, prezados catarinenses que nos acompanham pelos nossos meios de comunicação, quero saudar o policial rodoviário Sérgio Rafael Mellati, a Graziela Maria Casas Blanco e a Yomara Julita Ribeiro, que fizeram esta bela explanação sobre a campanha Maio Amarelo. Cumprimento também o presidente da Fatma, o sr. Alexandre Waltrick, presente nesta Casa, fazendo visitas a alguns parlamentares.
Srs. presidente, hoje havia escrito um pronunciamento sobre a questão da ocorrência da dengue em Santa Catarina, porque a Vigilância Epidemiológica publicou os índices e, naturalmente, há a expectativa de que diminua os casos da doença no estado devido à melhora do tempo. Com a chegada do frio, certamente, irão diminuir os casos da doença e, somadas também as atividades das Prefeituras no combate ao mosquito da dengue.
Mas na condição de líder do PSDB e tendo em vista também a campanha publicitária de ontem do PT e, alías, com quem temos aqui uma boa relação e aproveitando a presença da deputada Ana Paula Lima, quero dizer que não gostaria de falar sobre o assunto na ausência de todos os petistas, mas talvez o partido, enquanto instituição, quando chega à casa dos catarinenses e brasileiros, leva algumas desinformações sobre as quais também não podemos nos calar.
Quem assistiu a propaganda de TV levada ao ar ontem pelo PT deve ter pensado que está vivendo em outro país. Talvez em outra galáxia. Foram dez minutos marcados pela mistificação, aliás, traços que acompanham muito as campanhas dos petistas. O partido está no poder há mais de doze anos e conheço bem a atual postura e a que tinham anteriormente à ascensão ao poder como presidente da República. O PT se apresenta aos brasileiros como se ainda fosse Oposição em nível de governo federal, como não tendo nada a ver com o arrocho dos impostos, com os direitos dos trabalhadores, com a alta da inflação, com o processo de recessão, com o desemprego, enfim, como se não tivesse nada a ver com quem está comandando o país.
(Passa a ler.)
"O partido que protagoniza os mais graves casos de corrupção que se tem notícia no país se fantasia com o arauto da moralidade; na TV o PT esquece que os principais responsáveis pelos avanços da luta contra a roubalheira são as instituições do estado democrático de direito e não o governo PT. O que o partido faz é simplesmente fornecer os corruptos que serão punidos. O partido está levando o Brasil a viver seu pior momento econômico em mais de duas décadas.
Na TV, ao invés de repetir seus números mirabolantes, o PT deixa de explicar por que o país está a cada dia mais paralisado e retrocede como poucos do mundo.
O partido cujo governo promove o maior arrocho dos últimos tempos, tira direitos dos trabalhadores, benefícios sociais e tenta convencer suas vítimas de que os algozes são os outros, numa curiosa inversão de papéis. O PT da TV não é o mesmo que recomenda a aprovação das Medidas Provisórias 664 e 665, que trucida os trabalhadores.
A esquizofrenia, peça publicitária levada ao ar, chega ao ponto de simplesmente ignorar a presidenta da República reeleita pelo partido, Dilma Rousseff, que não tem seu nome citado sequer uma vez em dez minutos de trama, e que aparece na tela por dois brevíssimos segundos, numa postura tão envergonhada quanto sínica.
Cabe ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o papel de protagonista do programa. No PT da TV, Lula é o Lula de sempre, ou seja, não reconhece as instituições, não considera a história, não se preocupa com a coerência nem tem compromisso com nada, exceto com a sua vontade.
Mais uma vez, na sua narrativa, o PT divide a sociedade brasileira entre eles e nós. Mais uma vez apresenta-se como o marco inaugural do Brasil. Ninguém aguenta mais tanta enganação. Tanto quanto o conteúdo exibido pela propaganda levada ao ar ontem à noite o PT é uma farsa do princípio ao fim. Os panelaços que se espalharam pelo Brasil afora são poucos diante de tanta empulhação."
Então, sr. presidente, usei este pequeno espaço, na condição de líder do meu partido, para anunciar que eu acho que a televisão não pode servir de instrumento para levar aquilo que não é real.
E cabe a nós do PSDB ou aos partidos que são testemunhas de todas essas coisas, tantas as boas quanto as ruins, decorrentes de posturas, de lideres, de nós todos, e que, naturalmente, tem maior responsabilidades aquele que detém o maior cargo, como é a Presidência da Republica, aonde chegam o grande volume de recursos, R$ 60%, 70%, hoje, de todos os recursos públicos disponíveis, e que são distribuídos, utilizados através do governo federal.
Essa situação toda no país é decorrente de uma porção de fatores, e o principal, evidentemente, é a postura do governo federal, que passa à sociedade que o governo lidera toda essa situação dramática, que apresenta um Brasil como sendo o pior país, o país que teve o menor crescimento, o pais que teve o pior desempenho, e tudo isso não foi por acaso, foi porque houve erros no comando. Erros esses que não foram por ignorância, por desconhecimento, foram omissões do governo, justamente, para conseguir chegar, no final do ano passado, a um resultado.
Então, levar para as nossas casas, levar para as casas de todos os brasileiros - e nós aqui, os catarinenses, temos maior responsabilidade -, uma imagem de que o Brasil passa por uma situação da qual o governo não tem nada a ver com isso é a nossa indignação. Precisamos avisar os nossos correligionários de que temos consciência disso, reagir e dizer que toda essa situação pode mudar, mas quem tem que fazer alguma coisa, sem dúvida nenhuma, são aqueles que têm maior responsabilidade política e administrativa. No caso, quem está no governo tem a sua maior responsabilidade.
Muito obrigado, sr. presidente!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)