Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Manoel Mota

15ª Sessão Ordinária - 11/03/2015

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente, srs. deputados, neste momento gostaria de fazer algumas considerações.

Com os meus sete mandatos aqui neste Parlamento fiz muitas críticas pesadas, às vezes até radicalizando, como na questão da BR-101, que fechamos umas 50 vezes para fazer o projeto de engenharia e depois a ordem de serviço.

Hoje mal posso acreditar! Às vezes acordo e fico lembrando como o governo contrata uma empresa por milhões só para fiscalizar e uma obra, antes de inaugurar, tem locais de pavimentação asfáltica que já foram recuperados três vezes. Eu não vim aqui para fazer críticas aos empresários que fizeram a obra, temos é que colocar na cadeia quem fiscalizou. Como é que ganhar dinheiro para fiscalizar e não o fazem.

Hoje, há locais na BR-101, trecho sul, que pode soltar o volante e já vai pelos buracos, no meio da pista, nem precisa de motorista. Uma obra que nem foi entregue, porque tem três gargalos. No Morro dos Cavalos, depois de brigarmos com meio mundo, saiu a quarta pista. Mas ali está traçado um túnel, que sequer foi licitado. Depois foi o caso da ponte de Cabeçudas que está demorando muito. Agora, com o atraso do pagamento dos funcionários, não tem quase nenhum trabalhando lá. Estão fazendo de conta que estão trabalhando e a população sofrendo nas filas todos os dias.

Ainda tem em Tubarão o Morro do Formigão. Sabiam que tinha que ser feito o túnel, que já foi feito, mas não tem a segunda ponte, e nem começou a ser feita. Quer dizer, o túnel está pronto, mas não tem a ponte que o liga a BR-101. Isso é um país que não planeja nada. É uma vergonha. Mais um gargalo para estressar os caminhoneiros e os turistas.

Eu queria pedir ao DNIT que tomasse as rédeas na construção da BR-285, na Serra da Rocinha, pois já faz mais de ano que foi entregue a ordem de serviço. As empresas fizeram o canteiro, é um consórcio, mas a obra não começou e ninguém dá explicações se vai ou não ter a obra. É preciso o DNIT tomar pé dessa situação.

Ainda tem a estadual da Praia Grande, que o Deinfra ainda não executou a ordem de serviço. A população está cansada de ser enganada e precisa buscar soluções. Nós temos um governo sério, de decisão, mas a população precisa de respostas.

Há 32 anos de vida pública que trabalho na Barragem do Rio do Salto, que é o principal corredor de abastecimento da região, que está contaminada com a água de arroz. Aprovamos uma emenda para disponibilizar R$ 13 milhões para as desapropriações. Conseguimos! O governador Raimundo Colombo pagou. Conseguimos depois colocar no PAC 1 a quantia de R$ 77 milhões e quando saiu a licença, estava errada e ainda tem mais um problema com a área ambiental. Resultado: descobriu-se que na ponta da barragem tinha um lixão. Tiveram que mudar o projeto. Foi para o PAC 2 e agora, foi para o PAC 3.

Ainda tem o fato de que está sendo desviada uma parte dos recursos, que foi destinado a essa obra. Nós não podemos admitir isso, o sul do estado está sendo penalizado e eu não acredito que o governador, que é um homem honrado, vá deixar isso como está, porque vamos ficar em maus lençóis. O povo está cobrando e a gente precisa clarear essas questões.

Eu até abri mão da Barragem do Rio do Salto para compor a Barragem do Rio São Bento. Depois criamos aqui uma comissão parlamentar, presidida pelo deputado Valmir Comin, para conseguirmos a licença, que não sai. Essa barragem vai garantir o abastecimento de água e a maior produção de arroz irrigado do Brasil.

Por isso, espero que possamos fazer essas mudanças, que são fundamentais. Eu que já estou cansado de tanta luta, às vezes, sou cobrado, alguns dizem: "O deputado luta tanto, mas a obra não vem?" E não virão mesmo! Ficam tirando os recursos que nós arrumamos!

Espero que possamos reverter esse processo, concluir a BR-101, a BR-285, a Serra da Rocinha, a Serra do Faxinal, que já estava sendo feita e por causa de uma perereca parou tudo. A população espera por resposta.

Estamos buscando os resultados para cumprir a minha missão. Espero poder ajudar para que a sociedade seja contemplada.

Todos os deputados do sul estão nessa luta, não há um líder. Então, nós, os oito parlamentares do sul, 20% deste Parlamento, vamos buscar resultado, não interessa o partido. Esse é um momento decisivo para buscarmos o resultado para uma região que produz muito e traz muitas divisas para o governo, que tem a maior produção de arroz de Santa Catarina. Mas agora precisamos da contrapartida. E, com ação, com esse espírito de união, vamos continuar lutando no Parlamento deste estado em defesa do sul de Santa Catarina.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)