28ª Sessão Extraordinária - 19/10/2005
O SR. DEPUTADO NILSON MACHADO - Sr. presidente, srs. deputados, público que nos acompanha nas galerias através da TVAL e da rádio Assembléia, inicio a minha fala um pouco triste ao dizer que Florianópolis, esta semana, perdeu duas grandes personalidades, dois grandes voluntários: o nosso grande amigo Vivi e a nossa querida Lourdes Tancredo. Eles eram duas pessoas magníficas, que faziam um trabalho social muito bonito, que amavam muito Florianópolis e defendiam bastante a terra onde nasceram.
Florianópolis realmente está passando uma semana enlutada. Os florianopolitanos, que conheceram o Vivi e a Lourdes Tancredo, sabem do respeito, do carinho, da significância dos dois para o social de Florianópolis.
O Sr. Deputado João Henrique Blasi - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO NILSON MACHADO - Pois não! V.Exa. sabe que as palavras deste deputado são a pura verdade.
O Sr. Deputado João Henrique Blasi - Deputado, agradeço a oportunidade do aparte.
Muito objetivamente, nesta oportunidade eu não poderia furtar-me de me somar às palavras de v.exa., principalmente com relação à figura de Lourdes Tancredo, com quem convivi intensamente ao longo de cinco anos na faculdade de Direito. E desde aquela época até agora ela sempre se mostrou aquela pessoa voluntária, apegada às causas sociais, amorosa pela cidade de Florianópolis, enfim, uma pessoa daquelas de quem não havia como não gostar.
E, lamentavelmente, de forma prematura e inesperada, acabou falecendo. Mas, por onde passou, ela semeou alegria e felicidade àqueles que tiveram a ventura de com ela conviver. Lembro que, ainda este ano, cerca de um ou dois meses atrás, v.exa. também fez referência a ela, se não me engano, quando falava a respeito do festival do estrogonofe, à frente do qual ela estava, que visava à arrecadação de recursos para uma das alas do Hospital de Caridade. E hoje, mais uma vez, v.exa. - e eu através deste aparte - volta à tribuna para falar de Lourdes Tancredo, agora, infelizmente, para registrar o seu passamento, mas também a alegria que tivemos de ter convivido com essa figura excepcional que ela foi ao longo de toda a sua vida.
O SR. DEPUTADO NILSON MACHADO - Realmente, deputado João Henrique Blasi, quem saiu vitorioso foi o céu, que ganhou Lourdes Tancredo e Vivi, que se uniram a tantos outros filantropos que já se foram. E, com certeza, lá onde ela está, a Lourdes estará passando energias positivas!
Também perdemos, na semana passada, o Clóvis Bornay, uma figura importante do carnaval do Brasil, que morreu aos 89 anos. Foi um homem com muita dignidade e que tinha um prestígio muito grande dentro da cidade do Rio de Janeiro, sendo que abriu as portas para o mundo da fantasia - e era ligado ao deputado Duduco, também carnavalesco.
O Clóvis Bornay, através do mundo da fantasia, pôde fazer com que pessoas se popularizassem e engrandecessem o carnaval do nosso país. Ele abriu as portas para Nei Souza, um grande carnavalesco, lá em Curitiba, também para Mauro Rosas e por aí afora. Clóvis Bornay foi uma pessoa que lutou muito pelo carnaval, em especial o carnaval carioca. Não realizou o seu sonho, que era o de fazer um museu com as fantasias dos grandes nomes das passarelas do carnaval brasileiro. Mas, com certeza, vai ficar registrado nos livros dos grandes carnavalescos, das grandes pessoas que fizeram a história do carnaval do país.
Sr. presidente, também gostaria de dizer que esta semana o jornal A Fonte colocou bem intitulada a seguinte manchete: "Deputado Duduco rebate crítica e manda jornalista para o inferno". Realmente, o jornal deve ter vendido muito porque o meu telefone não parou de tocar até o dia de hoje e o exemplar já nem existe mais na cidade e está todo mundo procurando esse jornal.
Trata-se de uma crítica que fiz, até construtiva, ao jornalista e ele ficou chateado porque eu o mandei para o inferno. Não fique chateado, Fernando! Há parlamentares que mandam pessoas para um lugar muito pior do que o inferno. Eu o coloquei no inferno, mas foi de uma forma até manezinha. Aqui na ilha costuma-se mandar as pessoas para o inferno, dizendo: "Vai para o inferno, istopô"! Foi nesse sentido! Mas valeu a sua crítica, eu a aceito! Não deves te preocupar, porque o deputado Duduco está preparado para críticas. Quando são construtivas e vêm numa linha de observação, eu as aceito. E aceitei a tua crítica, sim. Até agradeço, pois colocou-me em diversas páginas do jornal. E quero dizer que eu estou aberto ao diálogo. Se achas que interpretei mal a matéria, e se eu interpretei mal a de num jornal anterior a este, eu até peço desculpas, mas este é meu posicionamento: o deputado Duduco vai continuar na tribuna com este tipo de personalidade e de crítica.
Também quero dizer que eu continuo admirando cada vez mais o jornal A Fonte, assim como diversas pessoas que escrevem para ele, como o Mauro Goedert, o Festinha, o meu amigo Ricardinho Machado e tantas outras personalidades. O próprio Fernando tem uma coluna e procura, no dia-a-dia, junto com Ademir Arnon, também colunista, falar da nossa gente, falar da nossa cultura e fazer as suas críticas.
E eu não leio somente esse jornal. Costumo ler também a Folha de Coqueiros, o Jornal de Barreiros, o Rural do Sul, enfim, diversos outros. Eu respeito todos os jornalistas, mas também tenho direito de fazer minhas críticas, quando sou criticado. E creio que a imprensa tem que estar preparada para recebê-las também. É claro que se os jornalistas são formadores de opinião, nós, deputados, também somos; se vocês aceitam críticas, nós também as aceitamos. E por que não podemos fazer críticas à imprensa? Podemos, sim! Eu estou preparado para recebê-las, Fernando.
Sr. presidente, também gostaria de registrar que a escola de samba Protegidos da Princesa, que foi fundada em 1948, faz aniversário hoje. Ela tem 24 títulos na capital, inclusive superando a escola de samba Portela, do Rio de Janeiro, que reúne o maior número de títulos no carnaval do Brasil. É uma escola que tem toda uma história no carnaval de Florianópolis, que nasceu das bananeiras do Libânio, ali, nos Canudinhos, que teve como integrantes a dona Didi, o grande Moracir, entre outros.
A Protegidos é uma escola-mãe porque dela nasceram as demais escolas de samba. Hoje, seu presidente é o Carlão e integrantes como o Moacir Gomes e a Patrícia Gomes estão fazendo da Protegidos, no seu dia-a-dia, uma escola cada vez melhor.
Agora a escola está trabalhando com serviço social, com serviço comunitário, desenvolvendo alguns serviços diretamente com os moradores do morro do Mocotó, fazendo uso, inclusive, da Escola Básica Celso Ramos para as atividades comunitárias.
Gostaria de parabenizar a escola de samba Protegidos da Princesa, desejar muitas felicidades, muito sucesso e que ela consiga o campeonato no próximo ano. Sou amigo de todas as escolas de samba, inclusive desfilo em todas as quatro, mas estou fazendo, hoje, uma referência especial à Protegidos da Princesa pela passagem do seu aniversário. Como diz o samba: "Protegidos não morreu e não morrerá, isto não acontecerá. Tem seu nome na história, Protegidos tu tens um cenário coberto de glória". Parabéns à Protegidos da Princesa!
Sr. presidente, gostaria também de parabenizar o governador em exercício, deputado Julio Garcia, não só pelo projeto das Apaes, mas também pelo orgulho que deu a este Parlamento ao estar, hoje, ocupando o cargo de governador do estado.
Queremos dizer ao deputado Julio Garcia da satisfação que sentimos em tê-lo, hoje, no comando do nosso estado. Parabenizo-o pelas atitudes e providências que tem tomado em prol das entidades filantrópicas, nos poucos dias em que está à frente do governo. O mundo social está sendo muito agraciado, inclusive com suas visitas e ajuda a muitas entidades filantrópicas. Sua Excelência está fazendo, nestes 12 dias, uma ligação direta com as entidades sociais, que há muitos anos estavam abandonadas, embora tenham tido agora um apoio do governador Luiz Henrique.
Portanto, o deputado Julio Garcia se mostra muito preparado. Penso que daqui a alguns anos ele poderá ser um grande candidato a governador do estado, pois consegue reunir muitas qualidades. Está demonstrando, nestes dias em que está lá, um preparo muito grande. E gostaria de parabenizar o meu amigo de coração, deputado Julio Garcia.
Deputado Lício Silveira, muito obrigado por ceder-me, agora no final da sessão, os meus dez minutos.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)