Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Rogério Mendonça

18ª Sessão Solene - 20/06/2006

O SR. DEPUTADO ROGÉRIO MENDONÇA - Excelentíssimo sr. deputado Julio Garcia, presidente da Assembléia Legislativa e que presidia esta sessão solene até o momento;

Excelentíssimo sr. deputado Joares Ponticelli, que conduz esta sessão solene;

Excelentíssimo sr. Antônio Milioli Filho, reitor da Unesc e presidente da Acafe;

Excelentíssimo sr. Adélcio Machado dos Santos, presidente do Conselho Estadual de Educação;

Excelentíssimo sr. Milton Hobus, prefeito do município de Rio do Sul;

Excelentíssimo sr. Ivo Silveira, ex-governador do estado de Santa Catarina;

Excelentíssimo sr. Germano Purnaguen, secretário de estado do Desenvolvimento Regional de Rio do Sul, neste ato representando o excelentíssimo sr. governador em exercício do estado de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira;

Excelentíssimo sr. Viegand Eger, magnífico reitor da Universidade para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí - Unidavi de Rio do Sul;

Srs. deputados aqui presentes, deputado Celestino Secco, demais autoridades presentes, professores, alunos, enfim, todos que participam desta sessão solene.

(Passa a ler)

"Alguns dos que estão presentes nesta sessão solene do Poder Legislativo de Santa Catarina, entre eles o professor honoris causa Viegand Eger, magnífico reitor da Unidavi, certamente lembram do Alto Vale do Itajaí nos anos finais da década de 60.

O corte e o beneficiamento da madeira, atividade que impulsionou o desenvolvimento regional a partir de 1920, estava em franca decadência. Serrarias e mais serrarias, que antes chegaram a existir às centenas, fechavam suas portas; hordas de desempregados migravam das localidades interioranas em direção às cidades maiores; o comércio, que até então experimentava um crescimento astronômico porque todos tinham dinheiro para comprar, começava a vivenciar uma crise sem precedentes.

Senhoras e senhores, não é exagero afirmar que, a partir de 1965, um autêntico caos econômico se instalava no Alto Vale do Itajaí e em outras regiões do estado e do país que dependiam da indústria madereira. Tudo por uma razão muito simples: a matéria-prima minguava, vítima de uma devastação ambiental que só não pode ser considerada criminosa porque, naquela época, não havia a conscientização preservacionista de hoje.

Pois é nesse cenário de quase desolação que vamos encontrar um ato de bravura, de coragem, de destemor e de ousadia. Capitaneados por Guilherme Gemballa, um homem que marchava à frente de seu tempo, lideranças de Rio do Sul começavam a tentar deslumbrar um caminho que recolocasse a cidade e os municípios vizinhos nos trilhos do desenvolvimento. Era preciso encontrar com urgência uma nova vocação econômica.

A solução encontrada, caro deputado Joares Ponticelli, foi a mesma usada pelo Japão e pela Alemanha para ressurgirem das cinzas depois da devastadora II Guerra Mundial: o investimento em educação. Guilherme Gemballa, Viegand Eger e seus companheiros vislumbram na criação de uma instituição de ensino superior a possibilidade de devolver o crescimento àquelas plagas. Surge, então, a Faculdade de Administração de Empresas do Alto Vale do Itajaí (Faeavi), mantida pela Fundação Educacional do Alto Vale do Itajaí - Fedavi.

No pronunciamento, que já tivemos, do professor Viegand Eger, os detalhes desta história foram esmiuçados. O que pretendo, neste momento, é destacar a visão humanista que tiveram os fundadores da Fedavi, hoje Unidavi. Visão que contemplava a formação das pessoas, especialmente os jovens. Formação intelectual. Formação profissional. Era a tão propalada prioridade à educação acontecendo na prática e não somente em discursos. Se não houvesse surgido daí, ao longo dos 40 anos seguintes, uma das mais bem conceituadas instituições de ensino do estado, já teríamos motivo suficiente para comemorações no dia de hoje. Já poderíamos afirmar: 'Olha, houve, no ano de 1966, um grupo que pensou em dar qualidade de vida aos habitantes do Alto Vale do Itajaí a partir do investimento em educação'.

Pois hoje podemos afirmar não apenas isso. Podemos afirmar também que da ação daqueles desbravadores do conhecimento resultou a Universidade para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí, com seus aproximadamente seis mil alunos, 30 cursos, quatro campi e presença em todos os municípios da região.

É certo que o Alto Vale ainda padece das mazelas oriundas do fim repentino de uma atividade econômica rentável. É certo que o Alto Vale ainda sofre com estagnação em muitos setores. É certo que o Alto Vale ainda busca uma vocação e, por isso, está entre as regiões de menor desenvolvimento em Santa Catarina. Não podemos nos deixar entusiasmar pela beleza dessa solenidade e sair dizendo aos quatro cantos que tudo está às mil maravilhas no Alto Vale. Não está, como não está em muitos lugares deste imenso Brasil.

Mas podemos sair dizendo aos quatro cantos, sim, que hoje o Alto Vale tem uma bússola que orienta seu destino. E essa bússola tem uma marca: Universidade para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí - Unidavi. O ensinamento dado nas salas de aula dessa instituição, a pesquisa levada a efeito nos seus laboratórios e os serviços prestados por ela à comunidade permite-nos garantir: a retomada do crescimento regional tem uma locomotiva e ela se chama Universidade para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí - Unidavi.

Nesses 40 anos, ou como Fedavi ou como Unidavi, a partir de 1998, essa casa do saber tem cumprido com seus propósitos iniciais e colocado no mercado profissionais capacitados nas mais diferentes áreas do conhecimento humano.

Prezado professor Viegand Eger e prezado professor Célio Martignago, respectivamente reitor e vice-reitor da Unidavi, eleitos para essas funções pelo voto da comunidade acadêmica, ao parabenizá-los, parabenizo cada aluno, cada professor, cada funcionário. E o faço em nome de milhares de pessoas que hoje estão não apenas com o canudo na mão, mas com suas vidas encaminhadas. O faço em nome de milhares de jovens que não precisaram sair do Alto Vale em busca de formação no 3º grau em outros centros. O faço em nome das empresas, associações de classe, hospitais, sindicatos, prefeituras, câmaras de vereadores, onde, com certeza, de uma ou de outra forma, há um profissional formado pela Unidavi ou um serviço prestado pela instituição.

O passado glorioso da Unidavi me dá agora garantias para antever um futuro de sucesso para a instituição e para o Alto Vale do Itajaí.

Parabéns, unidavianos!"

Muito obrigado!

(Palmas)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)