Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Dirceu Dresch

107ª Sessão Ordinária - 13/11/2018

DEPUTADO DIRCEU DRESCH (Orador) - Fala sobre a situação do estado, da infraestrutura, e entre tantos problemas refere-se à promessa feita por candidatos ao governo e governadores eleitos, a rodovia que liga Anita Garibaldi a Celso Ramos. Comenta que a obra iniciou durante o governo Raimundo Colombo, com uma pequena parte da estrutura executada, mas não chegou a receber recapeamento asfáltico e foi abandonada. Informa que a comunidade está se mobilizando para cobrar a continuidade do trabalho.

Também cita que o Orçamento do estado apresentou um déficit de mais de R$ 2 bilhões, e a dívida com fornecedores já alcançou R$ 700 milhões, débito este que ficará para o próximo governo. Considera lamentável e preocupante a situação, com obras inacabadas, infraestrutura precária e estradas esburacadas.

Registra, ainda, que a tão propalada Reforma Trabalhista completou um ano, período em que foi rasgada a CLT, mentindo aos trabalhadores que, ao retirar direitos duramente conquistados, seriam gerados novos empregos. Discorda do discurso apresentado pelos reformistas, pois nada mudou em relação ao desemprego, além de precarizar a situação do trabalhador.

Acrescenta que os discursos de reforma continuam, agora atingindo a Previdência Pública, e adverte que pretendem seguir o exemplo do Chile, que foi um desastre. Ressalta que sem uma previdência forte, sem aposentadorias, se empobrece também a economia, principalmente dos pequenos e médios municípios.

Afirma que o desenvolvimento e a geração de novos empregos acontecem pela melhoria do poder aquisitivo do trabalhador, a valorização do salário. Declara que este foi o grande segredo da economia positiva e distribuição de renda nos governos de Lula e Dilma. Também alerta que agora está havendo um retrocesso, com diminuição da renda do trabalhador e consequente quebradeira.

Deputado Doutor Vicente Caropreso (Aparteante) - Entende que este tema tem dado muito palanque, mas a hora da verdade está chegando, comprovando que o modelo vigente está acabado, pois a população envelheceu, e é preciso despir-se dos partidos políticos, enfrentando a realidade. Pondera que não é possível admitir privilégios e castas dentro das aposentadorias, pois o Brasil não suporta mais este tipo de situação. [Taquígrafa: Sara]