Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Professor Grando

24ª Sessão Ordinária - 03/04/2008

O SR. DEPUTADO PROFESSOR GRANDO - (Passa a ler.)

"Sr. presidente, sras. deputadas e srs. deputados, um documento assinado pelo ministro José Gomes Temporão, datado de 28 de agosto, informa que 'o sistema público de saúde nos estados e municípios está preparado para atender as demandas decorrentes de uma situação de aumento do número de casos da dengue'. A informação consta de ofício enviado por Temporão ao líder do PPS na Câmara, deputado Fernando Coruja(SC)."[sic] Mas o que vimos ontem na televisão foi que todos os lugares estavam lotados, e as pessoas que chegavam não podiam ser atendidas no Rio de Janeiro. E estamos vendo outros casos, até de falecimento, em muitos lugares do Brasil. Mas está havendo solidariedade. Já chega a 12 o número de estados que querem enviar médicos para ajudar a combater a dengue. E vimos, inclusive, todos os postos de saúde do Rio de Janeiro abrirem neste final de semana.

Está acontecendo em todo o Brasil o que estava previsto. Não é a primeira vez que temos a crônica de uma morte anunciada, porque já se estava prevendo esse caos, mas a preocupação parece ser maior no marketing do que verdadeiramente o problema ser solucionado.

Vejam bem que o nosso líder, que é médico, deputado Fernando Coruja, preocupado, já estava cobrando isso em agosto de 2007.

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"Coruja havia questionado o ministro se o sistema nacional estaria preparado para atender às demandas das regiões afetadas. O ministro respondeu que sim. E acrescentou: 'O ministério está monitorando os municípios que apresentam maior risco de surtos de dengue de maneira a detectar precocemente sinais de intensificação de transmissão..." [sic]

Realmente, estamos vivendo uma verdadeira epidemia, uma verdadeira calamidade pública, que poderá chegar a vários lugares do Brasil. E falo isso porque estamos constantemente nos referindo ao aquecimento global, estamos vendo que a temperatura alterada, e o mês de março foi o mais quente dos últimos tempos, o mês de abril também ainda está muito quente. E aí há a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

A dengue poderá chegar, sem sombra de dúvida, se não tivermos a profilaxia, o combate, em Santa Catarina. E aí, meus amigos, a parte urbana poderá sofrer muito com essas conseqüências.

Mas, sr. presidente, no horário partidário, como sempre temos feito, levantamos questões de nível nacional, e o posicionamento do partido, principalmente, do nosso líder catarinense, Fernando Coruja, que é médico, é por essa luta, pois está preocupado com a saúde pública no país.

Outro assunto que me preocupa - sei que há muitos petistas, deputados da situação - é a questão do veto do presidente que derruba o artigo que impunha a fiscalização do Tribunal de Contas da União em centrais, federações e confederações.

Notem que se trata de um acordo que já havia sido feito no Congresso sobre a questão do imposto sindical. Na opinião da Oposição, a fiscalização do dinheiro público já é obrigatória, por isso as centrais que recebem contribuições de um dia do salário dos trabalhadores terão que prestar contas ao TCU, não importa se o trabalhador esteja filiado a um sindicato, a uma federação ou não. Mas o importante disso é que também os patronais, a Confederação Nacional das Instituições Financeiras e a Confederação Nacional do Comércio também são beneficiadas para não prestar contas ao Tribunal de Contas da União. Então não é só relacionado à questão das centrais...

(Discurso interrompido por término do horário regimental.)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)