17ª Sessão Ordinária - 18/03/2008
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente, sras. deputadas e srs. deputados, gostaria de poder ver neste Parlamento um momento em que o deputado Joares Ponticelli apresentasse aqui um projeto, um encaminhamento de uma obra, alguma coisa para a sua região, que está abandonada desde a época do seu governo. Só agora é que se está recuperando.
Hoje está-se recuperando, porque nem no seu governo ele teve condições, competência, para realizar obras - nem quando o prefeito era do seu governo. Na época fizeram um projeto do Badesc e não levaram o dinheiro, e o Luiz Henrique da Silveira teve que pagar. E não muda, é o mesmo CD, a mesma fita. A ponta da agulha deve estar rombuda, porque ele não faz outra coisa.
Mas quero aqui apresentar a Notícia do Dia, o que um colunista, um jornalista também respeitado, disse. Gostaria que o eminente deputado Joares Ponticelli prestasse atenção no que o colunista Ricardinho Machado, do jornal Notícia do Dia, do dia 16 de março de 2008.
(Passa a ler.)
"Pimenta
Deputado Joares Ponticelli dá um banho em engambelar repórteres. É um tal de conseguir manchetes num dia, e os acusados desmentem no outro." [...] Cria a manchete, inventa e no outro dia desmente. Quem está dizendo isso é o colunista do jornal Notícia do Dia.
(Continua lendo.)
"Tentou denegrir o instituto que por várias vezes publicou pesquisa favorável ao seu guru Esperidião Amin. Mas o parlamentar é craque nisso... é que no dos outros é pimenta."[sic] Quer dizer, cria os fatos, cria a manchete, só que me parece bastante vazio. E quem fala isso é o colunista. Não sou eu, é o jornal que está falando. Então, evidentemente, nesses dois últimos mandatos, e este deputado tem cinco mandatos, não vi um pronunciamento pedindo alguma coisa para Tubarão ou para Laguna, aquela terra querida. Não vi apresentar um pronunciamento com projeto. Não vi apresentar um projeto aqui, na Assembléia Legislativa. Isso mostra que é feito apenas de discursos vazios, sem conteúdo, que busca inventar. Quem está falando isso não é este deputado, é o jornalista. Ele cria um fato que não existe e no outro dia é desmentido.
Gostaria de poder trazer isso para que a sociedade conheça aquele que faz, a cada instante, uma denúncia. Não perde uma oportunidade, não perde um dia para vir fazer denúncia.
Agora, ele falou de uma grande parceria da Celesc com a prefeitura. O que ouvi do eminente deputado foi uma enrolaçada, era uma coisa e outra, que nem entendi bem. Mas ele disse aqui que o governo fez uma parceria com a prefeitura, só que errou, não acertou bem, porque falta conhecimento. Ele olha a crítica, mas não busca a realidade. Há uma grande parceria, sim, com os governos federal, estadual e municipal.
Olhem que coisa linda: policlínica no norte da ilha! Agora foi inaugurada uma policlínica no norte da ilha. Então, a parceria a que ele se referiu não é essa parceria. Porque havia uma parceria dos bambus, das tainhas de Florianópolis. Esse era o governo sério.
Ele atacou aqui dizendo que agora só há corrupção e que governo sério era o que estava na capital. Foram R$ 90 mil de bambu, e aquele pessoal que se envolveu, junto com o hoje deputado federal, na Festa da Tainha, botou a mão e foram condenados, pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário, à prisão. E daí diz que nada disso aconteceu, que era uma administração séria. Por que não desmentiu aquilo que eu levantei? Porque o eminente deputado sabe que quando venho aqui, eu falo a verdade! Eu venho aqui e comprovo com a verdade qualquer uma daquelas denúncias que eu fiz, porque a verdade tem resposta e a mentira não!
Então é preciso que alguns canais de televisão conheçam o eminente deputado Joares Ponticelli, que serve para escrever novelas. Na hora de ser político, ele errou. A novela é criada, e é isso que o eminente deputado deveria fazer: criar assuntos dentro das novelas. Cada dia que vem aqui é uma denúncia diferente. E na verdade o que acontece? Nada! Porque essas denúncias não são verídicas, são vazias, levianas.
Então, é muito complicado. A sociedade precisa conhecer de fato aqueles que vêm aqui, fazem oposição e têm que ser respeitados. A Oposição tem que ser respeitada, sim! Ela contribui, e muito, para que o governo faça uma reflexão, veja quando está certo e quando está errado, porque nem tudo que se faz está certo. Em alguma coisa também se erra, e por isso a Oposição é importante. Agora, tem que ser uma Oposição competente, inteligente, que sabe admitir quando tudo está indo certo e que critica quando se erra. Eu vejo aqui a Oposição fazer isso, mas o eminente deputado Joares Ponticelli, não. O negócio dele é só um lado.
Então, ele não precisa nem discursar; basta gravar um CD e colocá-lo aqui todos os dias para ouvirmos, porque o seu discurso é sempre a mesma coisa, não muda nunca. A mudança é a crítica. Tudo que este governo faz não serve, mesmo com os seus prefeitos. Eles foram governo e não fizeram os acessos pavimentados, e agora as prefeituras do eminente deputado Joares Ponticelli estão recebendo os acessos pavimentados no norte e no oeste de Santa Catarina. Mas ele não enxerga isso, porque não quer ver. E cego não é quem não vê; cego é quem tem duas vistas e não quer enxergar a realização, o trabalho de um homem competente, de um homem realizador, de um homem comprometido, de um homem sério, que tem história e que se chama Luiz Henrique da Silveira.
Ele vem aqui tentar criar fatos para buscar o quê? Para buscar, como disse o jornalista, manchetes. Só que fala num dia e desmente no outro.
Eu quero dar um conselho ao eminente deputado, pois ainda é tempo: se ele não programar e planejar a sua próxima eleição, com trabalho, dedicação e respostas, não será eleito, porque o povo, quando elege um político, busca resultados. E quando o político não busca isso, é mais um que frustra a população. Mas ainda há tempo! S.Exa. tem ainda três anos e pouco e dá tempo para fazer um trabalho e, quem sabe, contribuir para levar alguma coisa para desenvolver Tubarão e aquela região de gente competente, que sabe o que quer e o que faz.
Por isso não tem coragem de sair candidato na sua terra. Se ele tiver coragem, quero ver o eminente deputado sair candidato em Tubarão. Aí, sim, eu vou respeitar e venho aqui elogiar, se ele fizer isso. Mas se na sua região não tem condições de colocar um candidato, ou ele não sai candidato para ajudar o partido, é porque, como presidente, está fazendo um péssimo trabalho no PP em Santa Catarina. Então, acho que não está contribuindo...
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)