58ª Sessão Ordinária - 09/08/2007
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente, sras. deputadas e srs. deputados, visitantes que nos dão a honra de prestigiar o Parlamento catarinense na manhã de hoje, volto à tribuna porque estava acompanhando o pronunciamento do eminente deputado Joares Ponticelli, que veio trazer algumas informações, ou melhor, algumas desinformações, como é praxe de s.exa.: atacar o governo levianamente.
O deputado levantou questões de contratos eleitoreiros, contratos faraônicos, enfim, colocou aqui uma série de detalhes. S.Exa. tem dito em seus pronunciamentos - e recentemente nas emissoras de rádio - o número dos contratos e dos funcionários de cargos comissionados, como se estivesse falando para ninguém ouvir e assim não poder responder. Os cargos comissionados existentes no governo do estado de Santa Catarina hoje, menos os que foram reduzidos pelo governador Luiz Henrique, são os mesmos que havia no governo do eminente deputado Joares Ponticelli. São os mesmos!
O governo fez a descentralização, montou as secretarias, reduziu o número de cargos comissionados e mantém o governo vivo e descentralizado. Todos os servidores das 36 secretarias estavam lotados aqui na Grande Florianópolis, e com certeza muitos e muitos desses foram indicados pelo líder do governo na época, deputado Joares Ponticelli.
Agora, é evidente que estiveram nos cargos, conhecem e sabem o que é o poder, sabem o que é ser governo. Só há uma coisa: foram incompetentes nas suas ações, os seus projetos não foram viabilizados e frustraram o povo de Santa Catarina. E com o povo decepcionado, o que aconteceu? Foram derrotados nas urnas por um cidadão que deixou a prefeitura de Joinville para ser um cidadão comum e disputar o governo contra o mito. Foram derrotados nas urnas democraticamente. Democraticamente! Por quê? Porque o povo não se deixa mais enganar por falsos discursos e falsas promessas.
Sabe perfeitamente o eminente deputado Joares Ponticelli que o seu partido não cumpriu as promessas feitas com os aliados, por isso os perdeu. O governador Luiz Henrique da Silveira, na época um simples cidadão, teve a competência de buscar parceiros como o PSDB, que foi parceiro no primeiro momento já na eleição passada.
Evidentemente que vitorioso, Luiz Henrique da Silveira implantou no seu governo o Plano 15, cumprindo religiosamente o que prometeu a Santa Catarina, que era a descentralização. Portanto, prometeu, cumpriu e partiu para a reeleição. E na sua reeleição, como homem ético, deixou o governo para disputar as eleições como cidadão comum, porque havia criticado o candidato do deputado Joares Ponticelli por disputar uma eleição com a caneta, com a máquina na mão. Luiz Henrique da Silveira renunciou! É um homem ético! Disputou como cidadão, foi lá e ganhou as eleições novamente. Mas o eminente deputado não se conforma. Não se conforma! E agora fica fazendo críticas.
Hoje de manhã, o deputado Joares Ponticelli, na Rádio Eldorado, disse que ontem Luiz Henrique da Silveira, Leonel Pavan e Eduardo Pinho Moreira fizeram um esforço fora do comum, por telefone, para impedir que fosse criada a CPI na Assembléia Legislativa. Eu sabia que tinha muita força, mas que era profeta eu não sabia. É preciso ser profeta para conhecer tudo o que se passa ou então ter os telefones grampeados para saber de todos os telefonemas, de todas essas ações.
Hoje é diferente, existe um governo comprometido com a sociedade, um governo comprometido com a descentralização, um governo que cumpre os acordos com os partidos aliados. Por isso sobrevive com tranqüilidade, com competência, com trabalho e com dedicação.
O eminente deputado Jandir Bellini acompanhou a viagem do governador ao exterior quando foi buscar alternativas para o estado, quando foi vender a imagem do estado, quando foi mostrar o que este estado oferece para as empresas virem instalar-se aqui, quando foi mostrar o nosso potencial turístico. Mas o eminente deputado Joares Ponticelli vem dizer que o governador estava passeando. Só que o governador estava acompanhado do extraordinário deputado Jandir Bellini que, tenho certeza, virá a esta tribuna e dirá o que o governador estava fazendo. Ele não estava passeando, mas o eminente deputado Joares Ponticelli diz que estava passeando, que fez essa viagem para ir ao casamento de sua filha.
A sociedade está cansada desses pronunciamentos vazios. É preciso buscar conteúdos mais originais, mais verdadeiros. E outra: são sempre vazios e omissos, porque na reforma administrativa, na terceira reforma, o eminente deputado Joares Ponticelli e sua equipe de deputados foram omissos, não apresentaram absolutamente nada! O PT fez uma proposta, mas o PP não! Eles não apresentaram nada.
Ontem, quando da decisão para buscar parcerias, para buscar investimentos para Santa Catarina através da SC Parcerias, falaram e depois se retiraram do plenário. Foram omissos de novo! Isso a sociedade está vendo. A sociedade está vendo quem tem proposta. Até podemos errar, porque só erra quem trabalha e quem quer acertar. Quem não faz nada, não erra nunca, porque não faz nada.
Os nossos acertos são muitos e a história está aí para contar a primeira vitória, a segunda e, com certeza, a terceira. Com certeza, com esses discursos eles vão continuar no banco da oposição.
O Sr. Deputado Elizeu Mattos - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Ouço o deputado Elizeu Mattos, que com certeza vai contribuir muito com o meu pronunciamento.
O SR. DEPUTADO ELIZEU MATTOS - Deputado Manoel Mota, eu cheguei ao Parlamento este ano e aos poucos vamos aprendendo como funciona, como são as coisas, quem são as pessoas. Na verdade, há certos discursos que só mudam o tom e a maneira como iniciam, ou o meio, ou o fim, mas são os mesmos discursos todos os dias.
Agora, sobre a descentralização e sobre o governo de Luiz Henrique não há o que discutir. O povo discutiu sabiamente nas urnas e deu a vitória a Luiz Henrique. Então, eu acho que não há mais o que discutir. E quanto àquela coisa do disco que está furando, eu já estou concordando com isso, porque o discurso é sempre o mesmo.
Mas eu quero dar uma resposta. Dizem que o Lula nunca é o culpado, agora a culpa é do Bush pela deportação dos cubanos.
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)