Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Nelson Goetten

98ª Sessão Ordinária - 11/12/2001

O SR. DEPUTADO NELSON GOETTEN - Sr. Presidente e Srs. Deputados, precisava vir à tribuna também para debater este projeto que está em votação pela importância que ele tem para o Estado de Santa Catarina e também para a empresa pública de nosso Estado que é a Celesc.

Nós escutamos aqui discursos contínuos de alguns Companheiros nossos, Parlamentares, que no seu direito de exercer a sua opinião têm-se manifestado nas Comissões e também aqui na tribuna.

Uma coisa é verdadeira: o Plenário é soberano e ao Plenário é que cabe a responsabilidade para decidir e também para avocar os projetos rejeitados nas Comissões. E assim portanto está se procedendo com esse projeto.

Agora, quanto à questão da Dona Francisca, precisam ser ditas aqui algumas coisas. E uma delas é que da Dona Francisca nós somos sócio minoritário, e ao sócio minoritário cabe apenas receber dividendos. Essa é uma empresa que tem dificuldade de acessar recursos para investimentos imediatos, que está catando dinheiro no mercado financeiro para poder custear as suas despesas e os seus investimentos prioritários, emergenciais e urgentes. Empresa como essas não podem se dar ao luxo de ficar esperando rendimento de aplicações e investimentos do qual ele é minoritário.

Portanto, cabe, sim, é inteligente, sim, por parte da direção da empresa e por parte do governo colocar à venda essas ações, esse capital minoritário que temos neste empreendimento Dona Francisca e buscar com isso recursos.

Quem aplica dinheiro para receber dividendos é quem tem dinheiro sobrando. E não é o caso dessa empresa. Essa empresa muito vem trabalhando para recuperar aquilo que foi muito danoso no seu comando, que teve uma administração desastrosa.

Então, nós precisamos reconhecer o grande esforço do Presidente dessa empresa, o nosso querido companheiro Francisco Küster, que vem se esforçando com um dinamismo que é próprio dele, com a seriedade que é própria dele. Ele juntamente com sua equipe estão conseguindo resgatar a credibilidade dessa empresa, buscando o capital necessário para que a empresa possa continuar investindo para suprir a demanda do crescimento que há em Santa Catarina.

Ora, nós temos que reconhecer que hoje o nosso Estado está ofertando muito mais capacidade de energia porque há também um crescimento fantástico tanto nas agropecuárias como na agricultura e acima de tudo na ampliação e implantação de novas empresas em Santa Catarina.

Então, essa nova realidade que vivemos também demanda um investimento muito grande por parte da empresa Celesc. E ela vem se comportando muito bem em relação a isso. Ela está conseguindo suportar a necessidade de investimentos para que as empresas catarinenses e o desenvolvimento de Santa Catarina não fiquem prejudicados.

Ora, todos nós temos que reconhecer a importância desse subsídio, dessa matéria-prima para movimentar a economia catarinense, para movimentar os segmentos produtivos de Santa Catarina. E também, claro, para atender a população catarinense.

Então, portanto, é inteligente, é justo, é necessário que nós aprovemos, sim, a necessidade de vendermos o mais urgente possível este capital minoritário que temos na Dona Francisca, para com este capital fazer investimentos naquelas áreas que são essenciais para a demanda e para a necessidade que tem o parque industrial e também a sociedade catarinense de oferta de energia.

Portanto, eu sou obrigada a vir na tribuna e fazer essa constatação. Nós não podemos continuar com este discurso de certa forma demagógica, porque é uma coisa do passado e ultrapassado. A realidade que hoje nós vivemos no mundo é que agilidade para investimento depende mais da iniciativa privada. Nós não temos como competir com a iniciativa privada hoje em alguns segmentos, e um deles é o fornecimento de energia.

Então, estão vindo projetos importantes para oportunizar essa empresa a ter mais agilidade, mais competitividade e poder manter a sua fatia de mercado. Nós queremos a Celesc funcionando; Santa Catarina precisa que esta empresa continue forte e também, e acima de tudo, que continue participando do mercado. Um mercado do qual ela foi a pioneira, foi aquela que empreendeu, que fez com que hoje nós pudéssemos ter este desenvolvimento fantástico. Portanto, graças à parceria com a Celesc, esta empresa que nós aprendemos a respeitar.

Temos que aceitar esse fato como realidade, como necessidade. É o dinheiro mais barato que nós temos. É um capital do qual nós só vamos receber dividendos, como somos minoritários, a longo prazo. E a necessidade de investimento é imediata.

Sendo assim não preciso de mais tempo para externar e registrar a minha opinião e também a minha convicção de que precisamos, devemos e é necessário colocar à venda esse patrimônio, para resgatar a capacidade de vencimento urgente que precisa ter a Celesc.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)