49ª Sessão Ordinária - 28/06/2001
O SR. DEPUTADO JOÃO ROSA - Sr. Presidente e Srs. Deputados, quando era Vereador do bloco governista do Prefeito Luiz Henrique da Silveira, em Joinville, ainda filiado ao PSDB, por diversas vezes ocupei a tribuna para denunciar e reclamar da indevida subtração do dinheiro sagrado do servidor público do Estado de Santa Catarina promovido pelo Governo Paulo Afonso.
Este Deputado, na qualidade de funcionário público do Estado, tendo amigos e companheiros passando dificuldades, endividando-se com agiotas, fazendo empréstimos em bancos que até hoje não foram saldados, vem com consciência a esta tribuna para dizer que não é o momento da vingança, Sr. Presidente, não é o momento do troco, não é o momento do retalhamento.
Da mesma forma que os funcionários públicos foram afrontados, tiveram os seus vencimentos corroídos e indevidamente retidos, quero ter o direito de fazer o mesmo com as contas daquele Governador que maltratou, que humilhou, que levou ao desespero muitos funcionários do Estado de Santa Catarina.
Quando vi ontem Deputados, de forma veemente, dizer que era necessário discutir mais e mais a questão do BID - que está trazendo benefícios para Santa Catarina de 150 milhões de dólares para construir estradas e melhorar a qualidade de vida do povo catarinense - dizia-se também que havia necessidade de mais tempo para discutir melhor a questão.
O mesmo disseram ontem com relação ao aumento dos funcionários do Estado, ou seja, que era necessário discutirmos melhor a questão, que era necessário trazer claque para num teatro aplaudir e vaiar. Diziam isso em outras palavras.
Agora, neste momento em que o Tribunal de Contas diz que houve desvio de finalidade, desvio de verba, não posso admitir que se aprove estas contas de afogadilho, sem melhor estudo, sem melhor análise, porque esse Governo que está apresentando as suas contas, através do Tribunal de Contas, massacrou o funcionário público do Estado de Santa Catarina, sem contar no solapamento de dinheiro de fundos do Porto de São Francisco, que até hoje não foi explicado e não foi devolvido o seu dinheiro.
Por isso me nego peremptoriamente em nome de todos os funcionários do Estado de Santa Catarina a aceitar neste momento votar as contas de 88 do Governo Paulo Afonso.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)