Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Nilson Gonçalves

3ª Sessão Ordinária - 23/02/1999

O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. Presidente e Srs. Deputados, quero apenas fortalecer aquilo que já falei no dia de ontem, e vou cansar, se for preciso, quem estiver me ouvindo.

É preciso que seja levado ao conhecimento das autoridades, que elas ouçam quantas vezes forem necessárias a reclamação deste Deputado. Quando fui Vereador na minha cidade, Joinville, discuti muito esse caso.

Em Joinville, como Vereador, conseguimos a unanimidade dos Srs. Vereadores, bem como a unanimidade da Associação Comercial e Industrial de Joinville para a municipalização da água de Joinville. Este é um anseio não só deste Deputado, mas de toda a comunidade de Joinville, que há mais de 30 anos sofre com o problema da falta de água, que já é um problema crônico, costumo dizer, um verdadeiro câncer na vida do cidadão joinvilense. Somente quem mora no Município de Joinville tem idéia da grandeza do problema que nós temos lá relacionado à questão da água.

Principalmente as pessoas que moram na periferia de Joinville, que é uma cidade grande e bastante esparramada, é que sofrem.

E está aí ao seu lado, Sr. Presidente, uma pessoa que conhece muito de perto este problema, o Deputado Adelor Vieira.

Já foi pedido, já foi implorado, já foi feito de tudo um pouco para que houvesse uma conscientização da necessidade de se resolver o problema da água em Joinville, mas não se chega nunca a um denominador comum apenas e tão-somente por falta de vontade política, mais nada.

Se houver a municipalização ou pelo menos a regionalização, Joinville será auto-suficiente, pois a arrecadação que tem, cerca de três a quatro milhões de reais por mês, é suficiente para abastecer a cidade e prover as cidades vizinhas de água. No entanto, esta arrecadação se esvai como se fosse para um ralo ou sabe Deus para onde, não reverte em benefício para a comunidade.

É por isso, Sr. Presidente, a revolta deste Deputado, que tem brigado por isso, que já chegou a fazer programa de rádio em praça pública, e em menos de dez dias conseguiu 25 assinaturas num abaixo-assinado da população, que pede, que clama, que reclama, que chora, que faz o que pode para ter a água municipalizada em Joinville, porque sabe que é esta a única alternativa naquela cidade.

Nós já apelamos para a Diretoria da Casan, que aparece lá quando alguém grita. Quando sentem o grito das pessoas da comunidade, aparecem assustados, mas aparecem, escutam, mas entra por um ouvido e sai pelo outro.

Agora, até por uma questão de justiça, acredito que nos dois ou três últimos anos estão fazendo alguma coisa em relação à água, mas é muito pouco. Já investiram nove ou dez milhões e tem uma previsão de mais ou menos uns 12 milhões, quando nós precisamos, para resolver a questão da água de Joinville, de pelo menos cem milhões de reais.

Eu vivo o problema lá, assim como alguns Srs. Deputados, e sabemos que 50% da água potável daquele Município se esvai através de canos furados embaixo da terra. É o fim da picada! É o fim do mundo!

Estou entrando com este pedido de informação porque quero saber, no papel, exatamente o que está acontecendo lá em termos de faturamento, em termos de despesas, em termos de pessoal, em termos de investimentos, o que se pretende a curto, médio e longo prazos em relação à questão da água em Joinville.

Depois de ter tudo isso na mão, vou pedir mais uma vez o apoio dos Companheiros para reivindicar de maneira mais séria à Diretoria da Casan aqui em Florianópolis que olhe pela maior cidade de Santa Catarina, que está perecendo por falta de água. E não são as pessoas de classe média alta que perecem não, é a pobreza, são os menos favorecidos, os que moram na periferia da cidade, que não têm água sequer para lavar a bunda de um filho, para fazer uma comida. Essa é a grande verdade!

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)